Revista O Grito!

Cultura Clipe —

O cinematográfico clipe de Wildest Dreams, novo clipe da Taylor Swift

O grande lan­ça­mento do novo clipe da Taylor foi agen­dado para abrir a cerimô­nia de pre­mi­a­ção do VMA 2015. O adje­tivo cine­ma­to­grá­fico não se resume ape­nas à nar­ra­tiva do clipe, mas pela gran­di­o­si­dade do vídeo que pro­cu­rou se asse­me­lhar a um longa-metragem na estru­tura narrativa, na lin­gua­gem audi­o­vi­sual e nas carac­te­rís­ti­cas técnicas.

Bitch I’m Madonna: novo clipe reacende eterna discussão sobre relevância de Madonna

Clipe de Madonna não é ape­nas um clipe. Sempre haverá ques­ti­o­na­men­tos ao seu redor. Quando há um lan­ça­mento de uma can­tora pop que é assí­dua das posi­ções mais altas (ou cos­tu­mava ser) das para­das ao redor do mundo, a reper­cus­são é gigan­tesca. Bitch I’m Madonna levanta algu­mas dis­cus­sões dura­dou­ras sobre o papel da música pop no mundo de hoje e, prin­ci­pal­mente, sobre a impor­tân­cia que damos às gran­des estre­las. Madonna tem se esfor­çado em se man­ter rele­vante após três déca­das de car­reira, mui­tos sin­gles de sucesso e alguns hinos pop. A sua grande difi­cul­dade é se comu­ni­car com as gera­ções mais novas que são mais conec­ta­das, mais tec­no­ló­gi­cas e mais diver­si­fi­ca­das do que os ado­les­cen­tes dos anos 80. A prova mais recente disso é sua ade­são ao TIDAL, ser­viço de stre­a­ming capi­ta­ne­ado por Jay-Z que ainda não deco­lou, entre outras tan­tas ten­ta­ti­vas de se inse­rir nesse mundo digi­ta­li­zado.

Com medo (e um pouco de pavor) de ser vista como uma artista “antiga”, Madonna luta pes­soal, artís­tico e pro­fis­si­o­nal­mente con­tra o enve­lhe­ci­mento. Bitch I’m Madonna é uma ten­ta­tiva de esta­be­le­cer pon­tes e liga­ções entre as gera­ções de artis­tas e público: Nicki Minaj (par­ceira já recor­rente dela), Beyoncé, Katy Perry, Miley Cyrus, Kanye West, Rita Ora (e seus dre­a­dlocks), Chris Rock, Diplo e até seus filhos Rocco e  David Banda. Ao final, fica difí­cil ser con­ven­cido pelo clipe por­que o elenco esca­lado empresta sua figura para o clipe, mas falta afeto deles para Madonna e vice-versa (Nicki, Beyoncé e Katy não gra­va­ram com Madonna e par­ti­ci­pam atra­vés da mon­ta­gem). E é afeto que move os mil­le­ni­als, como se cos­tuma cha­mar os ado­les­cen­tes de hoje em dia.

O pouco de afeto que se encon­tra é nas autor­re­fe­rên­cias, que sem­pre esti­ve­ram pre­sen­tes e nesse clipe apa­re­cem atra­vés de garo­tas com figu­rino de Like A Virgin, o beijo na cor­re­dor como em Justify My Love, um momento Hung Up em que ela faz movi­men­tos em frente ao espelho.

Apesar da super­pro­du­ção, do alto orça­mento e da reper­cus­são que pro­voca, é difí­cil ser con­ven­cido pelo clipe. A pro­du­ção é pri­mo­rosa em todos os seus deta­lhes: o plano-sequência, figu­ri­nos, dire­ção de arte e cená­rios, coi­sas que Madonna sabe fazer bem desde o iní­cio de sua carreira.

Ao fim de tudo, há o clipe que entrega um pouco de diver­são dos par­ti­ci­pan­tes enquanto a can­tora se esforça para par­ti­ci­par de tudo que está acontecendo.

Luta ou coreografia: o novo clipe de Gener8ion com participação da M.I.A., The New International Sound Pt II

O docu­men­tá­rio Dragon Girls é o mate­rial bruto para impres­si­o­nar a audi­ên­cia. As cenas foram sin­cro­ni­za­das com a música e o que se era trei­na­mento de luta se tor­nou numa core­o­gra­fia incrível. O docu­men­tá­rio segue a vida de meni­nas chi­ne­sas que fazem parte da maior escola de luta da China e foi diri­gido por Inigo Westmeier e edi­tado de maneira pri­mo­rosa por Walter Mauriot (o clipe ainda conta com pro­du­ção exe­cu­tiva de Romain Gavras). A música foi gra­vada pelo pro­du­tor fran­cês Surkin em seu novo pro­jeto Gener8ion, que é par­ceiro da can­tora M.I.A. de longa data.

Paisagens emocionais estão de volta nos imperdíveis novos vídeos de Björk: Stonemilker e Black Lake

Os vide­o­cli­pes de Björk já ultra­pas­sa­ram qual­quer com­pre­en­são tra­di­ci­o­nal de for­mato e se tor­na­ram parte da obra artís­tica. Ela não separa seus vídeos de suas músi­cas, como vemos fre­quen­te­mente. Não é a única que faz isso, mas é a melhor. Por isso, vemos um clipe inte­ra­tivo e outro de 10 minu­tos que fez parte de expo­si­ção no MoMA sobre a can­tora. Ambos cli­pes são delei­tes visu­ais cujo poder da ima­gem deve se sobre­por à sua com­pre­en­são limitadora.

Os dois cli­pes lan­ça­dos fazem parte do álbum Vulnicura e pre­ci­sam de uma com­pre­en­são do con­texto: álbum e vida pes­soal. O disco vem com com­po­si­ções pes­so­ais após o fim do casa­mento da can­tora com o artista Matthew Barney. As can­ções tra­tam desde a decep­ção do fim até uma ten­ta­tiva de reco­meço, superação.

Stonemilker é um clipe feito em 360º que per­mite a inte­ra­ti­vi­dade do usuá­rio com o con­trole da ima­gem. Pode ser assis­tido no link da revista Dazed Digital. Nesse clipe, ela retoma suas emo­ti­o­nal lands­ca­pes que apa­re­cem, ini­ci­al­mente, no clipe (e letra) de Jòga e reme­tem à Islândia, sua terra natal.

Black Lake pos­sui uma nar­ra­tiva visual mais forte e mais aberta. Sua longa dura­ção é uma com­po­si­ção de todos os sen­ti­men­tos pre­sen­tes no disco em mais pai­sa­gens emo­ci­o­nais pode­ro­sas. Assista no link se o embed abaixo não funcionar.

Animação delicada dá o tom no novo clipe de Marcelo Jeneci, Um de Nós

A música pos­sui uma sono­ri­dade calma, ins­tru­men­ta­ção leve e deli­cada e anda­mento ace­le­rado pon­tual. Toda a pai­sa­gem sonora que a can­ção monta ser­viu para dar o tom do desen­ro­lar da ani­ma­ção abs­trata feita pelo dire­tor Fabrício Lima. São ima­gens tão deli­ca­das, poé­ti­cas e de um impacto visual impres­si­o­nante que, de tão bem caden­ci­ado com a música, não se con­se­gue dis­so­ciar ambos.

Um de Nós só rea­firma a boa fase cri­a­tiva de Jeneci tanto na parte musi­cal quanto na audiovisual.

Ciara toda emocional em imagens de arquivo familiar em I Got You

I Got You mos­tra a can­tora Ciara em diver­sos momen­tos ínti­mos com sua filha. Seu novo álbum, Jackie, foi ins­pi­rado em sua gra­vi­dez e pelo fim de seu rela­ci­o­na­mento com o rap­per Future.

O clipe foi lan­çado no sábado, vés­pera do Dia das Mães.

Mark Ronson faz um show de talentos colegial de arrepiar em Feel Right

Show de talen­tos esco­la­res é o pesa­delo de muita cri­ança e ado­les­cen­tes dos Estados Unidos. A exce­ção é quando a música é de um dos mai­o­res hit­ma­kers atu­ais, Mark Ronson. Com a par­ti­ci­pa­ção de Mystikal nos vocais, a música empolga (bem menos que Uptown Funk com o Bruno Mars, é ver­dade) toda a pla­teia da escola Sunnydale.

O clipe de Feel Right traz uma mini­a­tura de Mystikal que comanda a fic­tí­cia banda Uptown Special com a ajuda de um mini Mark Ronson e leva as outras cri­an­ças à lou­cura. O clipe ainda conta com o apa­re­ci­mento de Ronson, Mars e Mystikal ao final.

Parceria de sucesso de Chemical Brothers e Michel Gondry reeditada no novo clipe Go

O bri­lhante clipe Star Guitar ganhou um com­pa­nheiro na car­reira do duo Chemical Brothers. Go uti­liza o recurso de coor­de­nar o anda­mento das cenas com as bati­das da música (recurso tam­bém tra­ba­lhado com per­fei­ção em Around The World).

Go é um deleite de téc­nica num con­ceito mini­ma­lista que foi explo­rado ao máximo para fazer um clipe memorável.

A melhor coisa a se fazer com o clipe é revê-lo sem parar.

Róisín Murphy e as múltiplas camadas de um clipe em Exploitation

Não dá para defi­nir o começo e o fim das his­tó­rias ou como elas se mis­tu­ram. O clipe ganhou uma apa­rên­cia de trai­ler e, em mui­tos momen­tos, se parece com uma peça de tea­tro. O que não tem de lógica, o vídeo ganhou em impacto. Não dá para des­viar o olhar do vídeo.

Janelle Monáe coloca todo mundo para dançar em Yoga, novo clipe em parceria com Jidenna

Não se deixe enga­nar pela ima­gem ini­cial da can­tora em pose de flor de lótus. O clipe é uma festa e vai ser difí­cil ficar parado.

A música faz parte do pro­jeto Wondaland Arts Society que reúne artis­tas da black music e irá lan­çar um disco ainda este ano, que será cha­mado de Eephus.

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