Banda per­nam­bu­cana chega ao sétimo disco faminta por novas experiências

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NAÇÃO ZUMBI

[, 2007]

nacao-zumbi-fome-de-tudo.jpgO título do novo CD da , Fome de tudo, já anun­cia quais são as pre­ten­sões da banda fun­da­dora do man­gue beat neste novo tra­ba­lho. Buscando agre­gar infor­ma­ções musi­cais, lite­rá­rias e artís­ti­cas a sua sono­ri­dade, o grupo per­nam­bu­cano acen­tua o estilo expe­ri­men­tal e deixa um pouco de lado as refe­rên­cias regi­o­nais que são uma das mar­cas regis­tra­das da turma. O uso da per­cus­são, por exem­plo, está mais con­tido, a medida que a influên­cia de esti­los como o funk e o rap apa­re­cem com mais força no álbum.

O disco conta com a pro­du­ção do bada­lado , que, entre outros nomes, já tra­ba­lhou com e , e com par­ti­ci­pa­ções de artis­tas da nova safra da MPB. Foi, inclu­sive, gra­ças a Caldato que o tecla­dista Money Mark (o quarto Beastie Boy) par­ti­ci­pou das gra­va­ções. Outra novi­dade foi a troca de gra­va­dora. Antes do elenco da trama, agora a Nação inte­gra a Deck Disc.

Em Fome de tudo, Jorge du Peixe e cia mos­tram que con­ti­nuam na vaguarda musi­cal bra­si­leira. O som pre­sente no álbum é de difí­cil clas­si­fi­ca­ção, entre­tanto o talento dos músi­cos não per­mite que as músi­cas se per­cam num her­me­tismo chato. A voz de du Peixe, inclu­sive, está mais limpa – fato per­cep­tí­vel nas ótimas “Carnaval” e “Toda sur­dez será cas­ti­gada” (nesta faixa, Jorge divide os vocais com o con­ter­râ­neo Junio Barreto). A can­tora Céu par­ti­cipa de “Inferno” dando um inte­res­sante con­tra­ponto à can­ção. A bem sacada “Olimpo” trata da cres­cente, e cada vez mais irri­tante, indús­tria das celebridades.

“Fome de tudo”, faixa que dá nome ao disco, fala não só da neces­si­dade fisi­o­ló­gica, mas tam­bém dos anseios do ser humano em busca de uma vida melhor. Algo como os Titãs fize­ram na década de 1980 com a ultra tocada (e gra­vada) “Comida” – sali­en­tando que a força da inter­pre­ta­ção da Nação Zumbi trans­forma qual­quer can­ção em um ver­da­deiro manifesto.

Banda mais influ­ente dos anos 1990, a Nação Zumbi mos­tra nesse novo tra­ba­lho que a cri­a­ti­vi­dade dos seus inte­gran­tes ainda está longe da escas­sez. Poucos são os artis­tas bra­si­lei­ros rema­nes­cen­tes da década pas­sada que con­se­guem, ainda hoje, pro­du­zir algo, para não falar­mos de qua­li­dade, honesto. Dando seqüên­cia a uma dis­co­gra­fia que inclui clás­si­cos como Da Lama ao Caos (1993) e Afrociberdelia (1995), o grupo mos­tra em Fome de Tudo uma matu­ri­dade e qua­li­dade sonora impe­cá­veis e que fir­mam a turma do movi­mento man­gue como a melhor banda naci­o­nal do momento. [Gilberto Tenório]

NOTA: 8,5

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  • http://www.soundsandcolours.com Russ

    For anyone after some more infor­ma­tion on the work Mario Caldato Jr. has done in Brazil have a look at one of our new arti­cles over at Sounds and Colours. We look at all the Brazilian albums he’s wor­ked on, with views by the man him­self. It’s incre­di­ble how many great albums this guy has wor­ked on! The arti­cle can be read here.

  • Eliakim Raxacalota‘ak47

    Iai galera sou de Belo jar­dim Pe, + NAÇÃO é o venéno do rato, do gabirú e vc nayara se garante nessa tal de erva santa com cer­teza sem amo­nia( pra mim des­co­nhe­cida)
    valeu Nacão.

  • nayara de Andrade

    A galera d Brasília se amarra!!!!!!!!

  • nayara de Andrade

    Esse é o tal do som “da erva santa sem amônia”.….

  • nayara de Andrade

    É um orgu­lho dizer que conheço todos pes­so­al­mente .E que sâo mara­vi­lho­sos como pessoas

  • nayara

    Como nnnâo eu nunca vi!!!!!!!!!!!!!1

  • Jose Henrique

    Larissa Mendonça tá doi­daça.
    Melhoras, gatinha.

  • LARISSA MENDONÇA

    SOU DO RIO DE JANEIRO,MORADORA DA CIDADE DE NOVA IGUAÇU,PARTICIPEI DA XVIII NOITE DA BELEZA NEGRA,NO DIA 23 DE NOVEMBRO,UM EVENTO MARCANTE,AO EMBALO DE “FAROFA CARIOCA”,ENTRE OUTROS,E EU TIVE O PRAZER DE ESTÁ PARTICIPANDO DESSE CONCURSO!ESPERO QUE A “REVISTA ” DE O VALOR QUE ESSE GRUPO(AGBARA DUDU) MERECE.
    ESTAVA ESQUECENDO.…
    EU LARISSA MENDONÇA,SOU A NOVA RAINHA DUDU 2007!
    BEIJOS!

  • Luiz Mello

    Nação é sem­pre cres­cente. É impres­si­o­nante como a cada disco essa banda evo­lui. Nunca é igual. Até Du Peixe desta vez me sur­pre­en­deu. A voz soou um pouco mais meló­dica. Use um fone de ouvido e ouça os deta­lhes. Só Nação mesmo, viu. É, há anos, a melhor banda que temos.

  • http://www.alemdisso.blogspot.com Higgo Braga

    Eu achei, sim, o vocal mais limpa…Está mais audí­vel, mais des­ta­cada… Menos ecos e mais pró­xima aos ouvi­dos. Concordei com essa obser­va­ção assim que li. hehehee

    Esse é O disco. Incrível como, mesmo após tanto tempo, Nação Zumbi con­siga sem­pre tra­zer novi­da­des. É como dar não ape­nas um passo a frente, mas sal­tos… a cada Obra. Isso mesmo. Obra. Não é um mero album.

  • Pedro

    ape­sar de eu gos­tar muito do disco, e de espe­rar que ele seja elo­gi­ado, não con­cordo com algu­mas coi­sas que foram ditas aqui. por exem­plo, a voz de du peixe não está mais limpa, está como antes…faltou falar do sam­bas em “assun­tado”, “nas­ce­douro” e “toda sur­dez será castigada”…,de qq forma não escrevo em tom revolto, mesmo pq não sou nehum crí­tico musi­cal, ape­nas fã.qualquer coisa eh a mesma coisa.