Rappers bai­a­nos sin­te­ti­zam car­reira em disco

Nome impor­tante do hip hop bai­ani, o grupo , de Ilhéus, con­se­guiu parir um álbum con­sis­tente que pode levar o som da banda para mai­o­res audi­ên­cias em todo o Brasil. O disco homô­nimo sin­te­tiza todas as refe­rên­cias que eles tra­ba­lha­ram por mais de 15 anos. Maconha, desi­gual­dade social, caos urbano, espi­ri­tu­a­li­dade, folclore.

Produzido por Buguinha Dub e com par­ti­ci­pa­ções de (em “Seja Bem-vindo ao Lar”) e (“Planeta Diário”), este tra­ba­lho atinge um nível de sofis­ti­ca­ção jamais alcan­çado pelo grupo. Há diver­sos bons momen­tos que pode­ria ser­vir para colo­car a banda num time rele­vante do hip hop naci­o­nal, como “Música das Músicas” e “Balançuquadro”. Mas, ainda é um regis­tro longe de figu­rar no melhor que o gênero ofe­re­ceu nos últi­mos anos.

OQuadro parece ter se pre­o­cu­pado em apre­sen­tar um tra­ba­lho mais redondo e bem-acabado do que uma explo­são crua de suas ideias. O intuito foi alcan­çado, ainda que o dis­curso che­gue já can­sado. Essa mili­tân­cia altruísta em prol de um mundo mais justo, etc, já foi bas­tante can­tada no rap naci­o­nal. O obje­tivo de ser mais conhe­cido naci­o­nal­mente segue como maior mérito desse álbum. [Paulo Floro]

OQUADRO
Oquadro
[Coaxo do Sapo/ 2012]

Nota: 6,0

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