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SILVA quebra a Internet com clipe selvagem para Feliz e Ponto

A locação foi escolhida a dedo para retratar essa história de amor e sexo livres. Um rio e uma cachoeira em meio a uma floresta robusta. A natureza liberou todos os instintos selvagens do trio e quem assiste recebe a permissão de liberar sua imaginação para os melhores e mais safados pensamentos. O clipe é recheado de corpos nus e sensuais e de beijos muito quentes.

 

Feliz e Ponto acaba sendo um momento de transição da carreira de SILVA por essa ousadia que o aproxima de emoções mais fortes, sem a distância segura autor-obra de seus lançamentos anteriores. As cenas sensuais deixaram os fãs em polvorosa nas redes sociais desde o início da manhã.

Barro-Vai

Especial: Barro lança carreira solo com videoclipe da faixa Vai

A carreira solo de Barro está em fase de lançamento, mas é um resultado natural de sua grande atividade na cena musical do Recife. Vocalista e guitarrista da Bande Dessinée, além de compositor das músicas da banda, ele produziu a própria banda e artistas como Muta e Paes. Suas composições foram gravadas por Victor Camarote, Marsa e Coutto Orchestra. A produção musical de Barro tem uma forte conexão com artistas europeus. Seu disco será lançado no segundo semestre de 2016 e terá lançamento simultâneo pelo selo italiano A Buzz Supreme. Vai ganhou uma versão em italiano, lançada simultaneamente com a versão em português.

Barro-Vai

O clipe. As imagens do clipe acompanham um casal em torno dos seus (des)entendimentos cotidianos. A falta de comunicação que leva a um distanciamento das emoções foi representada de maneira inteligente pelas quase-aproximações físicas. A temática das incompreensões entre duas pessoas da música ganha um visual delicado e intenso em um cenário propício para todo tipo de reencontro. O videoclipe foi dirigido por Enock Carvalho e Matheus Farias em locações no Agreste pernambucano  (Serra Negra) e nas praias do litoral Sul de Pernambuco. Uma aposta do clipe está na edição que acompanha a batida da música sem tornar o vídeo uma coleção frenética de imagens, mas consegue manter o nível de atenção do espectador.

Rihanna lança clipe duplo de Work com participação de Drake e já temos o primeiro grande clipe do ano

Rihanna começou a promoção do seu Anti em alto nível. Work é, na verdade, composto por dois clipes – sabe-se lá qual o objetivo dessa estratégia, já que eles pouco conversam entre si. A única coisa que os une é o twerking de Rihanna sempre tendo o Drake como alvo. A tensão sexual dos dois no clipe impressiona qualquer olhar mais cético de que são apenas boas interpretações.

Dos clipes, o primeiro, que se desenrola num inferninho, é o mais elaborado esteticamente.

Troye Sivan conclui sua trilogia do amor proibido com Talk Me Down

No último clipe da trilogia (falamos de Wild e Fools aqui), a vida dos adolescentes se complica com a morte do pai que havia flagrado os dois anteriormente e com a descoberta (chocante) pela namorada do outro garoto desse envolvimento. O fim do clipe constrói através da edição um gancho para uma continuação da história que cabe a cada um terminar.

A grande qualidade dos clipes, em especial Talk Me Down, é não ter dado respostas prontas ou finais felizes tradicionais, porque consegue ser mais real e ativar a emoção e envolvimento do espectador com mais intensidade.

O jovem cantor dá início à sua carreira de uma maneira bem planejada com promessas de um grande trabalho artístico a ser feito, porque pensou (junto de sua equipe e gravadora) a música além de lançamentos pontuais.

Troye Sivan: o próximo queridinho da música pop mostra as dificuldades de um adolescente gay em trilogia de clipes

Troye Sivan é um cantor australiano de música pop que recentemente recebeu atenção da mídia por causa de uma postagem da Taylor Swift no Twitter e no Instagram. Com isso, o mainstream descobriu seus clipes Wild e Fools de seu recente EP que também se chama Wild. Os clipes lançados fazem parte de uma trilogia que vai ser completada com o lançamento do clipe de Talk Me Down (ainda não confirmado) e que já é possível ver um teaser (bem trágico) no final de Fools.

A trilogia tem como subtítulo Blue Neighbourhood e conta a história de uma amizade entre dois garotos que evolui para um lindo amor que enfrenta as pressões da sociedade, representado na figura do pai de um dos garotos. A história é simples e bastante conhecida, mas a delicadeza com a qual é retratada faz toda a diferença na beleza das cenas. Contam a favor das imagens a fotografia bastante iluminada em uma cidade próxima à praia e o uso de filtros que dá um ar vintage que dificulta saber em que época a história se passa – se nos anos 2000 ou nos anos 70.

O primeiro clipe da trilogia é Wild e retrata como a amizade nasceu e como nasceu um amor puro e verdadeiro entre os dois amigos. Também temos contato como o melhor amigo de Troye, ainda na infância, sofre com os problemas do pai com a bebida.

O mais recente clipe é Fools. Ele tem um clima mais triste e um sofrimento das dificuldades que esse amor de infância enfrenta na adolescência em uma (suposta) cidade pequena. Troy interpreta o garoto que foi deixado após o pai de um deles flagrar o casal, tendo que encarar a indiferença e uma namorada para o seu ex-companheiro. O final clipe mostra o desfecho trágico (e um merchandising nada discreto) que essa história vai ter e já cria expectativas para conhecermos quais são os acontecimentos que levarão até esse momento.

Lorde mostra os perigos da paixão avassaladora no clipe em parceria com Disclosure, Magnets

Magnets é um daqueles clipe que consegue inserir uma série de surpresas que não deve em nada para os melhores filmes de suspense. A traição de uma paixão à primeira vista gera consequências inimagináveis na vida dos personagens. Lorde conseguiu dar vida à uma mulher ambígua e poderosa que dá até medo de cruzar com ela.

O cinematográfico clipe de Wildest Dreams, novo clipe da Taylor Swift

O grande lançamento do novo clipe da Taylor foi agendado para abrir a cerimônia de premiação do VMA 2015. O adjetivo cinematográfico não se resume apenas à narrativa do clipe, mas pela grandiosidade do vídeo que procurou se assemelhar a um longa-metragem na estrutura narrativa, na linguagem audiovisual e nas características técnicas.

Bitch I’m Madonna: novo clipe reacende eterna discussão sobre relevância de Madonna

Clipe de Madonna não é apenas um clipe. Sempre haverá questionamentos ao seu redor. Quando há um lançamento de uma cantora pop que é assídua das posições mais altas (ou costumava ser) das paradas ao redor do mundo, a repercussão é gigantesca. Bitch I’m Madonna levanta algumas discussões duradouras sobre o papel da música pop no mundo de hoje e, principalmente, sobre a importância que damos às grandes estrelas. Madonna tem se esforçado em se manter relevante após três décadas de carreira, muitos singles de sucesso e alguns hinos pop. A sua grande dificuldade é se comunicar com as gerações mais novas que são mais conectadas, mais tecnológicas e mais diversificadas do que os adolescentes dos anos 80. A prova mais recente disso é sua adesão ao TIDAL, serviço de streaming capitaneado por Jay-Z que ainda não decolou, entre outras tantas tentativas de se inserir nesse mundo digitalizado.

Com medo (e um pouco de pavor) de ser vista como uma artista “antiga”, Madonna luta pessoal, artístico e profissionalmente contra o envelhecimento. Bitch I’m Madonna é uma tentativa de estabelecer pontes e ligações entre as gerações de artistas e público: Nicki Minaj (parceira já recorrente dela), Beyoncé, Katy Perry, Miley Cyrus, Kanye West, Rita Ora (e seus dreadlocks), Chris Rock, Diplo e até seus filhos Rocco e  David Banda. Ao final, fica difícil ser convencido pelo clipe porque o elenco escalado empresta sua figura para o clipe, mas falta afeto deles para Madonna e vice-versa (Nicki, Beyoncé e Katy não gravaram com Madonna e participam através da montagem). E é afeto que move os millenials, como se costuma chamar os adolescentes de hoje em dia.

O pouco de afeto que se encontra é nas autorreferências, que sempre estiveram presentes e nesse clipe aparecem através de garotas com figurino de Like A Virgin, o beijo na corredor como em Justify My Love, um momento Hung Up em que ela faz movimentos em frente ao espelho.

Apesar da superprodução, do alto orçamento e da repercussão que provoca, é difícil ser convencido pelo clipe. A produção é primorosa em todos os seus detalhes: o plano-sequência, figurinos, direção de arte e cenários, coisas que Madonna sabe fazer bem desde o início de sua carreira.

Ao fim de tudo, há o clipe que entrega um pouco de diversão dos participantes enquanto a cantora se esforça para participar de tudo que está acontecendo.

Luta ou coreografia: o novo clipe de Gener8ion com participação da M.I.A., The New International Sound Pt II

O documentário Dragon Girls é o material bruto para impressionar a audiência. As cenas foram sincronizadas com a música e o que se era treinamento de luta se tornou numa coreografia incrível. O documentário segue a vida de meninas chinesas que fazem parte da maior escola de luta da China e foi dirigido por Inigo Westmeier e editado de maneira primorosa por Walter Mauriot (o clipe ainda conta com produção executiva de Romain Gavras). A música foi gravada pelo produtor francês Surkin em seu novo projeto Gener8ion, que é parceiro da cantora M.I.A. de longa data.

Paisagens emocionais estão de volta nos imperdíveis novos vídeos de Björk: Stonemilker e Black Lake

Os videoclipes de Björk já ultrapassaram qualquer compreensão tradicional de formato e se tornaram parte da obra artística. Ela não separa seus vídeos de suas músicas, como vemos frequentemente. Não é a única que faz isso, mas é a melhor. Por isso, vemos um clipe interativo e outro de 10 minutos que fez parte de exposição no MoMA sobre a cantora. Ambos clipes são deleites visuais cujo poder da imagem deve se sobrepor à sua compreensão limitadora.

Os dois clipes lançados fazem parte do álbum Vulnicura e precisam de uma compreensão do contexto: álbum e vida pessoal. O disco vem com composições pessoais após o fim do casamento da cantora com o artista Matthew Barney. As canções tratam desde a decepção do fim até uma tentativa de recomeço, superação.

Stonemilker é um clipe feito em 360º que permite a interatividade do usuário com o controle da imagem. Pode ser assistido no link da revista Dazed Digital. Nesse clipe, ela retoma suas emotional landscapes que aparecem, inicialmente, no clipe (e letra) de Jòga e remetem à Islândia, sua terra natal.

Black Lake possui uma narrativa visual mais forte e mais aberta. Sua longa duração é uma composição de todos os sentimentos presentes no disco em mais paisagens emocionais poderosas. Assista no link se o embed abaixo não funcionar.

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