O DESPOVOADOR/ MAL VISTO MAL DITO

[Martins Fontes, 112 pági­nas, R$ 29,80]

Solidão, espera, morte, lem­brança e desejo. Todos esses temas estão pre­sen­tes na obra do irlân­des Samuel Beckett (1906–1989), prê­mio Nobel de lite­ra­tura em 1969. Conhecido pelas peças Esperando Godot e Dias Felizes, entre outras, Beckett tam­bém escre­veu poe­mas, roman­ces, entre outros tex­tos, como O Despovoador, de 1970, e Mal Visto Mal Dito, em 1981, reu­ni­dos neste livro que conta com pre­fá­cio de Fábio Souza, crí­tico lite­rá­rio e pro­fes­sor da Universidade de São Paulo (USP). Uma lei­tura para quem não teme angustiar-se nem aventurar-se na alta lite­ra­tura. Economia e ten­são são as prin­ci­pais carac­te­rís­ti­cas da obra que serve de exem­plo para o caos da vida moderna e, tal como toda obra de Beckett, coloca à prova qual­quer tipo de sim­pli­fi­ca­ção da vida e dos con­fli­tos quo­ti­di­a­nos. [Da Redação]

POR QUE SOU GORDA, MAMÃE?

[Record, 256 pági­nas, R$ 38,90]

Com a mesma verve da série com sabor de fru­tas que con­ta­giou a lite­ra­tura há anos, a gaú­cha Cínthia Moscovich nos conta a his­tó­ria da nar­ra­dora que, depois de engor­dar 22 qui­los em qua­tro anos passa a se ques­ti­o­nar sobre as cau­sas de sua obe­si­dade. O amor e ódio dos pais, seus hábi­tos ali­men­ta­res e outros ele­men­tos de uma difí­cil rela­ção pas­sam a ser ana­li­sa­dos como influên­cias deci­si­vas para cons­ti­tui­ção de seu cará­ter. A pró­pria autora conta uma apro­xi­ma­ção entre esse livro e Cartas ao Pai de Kafka. O nível de apro­xi­ma­ção e desa­bafo estão muito pró­xi­mas em ambos os livros expresso em uma difí­cil porém bem suce­dida incur­são no uni­verso fami­liar em que a pro­ta­go­nista passa a vida a limpo. [Da Redação]



[Cosac Naify, 232 pági­nas, R$ 45,00]

O livro reúne 19 tex­tos do litu­ano Max Gordon sobre os seus ami­gos músi­cos, poe­tas e come­di­an­tes que freqüen­ta­vam ou se apre­sen­ta­vam na len­dá­ria casa de shows nova-iorquina, o Village Vanguard, inau­gu­rado em 1934. Entre os que figu­ram nas pági­nas estão Miles Davis, Thelonious Monk, Sony Rollins, Dinah Washington, Charles Mingus, Thad Jones, entre outros. Gordon era pro­pri­e­tá­rio da casa que foi refe­rên­cia na difu­são do jazz nos Estados Unidos e ba parte dos seus tex­tos apre­sen­tam per­so­na­gens impor­tan­tes do mundo cul­tu­ral sem con­ces­sões. [Da Redação]

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