Revista O Grito!

Fantagraphics inicia financiamento coletivo para HQs de 2014

fanta2

Já postei tanto sobre a Fantagraphics aqui neste blog que nem preciso mais dizer que a editora americana é uma das melhores do mundo no lançamento de quadrinhos. Agora, ela é mais uma que adere ao financiamento coletivo.

A editora abriu uma campanha no Kickstarter para financiar grande parte dos seus lançamentos em 2014. A meta a ser alcançada é de US$ 150 mil. Já nos primeiros dias, o retorno foi excelente. E agora, com 23 dias faltando para terminar as contribuições, já foram levantados 145 mil.

A editora planeja 39 lançamentos, com nomes como Jacques Tardi, Tony Millionaire, Peter Bagge, Dan Clowes, Joe Sacco, Drew Friedman, Michael Kupperman, Jim Woodring, Don Rosa, Tony Millionaire, e Gilbert e Jaime Hernandez. Nada mal. As edições, em sua maioria, contam com ótimo acabamento e capa dura, com diversos extras.

Assim como muitas outras editoras, a Fantagraphics também foi afetada pela crise financeira. Além disso, o fundador da casa, Kim Thompson, morreu em decorrência de um câncer de pulmão, o que tornou 2013 ainda mais complicado para os editores.

É possível contribuir com valores a partir de 1 dólar. Para receber todos os lançamentos em casa, é preciso doar US$ 1.250. Há também valores que dão direito a conhecer a rotina da produção de HQs na sede da Fantagraphics.

fantagraphics

fanta3

Com vocês, Shangrilayla, a super-heroína drag queen

shangrilayla-novembro

Projeto do cartunista Will Oliveira, Shangrilayla é a primeira super-heroína brasileira drag queen. As histórias dela são publicadas online no blog do autor, Dabliu, onde é possível conhecer outros trabalhos, todos ligados à temática gay.

“Trabalho com tirinhas e HQs engajadas na luta contra o preconceito. Criei “Shangrilayla” a primeira heroina drag queen dos quadrinhos”, disse Will em sua apresentação por email. Ele também trabalha em fanzines alternativos como o Pop Porn Festival (tem ótimas ilustrações por lá).

Mais de Shangrilayla aqui.

avatar

Bent Con, o evento gay de quadrinhos e cultura pop, quebra preconceitos

super-boys-on-the-beach-600x300

Terminou neste final de semana na California (EUA), a Bent Con, a versão gay das tradicionais convenções de cultura pop. Imagine um desfile cosplay formado por draq queens? E uma lista de lançamentos de HQs com temática homoerótica. Além de cartuns, jogos, animação, filmes e tudo o mais, sempre com o toque LGBT.

O Bent Con aconteceu em Burbank, California e teve presença de autores como Phil Jimenez, David Yost, Christopher Rice e Tony Millionaire, entre outros. É bom para quebrar preconceitos para quem ainda acha os quadrinhos não dão espaço para uma diversidade sexual mais ampla. O mainstream vem quebrando esse esterótipo – vide Batwoman e casamento gay nos X-Men – mas as HQs independentes já dá atenção ao assunto há muito mais tempo.

AQSSW_58x633

Cofre: A ponte do Hip Hop e quadrinhos na obra de Ed Piskor

hiphop

Ed Piskor é um autor pouco conhecido no meio dos quadrinhos, mas bastante importante dentro da cena underground como o maior quadrinista do hip hop. Seu livro Hip Hop Family Tree ganha agora uma reedição pela Fantagraphics com o primeiro volume das histórias feitas por Piskor desde os anos 1970.

Piskor foi essencial para fazer a ponte entre os quadrinhos e a cena hip hop e também foi essencial por registrar o crescimento dessa cultura em Nova York nos anos 70 e como isso chegou ao mainstream. E Piskor não ameniza: estão ali a violência, a segregação racial, e outros assuntos tratados pelo rap até hoje.

Hip Hop Family Tree tem 112 páginas em seu primeiro volume e custará 24,90 dólares. Pode ser comprado pelo site.

hip2

Edição definitiva de Arma X e a onda das reedições

Wolverine-Arma-X-Edição-Definitiva

A Panini engatou nos últimos meses uma série de reedições de clássicos da Marvel e DC. Agora, uma das maiores histórias de Wolverine ganha sua “edição definitiva”, Arma X, escrito e desenhado por Barry Windsor-Smith. A obra mostra como o personagem teve o esqueleto revestido de adamantium e como a experiência traumática o modificou para sempre.

É uma obra de teor psicológico que poucas vezes é visto nas histórias de super-heróis, mas foi mais lembrado ao longo dos anos por causa da arte de Windsor-Smith, autor inglês conhecido por seu trabalho em Conan – O Bárbaro e que sempre fez aparições ocasionais, mas chamativas, em títulos Marvel.

A HQ saiu originalmente em Marvel Comic Presents nºs 72 a 84, de 1991, e foi publicada duas vezes pela Abril, em Grandes Heróis Marvel #35 e Wolverine Extra #1. A Panini lançou uma vez em 2003 com o nome Wolverine: Arma X. Esta nova edição terá capa dura, 156 páginas e custará R$ 48.

WolverineArmaX

Mais reedições
Há quem critique as frequentes reedições da Panini, que seria uma estratégia mais fácil para alavancar vendas, mas essas novas edições geram mais oportunidade para que novos leitores conheçam clássicos, muitas vezes em um formato bem parecido com o original. Como na literatura, as obras estão sempre recebendo uma nova edição, o que facilita encontrar a obra disponível em livrarias.

Obras como Massacre de Mutantes, Queda de Mutantes e A Era do Apocalipse, histórias conhecidas dos X-Men, as novas edições chegam pela primeira vez ao Brasil no formato americano. Todas foram lançadas recentemente em edições encadernadas. Já O Reino do Amanhã – Edição Definitiva cumpre a função de trazer de volta às bancas e livrarias a história de Mark Waid e Alex Ross sobre o futuro do Universo DC. O problema é o preço: R$ 89. Quando saiu em 2004 pela própria Panini custava R$ 24,90.

Outra na vibe da ostentação é Justiça – Edição Definitiva, que saiu pela em 2007 em uma minissérie de 12 edições a R$ 4 cada. A editora ainda anunciou que irá colocar reimpressões – que são apenas novas tiragens de edições esgotadas – de obras como Guerra Civil, Os Novos Vingadores: Guerra Civil e Os Supremos Volume 1; pela DC: Batman: Ano Um, Batman: A Piada Mortal e Batman & Filho. Isso sem falar nas “bibliotecas históricas”, coleções em formato colecionável de histórias dos anos 1960. Super-heróis Marvel tiveram edições lançadas no início do ano e agora o Homem-Aranha ganhou sua coleção.

A Panini não divulga números de vendas, mas pelo volume de lançamentos as reedições devem fazer sucesso. Ou seja, é bom esperar mais clássicos vindo por aí.

ReinoDoAmanhaED