OcupeEstelita no durante entrega do prê­mio Canal Brasil para Di Melo, O Imorrível (Foto: Clara Gouvêa / CinePE)

Cineastas per­nam­bu­ca­nos subi­ram ao palco do Cine PE para falar do tema do desen­vol­vi­mento urbano do Recife. Quando Alan Oliveira e Rubens Pássaro foram rece­ber o prê­mio de aqui­si­ção do Canal Brasil, os rea­li­za­do­res subi­ram com cami­se­tas do movi­mento OcupeEstelita, que pro­testa con­tra a des­trui­ção do Cais José Estelita para cons­tru­ção de 13 arranha-céus.

O pri­meiro dia do OcupeEstelita, no Recife
Veja todos os ven­ce­do­res deste ano do Cine PE

Pedro Severien, dire­tor de Canção Para Minha Irmã tam­bém subiu com a camisa do OcupeEstelita e recla­mou das falhas téc­ni­cas do fes­ti­val. “É pre­ciso de um maior cui­dado na apre­sen­ta­ção dos tra­ba­lhos. Por isso, dedico esse prê­mio a todos os dire­to­res pre­ju­di­ca­dos pelos erros téc­ni­cos”, disse. O bai­ano Aly Muritaba, do curta A Fábrica que ven­ceu o prê­mio espe­cial do Júri disse que apoi­ava os cole­gas per­nam­bu­ca­nos. “Temos que ocu­par mesmo a cidade. Estive recen­te­mente em Dubai e digo, não quei­ram isso para a cidade de vocês”.

O Cine PE teve 25 mil pes­soas durante seus seis dias de com­pe­ti­ção, com des­ta­que para ses­sões lota­das de Boca e À Beira do Caminho. Os núme­ros são o soma­tó­rio do público que con­fe­riu as mos­tras com­pe­ti­ti­vas e mos­tras para­le­las (mos­tri­nha, iti­ne­rante, mos­tra Pernambuco, mos­tra espe­cial e a dos fil­mes moçam­bi­ca­nos) no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, em Olinda e na Universidade Católica de Pernambuco.

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