encara intro­ver­são e surge rebo­la­tiva no Baile Perfumado

Da Revista O Grito!

Céu @ Baile Perfumado
Recife, 15 de setem­bro 2012

Uma Céu mais sol­ti­nha (leia-se rebo­la­tiva) apa­re­ceu no palco do Baile Perfumado, na noite do último sábado (15), no Recife. Lançando na cidade o seu mais recente disco, Caravana Sereia Bloom, ela mos­trou cri­a­ti­vi­dade no repertório.

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Crítica do disco Caravana Sereia Bloom, por Juliana Simon

Céu é um dos nomes mais inte­res­san­tes da nova cena pop atual. Ela adi­ci­ona tan­tas refe­rên­cias em seu som, do reg­gae à psi­co­de­lia que chega a ser injusto taxá-la de nova MPB (como faz muita gente, incluindo a pró­pria pro­du­ção do show). Nesse novo tra­ba­lho, ela segue rela­tando a vida na estrada e esco­lheu o brega para emba­lar músi­cas sobre amo­res não-correspondidos, pai­xo­ni­tes e saudade.

O show começa com “Falta de Ar”, a faixa mais pesada do álbum, com uma gui­tarra que ficou ainda mais pesada ao vivo. A can­tora sol­tou ainda hits como “Cangote” e “Baile de Ilusão”. Outras, como “Cangote” saí­ram com rou­pa­gem total­mente dife­rente do disco, com mais peso. Cheia de tra­que­jos vocais, ela vai dos sus­sur­ros até os agu­dos, adaptando-se de acordo com a pro­posta das diver­sas ver­ten­tes que explora: afro­beat, trip hop, rock, ele­trô­nica. Ainda houve espaço para sur­pre­sas, como incluir “Mora na Filosofia”, de Caetano Veloso, den­tro de “Malemolência”.

Encerrou com “Chegar Em Mim”, faixa com­posta por Jorge Du Peixe para a can­tora. Conhecida por sua timi­dez, Céu retor­nou ao Recife bas­tante dife­rente, com uma inte­ra­ção maior com o público (que a encara como diva) e com direi­tos a pas­si­nhos e rebo­la­di­nha. O dia ainda teve , que mos­trou fai­xas do seu novo disco, Novas len­das da etnia Toshi Babaa.

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  • Zé Henrique

    O fulano ou fulana nunca foi a um show de Céu.
    Ela sem­pre foi rebo­la­tiva.
    Outra, Mora na Filosofia é do sam­bista Monsueto.
    Caetano é o cacete!