Revista O Grito!

Bent Con, o evento gay de quadrinhos e cultura pop, quebra preconceitos

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Terminou neste final de semana na California (EUA), a Bent Con, a versão gay das tradicionais convenções de cultura pop. Imagine um desfile cosplay formado por draq queens? E uma lista de lançamentos de HQs com temática homoerótica. Além de cartuns, jogos, animação, filmes e tudo o mais, sempre com o toque LGBT.

O Bent Con aconteceu em Burbank, California e teve presença de autores como Phil Jimenez, David Yost, Christopher Rice e Tony Millionaire, entre outros. É bom para quebrar preconceitos para quem ainda acha os quadrinhos não dão espaço para uma diversidade sexual mais ampla. O mainstream vem quebrando esse esterótipo – vide Batwoman e casamento gay nos X-Men – mas as HQs independentes já dá atenção ao assunto há muito mais tempo.

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Cofre: A ponte do Hip Hop e quadrinhos na obra de Ed Piskor

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Ed Piskor é um autor pouco conhecido no meio dos quadrinhos, mas bastante importante dentro da cena underground como o maior quadrinista do hip hop. Seu livro Hip Hop Family Tree ganha agora uma reedição pela Fantagraphics com o primeiro volume das histórias feitas por Piskor desde os anos 1970.

Piskor foi essencial para fazer a ponte entre os quadrinhos e a cena hip hop e também foi essencial por registrar o crescimento dessa cultura em Nova York nos anos 70 e como isso chegou ao mainstream. E Piskor não ameniza: estão ali a violência, a segregação racial, e outros assuntos tratados pelo rap até hoje.

Hip Hop Family Tree tem 112 páginas em seu primeiro volume e custará 24,90 dólares. Pode ser comprado pelo site.

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Edição definitiva de Arma X e a onda das reedições

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A Panini engatou nos últimos meses uma série de reedições de clássicos da Marvel e DC. Agora, uma das maiores histórias de Wolverine ganha sua “edição definitiva”, Arma X, escrito e desenhado por Barry Windsor-Smith. A obra mostra como o personagem teve o esqueleto revestido de adamantium e como a experiência traumática o modificou para sempre.

É uma obra de teor psicológico que poucas vezes é visto nas histórias de super-heróis, mas foi mais lembrado ao longo dos anos por causa da arte de Windsor-Smith, autor inglês conhecido por seu trabalho em Conan – O Bárbaro e que sempre fez aparições ocasionais, mas chamativas, em títulos Marvel.

A HQ saiu originalmente em Marvel Comic Presents nºs 72 a 84, de 1991, e foi publicada duas vezes pela Abril, em Grandes Heróis Marvel #35 e Wolverine Extra #1. A Panini lançou uma vez em 2003 com o nome Wolverine: Arma X. Esta nova edição terá capa dura, 156 páginas e custará R$ 48.

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Mais reedições
Há quem critique as frequentes reedições da Panini, que seria uma estratégia mais fácil para alavancar vendas, mas essas novas edições geram mais oportunidade para que novos leitores conheçam clássicos, muitas vezes em um formato bem parecido com o original. Como na literatura, as obras estão sempre recebendo uma nova edição, o que facilita encontrar a obra disponível em livrarias.

Obras como Massacre de Mutantes, Queda de Mutantes e A Era do Apocalipse, histórias conhecidas dos X-Men, as novas edições chegam pela primeira vez ao Brasil no formato americano. Todas foram lançadas recentemente em edições encadernadas. Já O Reino do Amanhã – Edição Definitiva cumpre a função de trazer de volta às bancas e livrarias a história de Mark Waid e Alex Ross sobre o futuro do Universo DC. O problema é o preço: R$ 89. Quando saiu em 2004 pela própria Panini custava R$ 24,90.

Outra na vibe da ostentação é Justiça – Edição Definitiva, que saiu pela em 2007 em uma minissérie de 12 edições a R$ 4 cada. A editora ainda anunciou que irá colocar reimpressões – que são apenas novas tiragens de edições esgotadas – de obras como Guerra Civil, Os Novos Vingadores: Guerra Civil e Os Supremos Volume 1; pela DC: Batman: Ano Um, Batman: A Piada Mortal e Batman & Filho. Isso sem falar nas “bibliotecas históricas”, coleções em formato colecionável de histórias dos anos 1960. Super-heróis Marvel tiveram edições lançadas no início do ano e agora o Homem-Aranha ganhou sua coleção.

A Panini não divulga números de vendas, mas pelo volume de lançamentos as reedições devem fazer sucesso. Ou seja, é bom esperar mais clássicos vindo por aí.

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Mônica na visão de 150 artistas

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Esta é a capa de Monica(s), livro que vai trazer a personagem mais famosa de Maurício de Sousa na visão de 150 artistas nacionais e estrangeiros. Tem nomes que vão desde Will Eisner até Ziraldo, passando por Pedro Franz, Mascaro, Roger Cruz, entre muitos outros.

A edição foi feita por Sidney Gusman, o mesmo que organizou as coletâneas-homenagem aos 50 anos de carreira de Maurício de Sousa. A ideia foi chamar não apenas nomes ligados aos quadrinhos, mas também de outras áreas, como grafiteiros e ilustradores. A capa – esta acima – é de Jose Luiz Benicio.

O livro é um lançamento da Panini e sai ainda este ano.

Veja a lista completa: Adriana Melo, Al Stefano, Alexandre Beck, Alexandre Jubran, Amanda Grazini, Amilcar Pinna, André Dahmer, André Diniz, Andre Ducci, André LeBlanc (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), André Rocca, André Toma, Antonio Eder, Artur Fujita, Augusto Minighitti, Bernardo França, Bianca Pinheiro, Biry Sarkis, Bruna Brito, Caio Majado, Gonzalo Carcamo, Chico Bela, Claudio Villa (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), Corrado Roi (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), Daniel Bueno, Daniel Hdr, Danilo Beyruth, Danilson Carvalho, Davi Calil, Denis Mello, Eddy Barrows, Eduardo Damasceno, Eduardo Ferigato, Eduardo Risso, Eduardo Schaal, Ellen Pestili, Eloar Guazzelli, Erica Awano, Fabiane BL Chiq, Fabiana Shizue, Fábio Coala Cavalcanti, Fabio P Corazza, Felipe Cunha, Felipe Massafera, Fernanda Guedes, Fernando Gonsales, Fido Nesti, Flavio Luiz Nogueira, Gallieno Ferri (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), Geraldo Borges, Giancarlo Alessandrini (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), Gil Tokio, Glair Arruda, Gleydson Caetano, Greg Tocchini, Guido Crepax (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), Guilherme Caldas, Gustavo Duarte, Hiro Kawahara, Hugo Pratt (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), Indio San, Jean Galvão, Jefferson Costa, Jim Davis (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), João Marreiro, João Azeitona, João Spacca, Joe Kubert (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), José Aguiar, Jose Luiz Benicio (Capa), Julia Bax, Juliana Fiorese, Junião Oo, Junior Lopes, カ コ (Kako), Kris Zullo, LM Melite, Leandro Robles, Lederly Mendonça, Lelis, Leo Gibran, Liniers, Lu Cafaggi, Lucas Leibholz, Luciano Salles, Luís Felipe Garrocho, Luke Ross, Magno Costa, Manoel Magalhães, Marcelo Costa, Marcelo D’salete, Márcio Morais, Marco Furtado, Marcos Fabiano Lopes Lopes, Mario Alberto, Mario Cau, Mascaro, Mateus Santolouco, Maurenilson Freire, Mike Deodato Jr., Milo Manara (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), Mort Walker, Nicola Mari (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), Nik Neves, Octavio Cariello, Orlando Pedroso, Patricia Lima, Paulo Crumbim e Cristina Eiko Yamamoto, Paulo Visgueiro, Pedro Franz, PJ Kaiowá (Pericles Junior), Rael Lyra, Rafael Koff, Raphael Salimena, Renato Guedes, Renato Ventura, Ricardo Antunes, Ricardo Manhaes, Roberto Diso (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), Rodney Buchemi, Roger Cruz, Rogério Coelho Ilustrador, Rosana Urbes, Rui Lacas, Ricardo Tokumoto (Ryot), Sabrina Eras, Salvador Sanz, Sam Hart, Samuel Casal, Sandro Hojo, Sergio Lopes Filho, Silvio Tobias, Shiko, Sueli Mendes, Taline Schubach, Theo Szczepanski, Tiago Souza Lacerda, Tiago Hoisel Ferraz, Titi Freak, Ulisses Perez, Victor Tavares, Vitor Cafaggi, Vivian Mota, Walkir Fernandes, Walmir Orlandeli, Weberson Santiago, Will Sideralman, Will Conrad, Will Eisner (ilustração que saiu no livro Mônica 30 Anos), Ziraldo.

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Morreu Renato Canini, quadrinista que abrasileirou a Disney

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Um dos nomes mais importantes dos quadrinhos brasileiros, Renato Canini morreu na noite dessa quarta (30) em sua casa, em Pelotas (RS). Ele tinha 77 anos e sofria de problemas cardíacos. Canini ficou famoso por tornar popular o personagem Zé Carioca famoso no Brasil e no exterior.

Quando Canini assumiu a revista de Zé Carioca nos anos 1970 ele adicionou elementos da cultura brasileira que tornaram o personagem mais verossímel, como favelas, gírias e elementos da cultura afrobrasileira. Essas histórias da Disney já receberam diversas reedições e são tidas como clássicos entre apreciadores do gênero.

A Abril chegou a lançar um livro com histórias de Zé Carioca feitas por Canini.

Nascido em 1936 na cidade de Paraí, no Rio Grande do Sul, ele começou a carreira na revista Cacique (1957) e foi chargista do Correio do Povo, O Pasquim e Recreio (um de seus últimos trabalhos). Sem filhos, ele deixa a mulher Maria de Lourdes. [Via Omelete e Contraversão]