Depois de apresentarmos a lista dos melhores videoclipes feitos em 2011, damos continuidade à retrospectiva com as 50 melhores músicas. Novamente, decidimos fazer uma única lista para faixas de artistas nacionais e internacionais. Seguimos apostando que música boa é independente do país em que é feita. Hip Hop, dubstep, folk, mixtapes e samba indie: em 50 músicas, os destaques deste ano. Nesta terça, publicaremos os melhores discos e as listas individuais dos editores e colaboradores.

Pela Equipe da Revista O Grito!

50
SBTRKT Feat. Little Dragon “Wildfire”

Todo trabalhado no anonimato, o produtor e músico Aaron Jerome despontou em 2011 com sua mistura toda malemolente de dubstep e house. “Wildfire conta com a participação de Yukimi Nagano, do Little Dragon nos vocais e mostra que até os gêneros mais ortodoxos de música eletrônica ainda conseguem juntar experimentalismo e vigor pop. [Paulo Floro]

49
ARCTIC MONKEYS “Brick By Brick”

Foi duro, mas me acostumei com a versão “madura” da banda. A música tem as guitarras domadas e nenhum refrão bombástico. Ainda assim, é uma delícia do começo ao fim. Os arroubos de “I Bet You Look Good on the Dancefloor”, lá em 2005, evoluíram e viraram sofisticação em 2011. [Juliana Simon]

48
RADIOHEAD “Little By Little”

Fica clara a ideia que o disco King Of Limbs é mais estranho que os antepassados da banda e essa faixa talvez demonstre isso. A voz do Thom Yorke continua impecável, aquela vontade de cometer suicídios, mas o instrumental consegue mesclar algo divertido (aqueles barulhos de fundo) e algo mais Radiohead, com a levadinha eletrônica e o tom de dias chuvosos mesmo que em pouquíssimos momentos. [Paulo Marcondes]

47
RÔMULO FRÓES – “Ditado”

A música pega o ouvinte por sua letra nonsense, cheia de signos cifrados. É mais um samba cheio de invenção de Rômulo, que conseguiu colocar o gênero num novo e inesperado caminho de originalidade. [Paulo Floro]

46
THE SHIVERS “I Want You Back”

O que seria das nossas trilhas sonoras se não existissem canções pop fofas e chicletudas? Pense como sua vida poderia ter sido vazia se Young Folks nunca tivesse sido lançada e você não pudesse assoviar descompromissadamente toda vez que ouvisse os seus primeiros acordes. Agora adicione “I Want You Back”, do The Shivers ao playlist e seja feliz aprendendo a rir com a sua própria desgraça e cantando com um sorriso no rosto as perdas pelas quais a gente passa. [Lidiana de Moraes]

45
LYKKE LI “I Know Places”

A princesinha sueca voltou cheia de atitude, mas não perdeu a bossa. Literalmente banquinho e violão. Distante do hit “Get Some”, a música não precisa de muito para conquistar e é um destaque do segundo CD da cantora. [Juliana Simon]

44
PANDA BEAR “Slow Motion”

Com o mesmo vocal que parece saído de uma missa apocalíptica, Panda Bear coloca novas e incríveis músicas com sua assinatura originalíssima. “Slow Motion” tem o DNA mais básico de uma boa faixa do projeto capitaneado por Noah Lennox, do Animal Collective. [Paulo Floro]

43
LIRINHA “Adebayor”

Lula Côrtes e seu tricórdio. É claro que há também a volta da poesia de Lirinha (sem o folclore quase forçado do Cordel do Fogo Encantado), mas é encantadora a introdução com aquele instrumento singular. Hipnotizante. [Juliana Simon]

42
WASHED OUT “Amor Fati”

Quase tudo que apelava para o aspecto chill, relaxante aos ouvidos, ganhou destaque em 2011. E não foi diferente com o Washed Out. O projeto do músico americano Ernest Green agradou à blogosfera com suas melodias que mais parecem trilha de um sonho contado ao acordar. “Amor Fati” representa Within Without, disco de estreia repleto de boas canções como essa. [Paulo Floro]

41
THE BLACK KEYS – El Camino

“Run Right Back”, a sexta faixa de El Camino, do The Black Keys, vicia igual à moça contada na letra da música. Divertida, conta a paixão por uma moça que… bem, ela é a pior coisa que já aconteceu mas, mesmo assim, ainda volta-se atrás (quem nunca, não é mesmo?). A sequência de “she is so superior” misturada aos riffs de guitarra finalizam o som, que é um dos melhores do cd e promete tocar muito nas indie discos por aí. [Juliana Dias]

40
GAL COSTA “Neguinho”

Com arranjo de eletrohouse, essa é, talvez, a crítica social mais contundente na MPB desde ‘Brasil’, de Cazuza. Foi o primeiro single promocional de um disco que causou controvérsias dignas da época da Tropicália, sendo uma parceria de Caetano Veloso, que assina as letras e a produção, e Gal Costa, emprestando sua voz magnífica. Há versos fortes como ‘Se o nego acha que é difícil, fácil, tocar bem esse país / Só pensa em se dar bem – neguinho também se acha / Neguinho compra 3 TVs de plasma, um carro GPS e acha que é feliz’. [Marco Vieira]

Escute: Gal Costa “Neguinho”

39
FLORENCE + THE MACHINE “Shake It Out”

Shake it out foi escolhida, junto com What the water gave me, para ser uma das faixas que apresentaria o novo disco de Florence and the Machine para o mundo. No entanto, foi a primeira que se destacou com o seu tom de desabafo, como se cantado para espantar todas as energias ruins. Impossível ouvir essa canção e não sentir a energia se renovando. [Lidiana de Moraes]

38
CHICO BUARQUE “Essa Pequena”

Contemplativo e terno, Chico compôs essa canção para sua namorada, a cantora carioca Thaís Gulin, que divide os vocais de outra faixa, “Ah se eu soubesse”, do disco “Chico” (2011), com ele. Uma ode do homem mais velho apaixonado, que sabe-se admirador e separado de alguns aspectos do universo da amada, por um punhado de anos: “Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora / Meu dia voa, e ela não acorda”, pra então confessar sabiamente: “Sinto que inda vou penar com essa pequena, mas o blues já valeu a pena”. [Rafaella Soares]

37
ADELE “Someone Like You”

Considerada a melhor música de 21 por muitos, ‘Someone Like You’ foi apresentada ao vivo no Video Music Awards desse ano e rapidamente chegou ao topo das paradas americanas, no maior salto de um não-single em 53 anos, passando 5 semanas como #1. É a primeira balada estritamente voz e piano a conquistar o título de música mais tocada. Trata-se de uma break-up song bastante madura, em que Adele deseja felicidades ao ex-namorado de forma emocionante. Na apresentação em seu DVD recentemente lançado, ela chora após o final da música, e o Royal Albert Hall vem abaixo em aplausos estrondosos. [Marco Vieira]

36
PÉLICO “Recado”

“Recado” só me conquistou depois da enésima audição. Fora da fórmula, começa mansa e cresce. Violino, sanfona, guitarra à lá Cidadão Instigado: o improvável se encaixa. A melhor música de fim de amor do ano. E sempre temos várias. [Juliana Simon]

35
tUnE-yArDs “Bizness”

Pra quem sentiu falta de algo mais experimental em 2011, vem o tUnE-yArDs e consegue a façanha de fazer “Bizness”, um hit com vocais gritados, muita guitarra e uma melodia que vicia que só boas canções pop conseguem fazer. [Paulo Floro]

34
DRAKE “Headlines”

Rapper bom moço, Drake lançou o seu melhor disco este ano, com letras altamente pessoais. “Headlines” é apenas um dos diversos momentos inspirados de Take Care e mostra a força do músico em criar grandes hits.

33
THE KILLS “You Don’t Own The Road”

Por que “You don’t Own The Road” é uma das melhores músicas de 2011? Rock ‘n’ roll despretensioso, vocais flutuando entre o sexy e o raivoso, riffs de guitarra simples, mas precisos acompanhados por uma bateria compassada que dita o ritmo “eu sou cool demais para me importar”. Esse pode ser o começo de uma descrição para a faixa de abertura de Blood Pressures. Mas melhor do que descrever é ouvir… [Lidiana de Moraes]

32
FLEET FOXES “Helplessness Blues”

O Fleet Foxes não decepcionou em seu novo trabalho depois de serem alçados ao estrelato no universo indie com o hype da estreia. “Helplessness Blues” mostra que o trabalho vocal ainda é o grande destaque da banda. [Paulo Floro]

31
WADO “Os Surdos das Escolas de Samba”

“Um doce amor aos pedaços, abacaxi, canela e limão” abre “Os Surdos da Escola de Samba”, terceira faixa de Samba 808, cuja letra é fluida, como a música. Wado canta sobre amor, ritmo, samba (“canelas na janela do céu”) e sobre observar tudo enquanto não vai embora (“é lindo, vai derreter”). O vocal que suaviza ao final dos versos e o leve toque da TR-808 (bateria que inspirou o nome do disco) contribui para a mensagem ser tranquila e aparentemente sem segundas intenções – mas só aparentemente. [Juliana Dias]

30
NUDA “A Maré Nenhuma”

Falando de amor, com um toque de pernambuquês (quem não conhece a expressão “é nenhuma, pô”?), a banda recifense Nuda mostra uma ótimo amadurecimento nesta faixa cheia de delicadeza e letra inspirada. Ótimo momento do grupo em 2011. [Paulo Floro]

29
TIÊ “Só Sei Dançar Com Você”

A música já era muito boa na voz de Tulipa, mas o ar naïf de Tiê levou sua beleza ao quadrado. Fácil para as FMs, sem ser descartável. [Juliana Simon]

28
ST VINCENT “Cruel”

St. Vincent é um dos maiores destaques entre as vozes femininas no pop atual. Pena muita gente ainda não ter percebido o potencial da moça. E “Cruel”, melodia pegajosa e um das faixas mais pop de seu mais recente disco, Strange Mercy, acerta em chamar toda a atenção necesssária ao trabalho dela. [Fernando de Albuquerque]

27
KARINA BUHR “Cara Palavra”

O novo disco de Karina Buhr pode ter decepcionado muitos, já que a cantora decidiu ousar em sua sonoridade. É o caso de “Cara Palavra”, uma pedrada com uma letra de inspiração concretista que aponta que a menina que cantava “Eu Menti Pra Você” pode experimentar – e se dar bem – em novos e desafiadores cenários. [Paulo Floro]

26
THE RAPTURE “How Deep Is Your Love”

O Rapture não lançou o disco que esperávamos deles, mas este último trabalho trouxe bons momentos, a exemplo deste “How Deep Is Your Love”, uma ótima faixa para afogar todas as mágoas na pista de dança. [Fernando de Albuquerque]

25
EMA “California”

Erika M. Anderson era a bad girl que faltava à música independente. Seu álbum de estreia ganhou muita repercussão com suas letras cheias de pessimismo e desatinos que não desejamos ouvir de uma garota. “California” resume sua proposta de evocar a parte boa do Sonic Youth com uma sensualidade meio bizarra que PJ Harvey mostrava no início da carreira. Desejamos ver mais Erika em 2012. [Paulo Floro

24
FRANK OCEAN “Novacane”

O coletivo Odd Future deu tantas polêmicas e momentos controversos quanto artistas talentosos individualmente. É o caso do nerd do grupo, Frank Ocean. “Novocane” levanta as suspeitas de que ele sempre esteve ligado ao que há de mais sexy e básico no R&B. [Paulo Floro]

23
NICKI MINAJ “Superbass”

A boneca Nicki Minaj tem mais mérito no pop feito em 2011 do que apenas o fato de ser uma das poucas rappers que também podem se destacar pela beleza. “Superbass” é uma pérola dançante não só do Hip Hop como de qualquer gênero. É bem mais do que outras cantoras pop podem oferecer atualmente. [PF]

22
GIRLS “Vomit”

A tristeza parece ter tomado conta do Girls nessa faixa “Vomit”. Altamente passional, a música nos leva a um passeio por memórias de Chris Owens, o vocalista, quando ele mudou-se para São Francisco. Vai ficando pesada à medida em que a letra evolui para um possível alento. [Paulo Floro]

21
AZEALIA BANKS Feat. LAZY JAY “212”

Nome cool de 2011, essa rapper de Nova Yorker é a nova descoberta para quem ainda precisa de um atalho para se adentrar ao que está sendo feito de mais interessante no underground das periferias. “212” é dançante e viciante e é bom correr para aproveitar o hype ainda fresquinho.

20
TV ON THE RADIO “Will Do”

Raras vezes uma música da banda me desceu tão redonda. Instrumentos e voz já são uma marca, mas nessa faixa ganham uma melodia diferente do resto. Para dividir os fones com alguém, sem cair na obviedade. [Juliana Simon]

19
CHINA Part. Ylana Queiroga “Mais um Sucesso pra Ninguém”

Lançada em 2011 para ser lembrada em 2012 ou 2013. Mais uma no poderoso CD de China, mas memorável pela interpretação de Ylana Queiroga. Aposto minha fichas que a garota vai ser a próxima grande voz da safra-Pernambuco. [Juliana Simon]

18
MALLU MAGALHÃES “Velha e Louca”

Mallu Magalhães carrega nos ombros muita responsabilidade toda vez que lança um novo trabalho. Se manter relevante, mesmo quando o título de menina prodígio começa a perder o sentido, não é fácil. Mas se há uma canção que ajuda a provar que ela está cumprindo a tarefa é Velha e louca. Fazendo piada consigo mesma, a moça prova que sua música pode ser mais interessante e envolvente do que qualquer outro assunto que a mídia prefira transformar em pauta do dia. [Lidiana de Moraes]

17
KANYE WEST & JAY Z feat. Beyoncé “Lift Off”

Grandiosa como tudo que o duo toca, a segunda faixa de “Watch the Trone” tem a participação de Beyoncé, esposa de Jay Z. Na letra, um certo fastio com a onipotência de quem detém a atenção do showbizz: “Dominei a cidade toda, estão prestes a explodir / Quantos manos estão comigo no neon? / (…) / Estou sobrecarregada”. Há também uma mensagem de reconhecimento de gigante para gigante, “Quantas pessoas que você conhece chegam tão longe? / Nós iremos até a lua, iremos até as estrelas / (…) / Vou chegar até Marte”. Nós sabemos que já chegou. [Rafaella Soares]

16
RÔMULO FROÉS “O Filho de Deus”

Com seu samba triste, Rômulo Fróes consegue se firmar como uma das vozes mais originais no pop hoje em dia. A letra de “O Filho de Deus” mostra que Rômulo também é um ótimo compositor. A faixa que fala de um homem desesperado cheio de referências à Jesus Cristo é uma das mais belas criações da música brasileira em 2011.

15
FLORENCE + THE MACHINE “No Light No Light”

Boas canções são aquelas capazes de transformar o nosso humor no momento em que ouvimos. Então, caso você esteja muito feliz, alegre e sorridente, “No Light No Light” pode transformar a sua animação em um misto de tristeza e indignação, soando como um grito de guerra contra tudo aquilo que não sai do jeito que a gente queria. Uma das melhores músicas do ótimo Ceremonials, e por isso uma das melhores de 2011. [Lidiana de Moraes]

14
A$AP ROCKY “Peso”

Este foi não só o ano do Hip Hop, como das mixtapes. Diversos músicos se aventuram numa proposta independente e colocaram discos que ganharam muita repercussão. Foi o caso de A$AP Rocky, que ainda mobilizou amigos e fãs na internet para fazer sucesso com “Peso”, melhor faixa de seu disco de estreia. [Paulo Floro]

13
LANA DEL REY “Video Games”

Verão, um toque de sensualidade e sentimentos tristes sobre o seu querido, que pode ou não voltar. Junto à isso, ponha um plano de fundo bonito, com sol, estradas e carros vintage. Está feita a música Video Games, cuja pose de diva (meio brega, meio Dior) de Lana Del Rey (Elizabeth Grant) é a cereja do bolo. O som agradável da canção compõe o lado B do lançamento “Blue Jeans”. Não havia melhor oportunidade para surgir essa nova cara no Youtube: Video Games fez uma ótima estreia em meados de outubro, lançando Lana Del Rey com o pé direito em 2012. [Juliana Dias]

12
JAMES BLAKE “The Wilhelm Scream”

Jovem prodígio, James Blake tem sustentado seu estilo bem peculiar de música desde que apareceu com sua série de EPs. Atmosférico sem ser prolixo ou monótono, “The Wilhelm Scream” é uma intersecção perfeita do sumo da música eletrônica com uma interpretação muito bem executada, que deixa claro os tons melancólicos da letra e melodia. [Paulo Floro]

11
BON IVER “Holocene”

A crítica aclamou o disco homônimo de Bon Iver lançado este ano. Justin Vernon, nome verdadeiro do projeto mostrou em “Holocene” todas as nuances que o folk ainda pode alcançar. Misterioso, o músico convida o ouvinte à locais inóspitos, contemplativos. Por ir na contramão do que tem sido o tom da música pop por anos, faixas como essa têm chamado atenção. [Paulo Floro]

Foto: Daniel Santiago

10
KASSIN “Calça de Ginástica”

O carismático nerd Kassin já fez muito à música pop recente no Brasil, produzindo discos de diversos nomes e também como parte do projeto +2. Agora, ele brilha sozinho nesse novo trabalho. “Calça de Ginástica” tem uma das letras mais bizarras e a melodia mais dançante entre as faixas nacionais. E ainda tem a genial frase: “Quero transar com você, no banheiro de paraplégico”. [Paulo Floro]

Calca de Ginastica

09
KANYE WEST & JAY Z “Niggas In Paris”

“No one knows what it is, but it’s provacative!”, deixa escapar Kanye no meio da faixa, como que em uma revelação dita em estúdio, vazada pro áudio do disco. O estilo de vida luxuoso e indulgente dos rappers americanos bem-sucedidos ganha mais legimitidade em momentos assim, de pura consciência do quanto incomoda ver um artista negro rico e aclamado. E ainda: o divisor de águas do cenário musical atual. “As estrelas estão na área / E os fãs com as mãos pra cima / Já sei que eu esculachei / Eu já estou até sentindo / Você agora me presencia no trono/ Estou definitivamente no topo.” E dá para discordar? [Rafaella Soares]

08
GABY AMARANTOS “Xirley”

Muita gente já tinha descoberto o poder da música pop feita hoje no Pará, mas foi com “Xirley”, composta pelo pernambucano Zé Cafofinho que Gaby Amarantos estourou e pode, enfim, abrir espaço para o seu aguardado disco, que deve chegar no primeiro semestre de 2012. Encarnando a personagem Xirley Xarque, ela soltou uma música com o melhor que o tecnobrega tem a oferecer e ainda tirou onda com o míope mercado fonográfico nacional. “Eu vou samplear, eu vou te roubar”, diz, abusada. [Paulo Floro]

07
THE WEEKND “The Morning”

Este cantor canadense conseguiu mostrar em “The Morning” que no R&B ainda cabe muita experimentação. Ele ainda subverteu tudo o que se esperava do gênero ao lançar uma música melancólica e depressiva. [Paulo Floro]

Foto: Divulgação

06
TYLER THE CREATOR “Yonkers”

Cercado de momentos controversos, Tyler, The Creator, um dos nomes mais famosos do Odd Future fez todo o buzz necessário para o seu disco solo, Goblin, chamar atenção. “Yonkers” traz uma construção bem criativa para Tyler desferir todo sua raiva contra cantores do mainstream, blogs de música, entre outros.

05
WADO part. Zeca Baleiro – “Si Próprio”

A primeira faixa de Samba 808 abre com um tom intimista. Temos o forte toque da bateria e a voz alterada por edição, quase robótica, que diz: “se é tudo por um triz, você prefere ter razão ou ser feliz”? Aos poucos, aparecem os demais instrumentos que marcam a participação de Zeca Baleiro. O verso: “você só pode vencer a si… próprio” faz da música um aquecimento para as outras nove faixas, enquanto o “lará iê” segue com a experimentação de instrumentos. [Juliana Dias]

04
BEYONCÉ “Countdown”

O arranjo é sofisticado e diversificado, tendo um senso de progressão interessante. Faz parte da minoria de músicas de pegada mais rápida presente no disco 4. Traz também para uma originalidade de arranjos e condução da música que dificilmente vemos no modo de produção das cantoras pop. Entrou nos lugares mais altos das listas gringas, com razão. [Marco Vieira]

03
M83 “Midnight City”

Projeto de um homem só, o francês com nome espanhol, Anthony Gonzales conquistou a cena independente onde é destaque com uma música que literalmente grita para chamar atenção. Inovadora em sua condução, “Midnight City” tem um dos vocais mais insanos deste ano, com um pano de fundo hipnótico recheado de momentos cheios de peso. [Paulo Floro]

02
DESTROYER “Kaputt”

A geração pós-Pet Shop Boys precisava de um som classudo com letras tão provocativas como a do disco homônimo, de 2011. O bom é imaginar o vocalista e compositor Dan Bejar disparando suas verdades, na trilha sonora de alguma festa ricaça em um balneário chique. “Eu escrevi uma canção para a América / Quem soube?”, avisa, irônico. [Rafaella Soares]

01
CRIOLO “Subirusdoistiozin”

Alguém tinha dúvida de que Criolo foi o grande destaque no pop nacional em 2011? Ainda que nesta altura ela já tenha o tanto de detratores quanto de fãs exaltados, sua música ainda fica acima de discussões sobre seu hype. “Subirusdoistiozin” é uma faixa que consegue atrair interesse pop para um gênero que sempre teve uma repercussão bem irregular no Brasil (popularmente falando).

E este ano foi incrível para o rap nacional, tendo Criolo à frente desse retorno aos holofotes do gênero. Com uma crítica social contundente sem parecer redundante ou apoiada em chavões, o rapper paulista fala de violência, criminalidade e ainda remete aos bons momentos da infância guardados na memória. Melhor faixa do ano.

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