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Um sábado na CCXP 2015

ccxp2015

A foto acima ilustra bem como foi o sábado (5) dessa segunda edição da Comic Con Experience (CCXP). Pavilhão lotado e filas para todo lado. E isso é bom.

Por melhor que seja a organização oficial e dos expositores, não há como evitar filas e aglomerações num evento que seguramente atingiu a expectativa de 120 mil visitantes (média de 30 mil pessoas por dia).

O lado positivo nem é pelo sucesso da CCXP 2015, mas o quanto ela serve de termômetro do mercado de cultura pop.

A maioria dos visitantes foi de consumidores de produtos geek; os que ainda não são, certamente o serão, impactados que foram pela exuberância exibida pelas empresas. Não importa que não tenham comprado nada durante o evento, pois é quase certo que comprarão em algum momento depois dele.

Foi a crença nesse mercado aquecido e seu potencial de crescimento que levou um grupo de empreendedores a investir num evento brasileiro capaz de atrair os grandes estúdios mundiais de entretenimento, as principais editoras de quadrinhos e ficção científica do País, uma quantidade recorde de quadrinhistas nacionais, um grande número de astros internacionais dos quadrinhos, cinema e TV, e mais de 100 mil visitantes.

Há poucos anos, algo assim parecia inimaginável.

Falhas

Sim, houve problemas. O acesso era difícil: pelo menos meio quilômetro de caminhada entre o credenciamento e o pavilhão, a maior parte dela por meio de uma passarela estreita. É impraticável para pessoas com algum tipo de problema de locomoção.

Visitantes e jornalistas especializados narram problemas sérios na organização dos painéis e sessões de autógrafos mais concorridos, em especial os dos astros da série Jessica Jones, Krysten Ritter e David Tennant.

Não se deve minimizar essas e outras queixas, mesmo num evento com a complexidade da CCXP. As falhas precisam ser divulgadas e corrigidas. Quero acreditar que os organizadores estarão atentos às reclamações e evitarão que os mesmos problemas se repitam na próxima edição.

Artists’ Alley

A área reservada aos artistas era um oásis no pavilhão. Menos muvucada e repleta de gente talentosa apresentando e vendendo seus trabalhos. Não é exagero dizer que o Artists’ Alley da CCXP 2015 reuniu o melhor da atual produção nacional de quadrinhos.

Até lá havia filas, concentradas nas mesas de artistas internacionais como Kevin Maguire, Mark Waid e David Finch, e nas de alguns nacionais mais conhecidos do grande público.

Tirando isso, as mesas eram bastante acessíveis, assim como os artistas. Foi uma oportunidade única não só para comprar ótimas HQs, mas também interagir e conhecer melhor estes profissionais – para quem ainda não conhecia – ou simplesmente reencontrar os amigos.

Panini

O único painel a que assisti reservou uma agradável surpresa: a aparição sem aviso do artista americano Jim Lee, hoje um dos chefões criativos da DC Comics. Simpático o tempo todo em que permaneceu lá (uns 15 minutos), ainda presenteou um aniversariante da plateia com um desenho exclusivo.

Lee elogiou a produção brasileira de quadrinhos e citou nominalmente alguns artistas. Disse que apesar da “vibe” por quadrinhos de super-heróis no Brasil, conheceu e elogiou os trabalhos de outros gêneros que vêm sendo feitos por aqui.

A editora anunciou alguns títulos da Marvel, DC, Vertigo e Mauricio de Sousa que serão lançados no próximo ano. Revelou duas parcerias que estão sendo desenhadas: com a editora Stout Club, de Rafael Albuquerque, e outra com o humorista e apresentador Danilo Gentili. Sem muitos detalhes, no momento.

O auditório quase veio abaixo mesmo com o anúncio de dois lançamentos da linha de mangás da Panini: Vagabond, que será republicado desde o número 1, e o muito aguardado One Punch Man. A editora também vai relançar a série interrompida A Face Oculta, da Bonelli, num megaencadernado.

Em resumo

O fato é que a CCXP cresceu muito em relação à primeira edição, em todos os sentidos: expositores, área, atrações, quantidade e notoriedade dos convidados.

Mas o que mais cresceu mesmo foi o interesse do público, e a impressão que fica é que foi ainda maior do que estimado pelos organizadores. Agora eles têm o chamado “bom problema” nas mãos: adaptar a estrutura do evento a esse público, que tende a continuar aumentando.

Uma alternativa – complexa e cara, admito – seria esticar a CCXP numa maior quantidade de dias, dos atuais quatro para pelo menos seis.

Claro que o final de semana continuaria concentrando a maior parte do público, mas mais dias podem ajudar na distribuição dos visitantes e minimizar parte das filas e aglomerações. Só para lembrar, as Bienais do Livro do Rio e São Paulo duram 11 dias.

CCXP 2015: Começa hoje!

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#vaiserépico. A hashtag criada pelos organizadores da Comic Con Experience (CCXP) não tem nada de pretensiosa.

Muito pelo contrário. O adjetivo cabe perfeitamente numa convenção de cultura pop, realizada em terras brasileiras, que atrai as gigantes mundiais de entretenimento, reúne as principais editoras nacionais de quadrinhos e ficção científica, abre espaço para mais de 260 artistas nacionais e consegue trazer estrelas da magnitude de Frank Miller, Mark Waid, Jim Lee, Kevin Maguire, Scott McCloud, José Luís García-Lopez, David Tennant e Evangeline Lilly, entre muitos, muitos outros.

Na primeira edição, no ano passado, os organizadores – Grupo Omelete, Chiaroscuro Studios e Pizii Toys – anunciaram que queriam fazer no Brasil um evento nos moldes dos grandes realizados nos Estados Unidos. Conseguiram.

Tão importante quanto a presença de artistas consagrados e estrelas do cinema, a CCXP 2014 primou pelo profissionalismo. Como resultado, os fãs acolheram a ideia e compareceram em peso. A organização fala em 97 mil pessoas – para este ano, estão previstas 120 mil.

Como sempre é possível melhorar o que já está bom, nesse ano a CCXP vem ainda mais “épica”. O sucesso inicial atraiu ainda mais empresas que enxergaram no crescente filão geek – e no evento – uma forma de continuar lucrando.

Disney, Warner, Netflix, Fox, Sony-Universal, Mattel e Hasbro são algumas das multinacionais que terão estande na edição que começa hoje e se estende até domingo (6). Entre as editoras brasileiras, Panini, Mythos, Devir, JBC, Jambô, Planeta D’Agostini, Novo Século, Leya, Aleph, Eaglemoss, Record. E lojas, muitas lojas de quadrinhos e action figures para os nerds comprometerem o 13º salário.

A programação oficial é extensa e não cabe nesse post. Se quiser, clique no link para ver a grade dos três auditórios. Fora isso, tem um monte de atrações nos estandes que prometem uma grande quantidade de novidades, lançamentos e itens exclusivo. Isso sem contar o show de cosplays.

O Artists’ Alley, que concentra a produção nacional majoritariamente independente, está ainda maior: 265 artistas em 163 mesas – no ano passado, foram 215 artistas e 125 mesas. Junto com o já tradicional Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), a CCXP se converteu muito rapidamente numa das plataformas para lançamento e comercialização do quadrinho nacional.

A esta altura, a venda de ingressos pela internet já está esgotada, bem como os ingressos para sábado (5) e domingo (6) e o passaporte para os quatro dias. Quem quiser aparecer na quinta e sexta-feira (dias 3 e 4) vai ter que pegar a fila da bilheteria e desembolsar R$ 120 – isso se levar um livro ou tiver direito à meia entrada (a inteira custa R$ 240).

A dica é ir de metrô para economizar a grana do estacionamento. Haverá traslado gratuito da estação Jabaquara até o São Paulo Expo.

Vai ser MUITO épico!  A gente se vê lá!

SERVIÇO:

Comic Con Experience – CCXP 2015

De 3 a 6 de dezembro, no São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Água Funda – SP)

Horários:

Dia 3, das – 12h às 22h

Dias 4 e 5, das 10h às 22h

Dia 6, das 10h às 20h

Vale o Investimento: “Criminosos do Sexo – Volume 1”

CriminososdoSexo

Algumas pessoas interpretam as reações fisiológicas do orgasmo – aumento da frequência cardíaca, espasmos musculares, respiração ofegante e a descarga de endorfina no cérebro – como se “o mundo tivesse parado” por um instante.

O roteirista Matt Fraction deve ser uma dessas pessoas. Talentoso como é, transformou essa reação natural numa espécie de superpoder e desenvolveu toda uma complexa trama em torno dela. E assim nasceu Criminosos do Sexo (Sex Criminals), cujo primeiro volume, Uma Estranha Habilidade, acaba de chegar ao Brasil pela Devir.

Fraction, premiado por seu trabalho em Hawkeye – e também por Criminosos do Sexo – prova mais uma vez que é um craque da narrativa. A história deste primeiro volume – que reúne as cinco primeiras edições lançadas nos Estados Unidos pela Image, em 2013 – é contada em três tempos narrativos: o flashback em que Suzanne é surpreendida pelo “superpoder” ainda na adolescência, quando se masturba na banheira; um passado mais recente, em que ela conhece Jonathan, um cara que tem a mesma habilidade que ela; e o presente momento, com os dois encurralados numa tentativa de assalto a banco.

Suzie e Jon se encontram numa festa, vão para a cama e descobrem que compartilham do mesmo “poder” de literalmente parar o tempo ao atingirem o orgasmo. Nem os relógios funcionam. O encontro acaba com anos de solidão e relacionamentos complicados. Num primeiro momento, o casal se sente no jardim da infância, aprontando com o mundo paralisado ao seu redor.

Depois vem a ideia maluca de roubar bancos para ajudar a pagar a hipoteca da biblioteca em que Suzie trabalha. O que eles vão aprender, da pior maneira, é que há outras pessoas no mundo organizadas num grupo que se considera guardião deste “poder”.

A arte de Chip Zdarsky, cartunesca e detalhada, casa perfeitamente com a trama. A colorização merece destaque, especialmente nos momentos em que o mundo para. Criminosos do Sexo é uma HQ divertida, envolvente, daquelas que a gente torce para não acabar. Os diálogos são rápidos, inteligentes e mais de uma vez Suzie dirige-se diretamente ao leitor – a famosa “quebra da quarta parede”.

Apesar da “estranha habilidade”, os personagens são bem resolvidos sexualmente, e a HQ faz várias brincadeiras nada ofensivas sobre diferentes tipos de taras.

A Devir acertou ao trazer essa obra para o mercado brasileiro, e acertou de novo ao enviar para os jornalistas um kit de muito bom gosto com itens que remetem à trama.

Por falar em Devir, a editora anunciou ótimos lançamentos para o final do ano: Saga – Volume 2, Liga Extraordinária – Século Integral, Sorria, e o relançamento de Sin City – De Volta ao Inferno, The Umbrella Academy – Suíte do Apocalipse e Histórias do Clube da Esquina (de Laudo Ferreira e Omar Viñole).

Criminosos do Sexo tem 136 páginas coloridas em papel couché, capa dura em laminação fosca, formato 19 x 28 cm e preço de R$ 65 (dá para comprar no site da Amazon por R$ 50,99). Vale muito o investimento.

“Kris Klaus: Papai Noel Casca-Grossa” tem lançamento na CCXP 2015

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Do Press-Release

Um exército de vampiros tem um plano que parece perfeito! Com o auxílio de uma relíquia que lhes permite entrar em qualquer lugar, eles resolvem tomar cidade após cidade ao redor do planeta e criar um mundo dominado pelos sanguessugas.

Mas esse plano tem uma pequena falha: os vampiros iniciam seu ataque em plena noite de Natal, a noite em que aquele bom velhinho, o Papai Noel, viaja por toda a Terra para entregar presentes às crianças comportadas.

O grande azar dos vampiros é que Kris Klaus, o Papai Noel, tem um passado sombrio e violento que se perdeu nas sombras do tempo. Com a ajuda de um grupo de sobreviventes humanos e de alguns duendes amalucados, Klaus terá que ressuscitar sua história repleta de mortes e destruição, já que se torna a única resistência contra uma legião de monstros e seu terrível líder.

Kris Klaus: Papai Noel Casca-Grossa é uma história de ação e aventura, influenciada por histórias de terror e mitologia nórdica que começou a ser produzida anos atrás. É também o primeiro álbum autoral da dupla. Tem 56 páginas, formato 21 x 26 cm e preço promocional de lançamento de R$ 25.

O álbum tem prefácio do quadrinhista Spacca, autor de Santô e os Pais da Aviação e Jubiabá, entre outros. O lançamento será no evento Comic Con Experience (CCXP 2015) e estará à venda na Mesa 56 do Artist’s Alley. entre os dias 03 a 06 de dezembro.

Sobre os autores

Maurício Muniz é editor, roteirista, tradutor e jornalista especializado em Cultura Pop. Já editou e traduziu revistas como Sandman, Sin City, Preacher e Juiz Dredd. Foi o primeiro a trazer ao Brasil títulos premiados como A Liga Extraordinária, O Corvo, Fracasso de Público, Mundo Fantasma, Tom Strong, Astro City, Filósofos em Ação e Planetary. É editor da revista Mundo Nerd e do site O Pastel Nerd.

Joel Lobo já teve uma editora, um estúdio de design gráfico e até uma oficina de serigrafia, mas sua principal ocupação é a de ilustrador. Seu trabalho pode ser visto em capas e páginas de livros e revistas das principais editoras do país. Joel e seu amigo Fabio Corazza organizam o sketchJAMS, evento no qual um grupo de desenhistas atua em shows de música na noite paulistana.

SUPER nº1 ganhará versão impressa

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SUPER nº1  está ganhando uma versão impressa. A história tem roteiro de Douglas MCT, arte de Fabiano Ferreira, e é uma das várias produções impressas do Lamen, portal de webmangás nacionais que estreou em julho deste ano.

De 23 a 30 de novembro, o mangá está em pré-venda promocional, de 20 por apenas R$ 14,00, com frete grátis para todo o Brasil. E extras como um marcador e um card autografado, exclusivo dessa promoção. As revistas serão enviadas após a CCXP, ou poderão ser retiradas no próprio evento. A compra antecipada pode ser feita aqui.

SUPER nº1 foi criado e editado pelo selo Lamen e tem capa colorida cartonada, brochura, 14 x 19,2 cm, com 68 páginas em PB, recheado de extras!

Sinopse:
O garoto Edrik Everton sempre sonhou em se tornar um super-herói. Depois de passar por uma grande reviravolta na vida, ele faz de tudo para ingressar na Excelsior, uma escola onde ele poderá estudar e treinar para se tornar um SUPER, fazendo muitos amigos e inimigos pelo caminho.

Serviço:
Lançamento em São Paulo: 3 a 6 de dezembro, na CCXP 2015, mesa 31 do artist´s alley (São Paulo Expo Exhibition & Convention Center) e também no estande do Social Comics no dia 05/12, das 10h30 às 11h30.

“Quarta-Feira de Cinzas” faz homenagem aos carnavais de antigamente

Capa Quarta-Feira de Cinzas

Do Press-Release

Houve um tempo, não muito distante, em que Carnaval era sinônimo de bailes de salão, embalados por orquestra de metais, marchinhas e lança-perfume. É da saudade desse tempo que nasceu a HQ Quarta-Feira de Cinzas (56 páginas, R$ 30,00), escrita pelo casal Marcelo Saravá e Marjory Abuleac, com desenhos de André Leal e cores de Omar Viñole.

Para representar os carnavais do passado, os autores escolheram como protagonista o Arlequim, que precisa restaurar seu coração partido antes de a quarta-feira de Cinzas chegar. Na busca por sua amada Colombina e na disputa com o eterno rival Pierrô, o Arlequim descobre que se tornou uma figura anacrônica, deslocada. O símbolo vivo de uma época que não volta mais.

A homenagem fica completa por meio dos diálogos, todos criados a partir das letras de marchinhas e sambas carnavalescos. Para os saudosistas ou apenas curiosos, a HQ traz um apêndice com a relação das obras de onde os diálogos e situações foram retirados, bem como textos sobre a origem do Carnaval e de seus personagens icônicos.

Quarta-Feira de Cinzas será lançada na CCXP 2015 (Comic Con Experience), megaevento de cultura pop que acontece na capital paulista de 3 a 6 de dezembro, e no dia 9 de dezembro na Blooks do Shopping Frei Caneca, também em São Paulo.

Marcelo Saravá: Autor de Aos Cuidados de Rafaela (Ed. Zarabatana), obra selecionada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, e indicada ao Troféu HQ Mix 2015 nas categorias Edição Especial Nacional, Roteirista Nacional e Novo Talento Desenhista. Saravá publicou de forma independente as HQs 1000 Palavras e Revistinha. Quarta-Feira de Cinzas é a primeira parceria com a esposa, Marjory Abuleac.

Marjory Abuleac: Atriz e autora de duas peças de teatro ainda não publicadas, escritas em parceria com o marido Marcelo Saravá. Quarta-Feira de Cinzas é seu primeiro roteiro para histórias em quadrinhos.

André Leal: Publicou em fanzines, livros e revistas de diversas editoras. Trabalha atualmente como desenhista freelancer.

Quarta-Feira de Cinzas – Páginas: 56 – Formato: 17 x 25 cm

Preço: R$ 30,00 

Lançamentos: De 3 a 6 de dezembro, na CCXP 2015 (São Paulo Expo Exhibition & Convention Center) e dia 9 de dezembro, das 19h às 22h, na Blooks Livraria do Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – 3º Piso – Consolação – São Paulo). Mais informações: www.marcelosarava.com.br.

Nesta semana tem Livros em Pauta, em São Paulo

Logo

Antes restrito ao encontro de escritores, editores, críticos e profissonais do livro e ao debate de temas inerentes ao mercado editorial, o Livros em Pauta, que realiza sua 6ª edição no dia 28 de novembro, em São Paulo, ampliou o escopo da programação.

Para evidenciar a mudança, o evento passou a se chamar Congresso de literatura, quadrinhos, RPG e outras mídias nerds, e incluiu na grade temas relacionados à chamada “cultura nerd” – é o caso, por exemplo, de uma palestra sobre roteiro de quadrinhos com o roteirista e ator Felipe Folgosi, que acaba de lançar o álbum Aurora.

Televisão via internet, jornalismo de entretenimento, representatividade, cultura nerd e educação, técnicas de animação e quadrinhos históricos são outros assuntos abordados no evento (veja programação completa abaixo).

A literatura e o mercado editorial mantêm sua importância no Livros em Pauta por meio de palestras sobre direitos autorais, vitrinismo, marketing digital, preparação de originais e uma análise do fenômeno comercial dos livros de colorir. O grupo Traçando Livros promove o Clube do Livro que, nesta edição, terá como tema o clássico de ficção científica Admirável Mundo, de Aldous Huxley.

Todas as atividades são gratuitas e não requerem inscrição prévia; porém, estão restritas à lotação das salas (40 vagas). Os participantes recebem certificado ao final de cada atividade. Haverá também venda de livros novos e usados com descontos, diretamente dos autores ou lojas credenciadas.

PROGRAMAÇÃO

11h às 12h30

Leitura 100% – Como ler, extraindo o máximo de aproveitamento, com Alfer Medeiros

Direitos Autorais: princípios e conceitos básicos que todo escritor deve conhecer, com Lúcia Helena Bettini

Motivos que fazem o escritor abandonar seu livro, com Ricardo Ragazzo

Como roteirizar quadrinhos — Estudo de caso da HQ “Aurora” por seu roteirista, com Felipe Folgosi

13h às 14h30

Encontro de escritores das coletâneas da Andross Editora com seus respectivos organizadores, com Edson Rossatto, Paola Giometti, Leandro Schulai, Alex Mir e Alfer Medeiros

Clube do livro: bate-papo sobre o livro “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, com grupo Traçando Livros

TV Online – Qual o futuro da televisão com o advento de webtvs e outros canais de streamming?, com Margrid Blanco, Paulo Gustavo Pereira e Eduardo Marchiori

Vitrines e Prateleiras: quais são os critérios utilizados pelos livreiros para expor um livro?, com Roberto Xavier

Profissão: jornalista de entretenimento, com Surya Bueno

15h às 16h30

Universo nerd e educação – Como utilizar cinema, HQS, RPG e outras mídias em sala de aula, com Alan Uemura

Elas e as artes – A representatividade da mulher nos livros, quadrinhos e cinema, com Germana Viana, José Carlos Júnior, Gabi Franco e Luciano Marzocca

Fenômenos editoriais: como acontecem? Estudo de caso de livros de colorir, com Paulo Tadeu, Stela Araújo e Leandro Schulai

Quadrinhos históricos: bastidores de produção — Estudo de caso da HQ “Verne e Mauá” por seus criadores, com Will e Spacca

Das 17h às 18h30

Marketing digital – Como utilizar as redes sociais na divulgação de livros e HQs, com Daniel Bitencourt Martins

Preparação de Originais: o ajuste profissional no texto do autor, com Sandra Garcia Cortés

Técnica e humanismo na animação: estudo de caso do Studio Ghibli e Hayao Miyazaki, com Vinícius Pires

Para conhecer o currículo dos palestrantes, visite http://www.livrosempauta.com.br/programacao

SERVIÇO:

Livros em Pauta – Congresso de literatura, quadrinhos, RPG e outras mídias nerds

Data: 28 de novembro

Horário: das 10h às 20h

Local: FAPCOM – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Rua Major Maragliano, 191 – Vila Mariana – São Paulo – próximo à estação Ana Rosa do Metrô). Mais informações: www.livrosempauta.com.br.

ENTRADA GRATUITA

Crítica: “Jessica Jones” (com spoilers)

A esta altura, quem aderiu ao espírito de “maratona” já terminou de assistir aos 13 episódios da primeira temporada de Jessica Jones, que estreou na Netflix na última sexta-feira (20).

Antes desse dia, deixamos aqui nossa impressão dos 7 primeiros episódios com informações que não estragavam a surpresa. O texto que segue agora contém spoilers; então, se você ainda não assistiu a toda a série, é melhor voltar em outra hora.

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Jessica Jones alarga a via aberta por Demolidor: é ainda mais adulta, realista e violenta.

Na essência, a série trata do Poder. Não no sentido de força ou superpoder. As habilidades sobre-humanas de Jessica são um mero acessório na trama – o que não deixa de ser uma opção interessante da showrunner Melissa Rosenbenrg em se tratando, em tese, de um programa de super-heróis.

Poder, aqui, é no sentido de Controle, de quem está no comando, quem dá as cartas. Isso se manifesta na constante troca de papéis entre dominador e dominado que alimenta o jogo de gato-e-rato de Jessica (Krysten Ritter) e seu adversário Kilgrave (David Tennant).

É explorado também nos abusos cometidos pela mãe da então celebridade mirim Trish Walker e até mesmo nas cenas de sexo entre Jessica e Luke Cage (Mike Colter) e Trish (Rachel Taylor) e Will Simpson (Wil Traval).

A questão do Poder é tão relevante que, na reta final, a prioridade de Kilgrave é aumentar suas capacidades mentais não para dominar o mundo, como faria qualquer vilão clichê, mas para recuperar o controle perdido sobre Jessica.

O impacto do embate final está no empate: naquele momento, nem Jessica nem Kilgrave nem o espectador sabem quem está realmente no comando.

Mais ação

A série dá uma guinada a partir dos primeiros 7 episódios liberados para a imprensa pela Netflix. Se na primeira metade da temporada o confronto é predominantemente cerebral, a segunda ganha mais cenas de ação – como nas lutas de Jessica com Simpson (que finalmente se revela o psicopata Bazuca dos quadrinhos) e o descontrolado Luke Cage. Até mesmo contra Kilgrave o confronto se torna presencial, tátil.

É aí que Jessica Jones perde um pouco de sua força. Não que seja culpa do roteiro ou da atuação de Tennant, muito pelo contrário. O fato é que Kilgrave era um vilão mais assustador enquanto sujeito oculto, que manipulava nas sombras e conduzia Jessica por um labirinto de sangue.

Os melhores momentos da segunda metade da temporada se dão quando o vilão é apresentado em toda sua magnitude. Assim como no Wilson Fisk de Demolidor, o roteiro acerta ao fazer de Kilgrave um vilão multidimensional.

Nos flashbacks do abuso que sofreu na infância, nos momentos em que transpira sinceridade e até quando se mostra capaz de um ato heroico, é impossível não torcer pela felicidade do casal.

Num momento de fragilidade, ele dá a entender que seu poder é ao mesmo tempo um dom e uma maldição: “Eu preciso tomar cuidado o tempo todo com o que eu falo. Uma vez mandei um cara se ferrar. Adivinhe o que aconteceu?”.

Final convencional

O maior senão de Jessica Jones é o final convencional. Numa série com tantas qualidades que a destacam dentro do gênero, o desfecho “herói derrota o vilão” deixa a desejar. Matar Kilgrave é não só óbvio demais, mas também desperdício de um personagem que teria muito a render na mitologia que Marvel e Netflix estão construindo.

Jessica, por sua vez, está mais viva que nunca. Há uma semana, era uma personagem conhecida apenas pelos leitores de quadrinhos – nem todos, diga-se. Treze episódios depois, conquistou seu espaço na galeria de heróis urbanos da Marvel e no coração dos fãs.

Vai deixar saudade. Quem sabe ela retribua a gentileza e faça uma participação especial na série de Luke Cage, prevista para abril. Do contrário, só voltaremos a vê-la em Defensores, ainda sem data de estreia.

Papo de Quadrinho viu: “Jessica Jones”

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Os 13 episódios da mais recente parceria entre Marvel e Netflix chegam amanhã (20), de uma só vez, a todos os países em que o serviço está disponível – o Brasil, inclusive. Haja maratona no feriadão!

Papo de Quadrinho assistiu aos 7 primeiros episódios e conta o que achou, sem spoilers, mantendo o respeito aos leitores desse site.

Quem acompanhou a série em quadrinhos Alias, de Brian Bendis e Michael Gaydos, conhece a história: Jessica Jones, ex-super-heroína, usa suas habilidades especiais (superforça, capacidade de dar grandes saltos) para levar a vida como detetive particular.

Nos quadrinhos, apenas no último arco da série regular, publicado nas edições 24 a 28, é revelado que ela sofre de estresse pós-traumático em razão das coisas hediondas que foi forçada a fazer nos oito meses em que esteve sob controle mental do vilão Kilgrave, o Homem-Púrpura.

É este o ponto de partida da série de TV.

Na comparação com a produção anterior da Marvel-Netflix, Demolidor, Jessica Jones carrega ainda mais nas tintas da violência, sexo e drogas.

Como bem definiu Mike Colter, que interpreta Luke Cage: “A série é orientada para um público adulto, é diferente do Universo Cinematográfico da Marvel que você vê na tela grande”.

E este é outro ponto em que Jessica Jones se afasta levemente de Demolidor: Há, sim, cenas de ação, luta e efeitos de superpoderes, mas em menor quantidade (pelo menos até os 7 primeiros episódios). O embate entre Jessica (Krysten Ritter) e Kilgrave (David Tennant, de Doctor Who) é mais calcado num jogo de gato-e-rato, numa paranoia de quem vigia quem.

Krysten – que vem ao Brasil nos próximos dias como convidada especial da Comic Con Experience – honra sua contraparte nos quadrinhos e encontra o tom certo entre desleixo e sensualidade, força e fragilidade, indiferença e compaixão.

Ambivalência é um adjetivo que pode ser atribuído também, em maior escala, a David Tennant – outro que acaba de ser confirmado na CCXP. O ator britânico tem a habilidade de se transmutar entre sedutor, insensível, engraçado e assustador dentro de uma mesma cena.

Colter é a personificação do Luke Cage que conhecemos dos quadrinhos. Aqui como lá, ele e Jessica mantêm um tórrido e conturbado relacionamento, porém marcado pela sombra de um segredo devastador. É uma ótima introdução para um personagem que vai ganhar sua própria série na Netflix nos próximos meses.

Completam o elenco principal: Trish Walker (Rachel Taylor), melhor amiga de Jessica; Jeryn Hogarth (Carrie-Anne Moss, da trilogia Matrix), uma advogada inescrupulosa; Malcolm (Eka Darville), vizinho drogado de Jessica; e Will Simpson (Wil Traval), policial que ajuda na caçada a Kilgrave (e que pode se tornar o descontrolado soldado Bazuca, da HQ A Queda de Murdock).

Mais detalhes sobre Jessica Jones você encontra na edição 73 da revista Mundo dos Super-Heróis, que chega ás bancas nos próximos dias.

Três gerações se encontram em “Os Quadrinistas”

OsQuadrinistasCapa

No livro, o jornalista e designer Télio Navega traça o perfil dos mais importantes nomes do quadrinho nacional da atualidade.

Entre os artistas retratados, estão José Aguiar, Danilo Beyruth, Vitor & Lu Cafaggi, Renato Canini, Marcelo & Magno Costa, Cynthia B., Marcelo D’Salete, André Diniz, Gustavo Duarte, Luiz Gê, Eloar Guazzelli, Adão Iturrusgarai, Laerte, Marcelo Lelis, Marcatti, Mário César, Mauricio de Sousa, Fábio Moon & Gabriel Bá, Lourenço Mutarelli, Marcello Quintanilha, Rafael Coutinho, Shiko, Allan Sieber, André Toral e Fabio Zimbres.

Englobando três gerações de autores, desde Renato Canini (o único falecido da lista) e Mauricio de Sousa até os jovens irmãos Vitor e Lu Cafaggi, os nomes perfilados comprovam a evolução do mercado brasileiro de quadrinhos.

Os Quadrinistas é uma publicação da Zarabatana Books e custa R$ 40. O lançamento oficial aconteceu no recém-encerrado Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ). O próximo está marcado para segunda-feira (23), a partir das 19h, na Blooks Livraria do Rio de Janeiro, na Praia do Botafogo, 316.

Em São Paulo, Telio Navega estará com uma mesa no Artists’ Alley da Comic Con Experience, de 3 a 6 de dezembro.

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