Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Marvel pede desculpas por capa polêmica da HQ da Mulher-Aranha

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A Marvel pediu desculpas publicamente pela capa polêmica da Mulher-Aranha desenhada pelo italiano Milo Manara. A pose erótica irritou feministas e diversos leitores que levantaram questões sobre a objetificação da mulher nas HQs.

“Queremos que todo mundo – a maior parcela possível de leitores – se sinta confortável para ler Spider-Woman. Nós pedimos descupas – eu peço desculpas – pelas mensagens confusas que esta capa transmitiu”, disse o editor-chefe, Axel Alonso, em comunicado ao Comic Book Resources.

Alonso disse ainda que a capa não reflete o tom da história e foi feita apenas para colecionadores, com uma tiragem limitada. O próprio Manara tentou se explicar mostrando o desenho por um outro ângulo. Não ajudou. Usuários no Reddit também renderizaram a pose em 3D para mostrar que ela é humanamente impossível.

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A capa de Spider-Woman #1, série inédita no Brasil, teve uma capa alternativa desenhada por Manara, que é conhecido por quadrinhos eróticos aclamados pela crítica, como O Clic e O Perfume do Invisível. Mesmo com todas essas referências, a Marvel não foi perdoada e recebeu diversas acusações de sexismo. Os defensores dizem que a editora está indo na direção correta do mundo atual ao dar mais títulos para personagens femininas. Além da Mulher-Aranha, Tempestade e Capitã Marvel também receberam suas próprias revistas.

Compete contra a editora o histórico ruim da Marvel em relação à representação feminina, marcada pela exploração do corpo como maior mote para as vendas. Isso vem mudando bastante, mas o número de autoras nos quadrinhos norte-americano ainda é bem pequeno (cerca de 30%, segundo Alonso). “A Marvel está longe de ser perfeita, mas estamos mudando.”

Spider Woman #1 tem roteiro de Dennis Hopeless e desenhos de Greg Land e chega aos EUA em novembro.

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Caixa de 75 anos da Marvel Comics é o maior artigo de luxo das HQs este ano

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A Marvel divulgou detalhes da caixa comemorativa dos 75 anos da editora. Olhem o nível do luxo: 10 volumes em capa dura, um livro-pôster ilustrado por Alex Ross e assinado por Stan Lee e um layout que faz referência à mansão dos Vingadores.

A caixa Marvel Famous Firsts: 75th Anniversary Masterworks chega às comic-shops norte-americanas nesta semana e pode ser importada pela Amazon e outros e-commerces, além de grandes livrarias aqui no Brasil. O preço, segura aí: 500 dólares (cerca de R$ 1.200).

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Brasil quer quebrar recorde com HQ feita por 517 autores

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Mais de 500 artistas brasileiros em ma única história em quadrinhos. É esta a meta da HQ Jam Session: O Crime do Teishouko Preto, que busca financiamento coletivo.

Sem um roteiro prévio, a HQ funciona da seguinte maneira: no ponto em que um desenhista termina sua página outro continua e assim por diante. Sempre mantendo as características pessoais (estilo e técnica) de cada artista, mas integrada a uma produção coletiva singular e com unidade.

O livro quebrará o recorde de maior número de colaboradores em uma única publicação de quadrinhos. Atualmente o recorde é australiano, pela publicação “Pieces Project – Pieces Book 1”, com 94 artistas. Este recorde sucedeu o da Argentina com 81 artistas, e vários outros recordes americanos. No caso brasileiro serão 517 autores.

Entre os nomes estão: Adriana Melo, Alex Hornest, André Diniz, Baptistão, Danilo Beyruth, Edgar Vasques, Fabio Moon, Fernando Gonsales, Gabriel Bá, Grampá, Guazzelli, Gustavo Duarte, Guto Lacaz, Jô Oliveira, João Montanaro, Klebs Júnior, Klévisson, Laerte, Lourenço Mutarelli, Luiz Gê, Luke Ross, Marcatti, Orlando, Rafael Coutinho, Rodolfo Zalla e muitos outros. As contribuições podem ser feitas pelo Catarse, a partir de R$ 25. Para receber o livro impresso em casa, é preciso pagar R$ 100. Mais detalhes no site.

O lançamento previsto é dezembro deste ano, na Comic Con Experience.

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Festival Guia dos Quadrinhos terá exposição sobre Demolidor

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O Guia dos Quadrinhos, um dos maiores bancos de dados de HQs publicadas no Brasil, anunciou o seu festival para os dias 11 e 12 de outubro, em São Paulo.

Este ano, o Festival Guia dos Quadrinhos terá um exposição sobre os 50 anos de Demolidor, alé de uma outra com artes originais de um dos grandes talentos dos quadrinhos nacionais na atualidade. Tem ainda concurso de cosplay com prêmios e distribuição de revistas em quadrinhos para crianças.

Os ingressos custam R$ 10 (um dia) ou R$ 15 (os dois dias). A lista de convidados e expositores ainda será divulgada. Mais informações no site.

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Marcelo D’Salete lança HQ sobre a luta dos negros escravos no Brasil

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A luta dos negros escravos no Brasil colonial contra a escravidão é o tema da nova HQ de Marcelo D’Salete, Cumbe. O livro traz quatro histórias protagonizadas por escravos, mostrando a resistência contra a violência das senzalas brasileiras. O lançamento é da editora Veneta.

Cumbe, a palavra banto que dá nome à obra, significa Sol, o dia, a luz, o fogo, a maneira de compreender a vida e o mundo, mas também é um sinônimo de quilombo.

Marcelo d’Salete é formado em artes plásticas, mestre em história da arte pela USP e também um dos nomes mais importantes dos quadrinhos brasileiro. Ele é autor dos livros Noite Luz (Via Lettera) e Encruzilhada (Leya). Suas histórias em quadrinhos têm sido publicadas em diversas revistas brasileiras e estrangeiras. E seus originais já foram expostos na Europa e na África.

Cumbe tem 176 páginas e custa R$ R$ 29,90.

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