durante show no 2010. Foto: Beto Figueirôa

Fiz mais esta cober­tura para o JC Online, o por­tal de notí­cias do Jornal do Commercio. Abaixo o resul­tado do segundo dia.

Hits do con­quis­tam público em noite alter­na­tiva do Abril Pro Rock

Por Paulo Floro
Do JC Online

Com um público maior que a noite metal, ocor­rida na sexta (16), o Abril Pro Rock teve sua prova de fogo neste segundo dia de apre­sen­ta­ções prin­ci­pais no Pavilhão do Centro de Convenções, em Olinda. O fes­ti­val aca­bou se saindo bem em sua nova pro­posta de tra­zer médios e peque­nos nomes numa noite com muita mis­tura musi­cal. O público ainda está ten­tando com­pre­en­der este novo APR, mas as atra­ções finais, Afrika Bambaataa e Pato Fu fize­ram o público ir para casa com uma visão positiva.

Antes, um grande número de ban­das ainda pouco conhe­cida fez o público ficar dis­perso em boa parte dos shows. O fes­ti­val tenta for­mar uma nova gera­ção de público e as apos­tas da cena inde­pen­dente naci­o­nal mos­tram essa inten­ção de reno­va­ção. Nevilton, do Paraná, que já se apre­sen­tou no Recife, ainda não tem disco lan­çado e é um dos nomes mais comen­ta­dos entre os nova­tos deste ano. Outro bom acerto foi o Zeca Viana, que segue firme em sua pro­posta bas­tante auto­ral de um som base­ado na psi­co­de­lia. Neste dois casos, uma pena um público ainda redu­zido pro tama­nho que o evento pode­ria tomar.

Veja como foi a aber­tura do APR Club
Banda Ratos de Porão comanda a noite do Metal do Abril Pro Rock

O River Raid, de Pernambuco, fez um dos melho­res shows entre os “peque­nos”, com mais gui­tarra que suas apre­sen­ta­ções ante­ri­o­res e mos­trando que não pre­ci­sam de mais nada pra estou­rar. Muito legal o fes­ti­val colocá-los no palco grande como forma de legi­ti­mar uma banda que há tem­pos cresce um tanto desa­per­ce­bida na cena roqueira de Recife.

Quando 3 Na Massa subiu ao palco, o público já come­çava a entrar no clima do fes­ti­val, por conta das atra­ções de peso. Marina de la Riva, Karine Carvalho, Nina Becker e Lurdes da Luz foram as qua­tro can­to­ras que subi­ram ao palco na noite. A pro­posta de unir músi­cos da Nação Zumbi (Pupillo e Dengue), com Rica Amabis, do Instituto e cha­mar can­to­ras do pop naci­o­nal tem dado muito certo.

Sofisticado, o show ainda teve inter­ven­ções de cli­pes no telão, com par­ti­ci­pa­ção de atri­zes como Simone Spoladore e Leandra Leal. A pla­teia fez coro em algu­mas can­ções, como “Lágrimas Pretas”, “O Objeto” e a mais român­tica da noite, “Loving You”, na voz de Nina. Foi um show pra ficar jun­ti­nho com alguém.

O repe­teco do Instituto Mexicano Del Sonido ani­mou o público. O show foi ainda mais legal que na quinta-feira, na aber­tura do APR Club, com a van­ta­gem (para a banda) já que pouca da gente da pla­teia esteve no pri­meiro show. Em Afrika Bambaataa, a festa che­gava ao seu momento de maior par­ti­ci­pa­ção do público que dan­çou com clás­si­cos da música ele­trô­nica. Teve até um momento Funk, com “Tá Tudo Dominado”. Os MC’s do famoso DJ tinham carisma pra dei­xar o público entro­sado. Chegaram a home­na­gear Chico Science, e claro, a pla­teia ova­ci­o­nou, como se agra­cesse a honra.

Mas carisma mesmo tem o Pato Fu. Pra muita gente que foi ao fes­ti­val sem conhe­cer nenhuma banda (ou até mesmo não ter gos­tado de nenhuma, acon­tece…), saiu satis­feito com o show da banda mineira. Mesmo com um novo disco, lan­çado ano pas­sado, Fernanda Takai e trupe foca­ram ape­nas nos suces­sos, e o que se viu foi todo mundo can­tando todas as músicas.

“Canção Pra Você Viver Mais”, “Sobre o Tempo”, “Tudo Vai Ficar Bem” e “Made in Japan” foram alguns dos hits. Teve até can­ções da fase alter­na­tiva e inde­pen­dente ds banda, como “Rotomusic Deliquidificapum”, que o grupo pediu des­cul­pas por não ter ensai­ado, mas que aca­bou se tor­nando um dos melho­res momen­tos do show. Impossível sair de cara feia depois do show.

TWITTER - No telão, eram mos­tra­dos atu­a­li­za­ções do Twitter que mos­tra­vam pes­soas falando sobre o fes­ti­val, usando a tag #abril­pro­rock. Todo mundo achou curi­oso se ver no telão do APR, ainda que alguns posts não tenham apa­re­cido (por razões óbvias de não se fazer con­tra­pro­pa­ganda). É inte­res­sante um fes­ti­val desse porte notar essa inte­ra­ção com o público.

Até agora, o Abril é o fes­ti­val que melhor sabe usar as redes soci­ais a seu favor, como pos­tar fotos no Flickr, usar um blog como site ofi­cial, twit­tar, etc. No final, todos saem ganhando.

Texto publi­cado no dia 18 de abril 2010.

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