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Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Nesta semana tem Livros em Pauta, em São Paulo

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Antes restrito ao encontro de escritores, editores, críticos e profissonais do livro e ao debate de temas inerentes ao mercado editorial, o Livros em Pauta, que realiza sua 6ª edição no dia 28 de novembro, em São Paulo, ampliou o escopo da programação.

Para evidenciar a mudança, o evento passou a se chamar Congresso de literatura, quadrinhos, RPG e outras mídias nerds, e incluiu na grade temas relacionados à chamada “cultura nerd” – é o caso, por exemplo, de uma palestra sobre roteiro de quadrinhos com o roteirista e ator Felipe Folgosi, que acaba de lançar o álbum Aurora.

Televisão via internet, jornalismo de entretenimento, representatividade, cultura nerd e educação, técnicas de animação e quadrinhos históricos são outros assuntos abordados no evento (veja programação completa abaixo).

A literatura e o mercado editorial mantêm sua importância no Livros em Pauta por meio de palestras sobre direitos autorais, vitrinismo, marketing digital, preparação de originais e uma análise do fenômeno comercial dos livros de colorir. O grupo Traçando Livros promove o Clube do Livro que, nesta edição, terá como tema o clássico de ficção científica Admirável Mundo, de Aldous Huxley.

Todas as atividades são gratuitas e não requerem inscrição prévia; porém, estão restritas à lotação das salas (40 vagas). Os participantes recebem certificado ao final de cada atividade. Haverá também venda de livros novos e usados com descontos, diretamente dos autores ou lojas credenciadas.

PROGRAMAÇÃO

11h às 12h30

Leitura 100% – Como ler, extraindo o máximo de aproveitamento, com Alfer Medeiros

Direitos Autorais: princípios e conceitos básicos que todo escritor deve conhecer, com Lúcia Helena Bettini

Motivos que fazem o escritor abandonar seu livro, com Ricardo Ragazzo

Como roteirizar quadrinhos — Estudo de caso da HQ “Aurora” por seu roteirista, com Felipe Folgosi

13h às 14h30

Encontro de escritores das coletâneas da Andross Editora com seus respectivos organizadores, com Edson Rossatto, Paola Giometti, Leandro Schulai, Alex Mir e Alfer Medeiros

Clube do livro: bate-papo sobre o livro “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, com grupo Traçando Livros

TV Online – Qual o futuro da televisão com o advento de webtvs e outros canais de streamming?, com Margrid Blanco, Paulo Gustavo Pereira e Eduardo Marchiori

Vitrines e Prateleiras: quais são os critérios utilizados pelos livreiros para expor um livro?, com Roberto Xavier

Profissão: jornalista de entretenimento, com Surya Bueno

15h às 16h30

Universo nerd e educação – Como utilizar cinema, HQS, RPG e outras mídias em sala de aula, com Alan Uemura

Elas e as artes – A representatividade da mulher nos livros, quadrinhos e cinema, com Germana Viana, José Carlos Júnior, Gabi Franco e Luciano Marzocca

Fenômenos editoriais: como acontecem? Estudo de caso de livros de colorir, com Paulo Tadeu, Stela Araújo e Leandro Schulai

Quadrinhos históricos: bastidores de produção — Estudo de caso da HQ “Verne e Mauá” por seus criadores, com Will e Spacca

Das 17h às 18h30

Marketing digital – Como utilizar as redes sociais na divulgação de livros e HQs, com Daniel Bitencourt Martins

Preparação de Originais: o ajuste profissional no texto do autor, com Sandra Garcia Cortés

Técnica e humanismo na animação: estudo de caso do Studio Ghibli e Hayao Miyazaki, com Vinícius Pires

Para conhecer o currículo dos palestrantes, visite http://www.livrosempauta.com.br/programacao

SERVIÇO:

Livros em Pauta – Congresso de literatura, quadrinhos, RPG e outras mídias nerds

Data: 28 de novembro

Horário: das 10h às 20h

Local: FAPCOM – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Rua Major Maragliano, 191 – Vila Mariana – São Paulo – próximo à estação Ana Rosa do Metrô). Mais informações: www.livrosempauta.com.br.

ENTRADA GRATUITA

Crítica: “Jessica Jones” (com spoilers)

A esta altura, quem aderiu ao espírito de “maratona” já terminou de assistir aos 13 episódios da primeira temporada de Jessica Jones, que estreou na Netflix na última sexta-feira (20).

Antes desse dia, deixamos aqui nossa impressão dos 7 primeiros episódios com informações que não estragavam a surpresa. O texto que segue agora contém spoilers; então, se você ainda não assistiu a toda a série, é melhor voltar em outra hora.

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Jessica Jones alarga a via aberta por Demolidor: é ainda mais adulta, realista e violenta.

Na essência, a série trata do Poder. Não no sentido de força ou superpoder. As habilidades sobre-humanas de Jessica são um mero acessório na trama – o que não deixa de ser uma opção interessante da showrunner Melissa Rosenbenrg em se tratando, em tese, de um programa de super-heróis.

Poder, aqui, é no sentido de Controle, de quem está no comando, quem dá as cartas. Isso se manifesta na constante troca de papéis entre dominador e dominado que alimenta o jogo de gato-e-rato de Jessica (Krysten Ritter) e seu adversário Kilgrave (David Tennant).

É explorado também nos abusos cometidos pela mãe da então celebridade mirim Trish Walker e até mesmo nas cenas de sexo entre Jessica e Luke Cage (Mike Colter) e Trish (Rachel Taylor) e Will Simpson (Wil Traval).

A questão do Poder é tão relevante que, na reta final, a prioridade de Kilgrave é aumentar suas capacidades mentais não para dominar o mundo, como faria qualquer vilão clichê, mas para recuperar o controle perdido sobre Jessica.

O impacto do embate final está no empate: naquele momento, nem Jessica nem Kilgrave nem o espectador sabem quem está realmente no comando.

Mais ação

A série dá uma guinada a partir dos primeiros 7 episódios liberados para a imprensa pela Netflix. Se na primeira metade da temporada o confronto é predominantemente cerebral, a segunda ganha mais cenas de ação – como nas lutas de Jessica com Simpson (que finalmente se revela o psicopata Bazuca dos quadrinhos) e o descontrolado Luke Cage. Até mesmo contra Kilgrave o confronto se torna presencial, tátil.

É aí que Jessica Jones perde um pouco de sua força. Não que seja culpa do roteiro ou da atuação de Tennant, muito pelo contrário. O fato é que Kilgrave era um vilão mais assustador enquanto sujeito oculto, que manipulava nas sombras e conduzia Jessica por um labirinto de sangue.

Os melhores momentos da segunda metade da temporada se dão quando o vilão é apresentado em toda sua magnitude. Assim como no Wilson Fisk de Demolidor, o roteiro acerta ao fazer de Kilgrave um vilão multidimensional.

Nos flashbacks do abuso que sofreu na infância, nos momentos em que transpira sinceridade e até quando se mostra capaz de um ato heroico, é impossível não torcer pela felicidade do casal.

Num momento de fragilidade, ele dá a entender que seu poder é ao mesmo tempo um dom e uma maldição: “Eu preciso tomar cuidado o tempo todo com o que eu falo. Uma vez mandei um cara se ferrar. Adivinhe o que aconteceu?”.

Final convencional

O maior senão de Jessica Jones é o final convencional. Numa série com tantas qualidades que a destacam dentro do gênero, o desfecho “herói derrota o vilão” deixa a desejar. Matar Kilgrave é não só óbvio demais, mas também desperdício de um personagem que teria muito a render na mitologia que Marvel e Netflix estão construindo.

Jessica, por sua vez, está mais viva que nunca. Há uma semana, era uma personagem conhecida apenas pelos leitores de quadrinhos – nem todos, diga-se. Treze episódios depois, conquistou seu espaço na galeria de heróis urbanos da Marvel e no coração dos fãs.

Vai deixar saudade. Quem sabe ela retribua a gentileza e faça uma participação especial na série de Luke Cage, prevista para abril. Do contrário, só voltaremos a vê-la em Defensores, ainda sem data de estreia.

Papo de Quadrinho viu: “Jessica Jones”

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Os 13 episódios da mais recente parceria entre Marvel e Netflix chegam amanhã (20), de uma só vez, a todos os países em que o serviço está disponível – o Brasil, inclusive. Haja maratona no feriadão!

Papo de Quadrinho assistiu aos 7 primeiros episódios e conta o que achou, sem spoilers, mantendo o respeito aos leitores desse site.

Quem acompanhou a série em quadrinhos Alias, de Brian Bendis e Michael Gaydos, conhece a história: Jessica Jones, ex-super-heroína, usa suas habilidades especiais (superforça, capacidade de dar grandes saltos) para levar a vida como detetive particular.

Nos quadrinhos, apenas no último arco da série regular, publicado nas edições 24 a 28, é revelado que ela sofre de estresse pós-traumático em razão das coisas hediondas que foi forçada a fazer nos oito meses em que esteve sob controle mental do vilão Kilgrave, o Homem-Púrpura.

É este o ponto de partida da série de TV.

Na comparação com a produção anterior da Marvel-Netflix, Demolidor, Jessica Jones carrega ainda mais nas tintas da violência, sexo e drogas.

Como bem definiu Mike Colter, que interpreta Luke Cage: “A série é orientada para um público adulto, é diferente do Universo Cinematográfico da Marvel que você vê na tela grande”.

E este é outro ponto em que Jessica Jones se afasta levemente de Demolidor: Há, sim, cenas de ação, luta e efeitos de superpoderes, mas em menor quantidade (pelo menos até os 7 primeiros episódios). O embate entre Jessica (Krysten Ritter) e Kilgrave (David Tennant, de Doctor Who) é mais calcado num jogo de gato-e-rato, numa paranoia de quem vigia quem.

Krysten – que vem ao Brasil nos próximos dias como convidada especial da Comic Con Experience – honra sua contraparte nos quadrinhos e encontra o tom certo entre desleixo e sensualidade, força e fragilidade, indiferença e compaixão.

Ambivalência é um adjetivo que pode ser atribuído também, em maior escala, a David Tennant – outro que acaba de ser confirmado na CCXP. O ator britânico tem a habilidade de se transmutar entre sedutor, insensível, engraçado e assustador dentro de uma mesma cena.

Colter é a personificação do Luke Cage que conhecemos dos quadrinhos. Aqui como lá, ele e Jessica mantêm um tórrido e conturbado relacionamento, porém marcado pela sombra de um segredo devastador. É uma ótima introdução para um personagem que vai ganhar sua própria série na Netflix nos próximos meses.

Completam o elenco principal: Trish Walker (Rachel Taylor), melhor amiga de Jessica; Jeryn Hogarth (Carrie-Anne Moss, da trilogia Matrix), uma advogada inescrupulosa; Malcolm (Eka Darville), vizinho drogado de Jessica; e Will Simpson (Wil Traval), policial que ajuda na caçada a Kilgrave (e que pode se tornar o descontrolado soldado Bazuca, da HQ A Queda de Murdock).

Mais detalhes sobre Jessica Jones você encontra na edição 73 da revista Mundo dos Super-Heróis, que chega ás bancas nos próximos dias.

Três gerações se encontram em “Os Quadrinistas”

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No livro, o jornalista e designer Télio Navega traça o perfil dos mais importantes nomes do quadrinho nacional da atualidade.

Entre os artistas retratados, estão José Aguiar, Danilo Beyruth, Vitor & Lu Cafaggi, Renato Canini, Marcelo & Magno Costa, Cynthia B., Marcelo D’Salete, André Diniz, Gustavo Duarte, Luiz Gê, Eloar Guazzelli, Adão Iturrusgarai, Laerte, Marcelo Lelis, Marcatti, Mário César, Mauricio de Sousa, Fábio Moon & Gabriel Bá, Lourenço Mutarelli, Marcello Quintanilha, Rafael Coutinho, Shiko, Allan Sieber, André Toral e Fabio Zimbres.

Englobando três gerações de autores, desde Renato Canini (o único falecido da lista) e Mauricio de Sousa até os jovens irmãos Vitor e Lu Cafaggi, os nomes perfilados comprovam a evolução do mercado brasileiro de quadrinhos.

Os Quadrinistas é uma publicação da Zarabatana Books e custa R$ 40. O lançamento oficial aconteceu no recém-encerrado Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ). O próximo está marcado para segunda-feira (23), a partir das 19h, na Blooks Livraria do Rio de Janeiro, na Praia do Botafogo, 316.

Em São Paulo, Telio Navega estará com uma mesa no Artists’ Alley da Comic Con Experience, de 3 a 6 de dezembro.

Biografia de George Lucas finalmente chega ao Brasil

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Outro dia  comentamos aqui no Papo de Quadrinho sobre a proliferação de produtos relacionados à franquia Star Wars à medida que a estreia de Episódio 7 – O Despertar da Força se aproxima.

Um lançamento há muito esperado é a biografia escrita por Dale Pollock, George Lucas – Skywalking a vida e a obra do criador de Star Wars, que a Editora Évora finalmente traz ao Brasil por meio do selo Generale.

Mais que conhecer a trajetória profissional de um dos mais criativos e bem-sucedidos profissionais da sétima arte, o livro é uma oportunidade para os fãs terem acesso a novos detalhes da saga espacial: a dificuldade em levantar dinheiro para a produção, a gênese dos personagens, a seleção do elenco.

George Lucas teve três edições nos Estados Unidos desde que foi lançado pela primeira vez, em 1999. A edição brasileira da Évora foi revisada e atualizada pelo jornalista Hamilton Rosa Júnior, responsável também pelo posfácio sobre a nova série de filmes.

O livro tem 438 páginas, formato 16 x 23 cm, capa cartonada e preço de R$ 49,90. Em lojas virtuais como Saraiva e Amazon é possível encontrar com desconto.

“A Arte Do Cinema: Star Wars” reúne imagens e depoimentos inéditos

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Do Press-Release

Desde que Episódio IV – Uma Nova Esperança chegou às telas em 1977, Star Wars nunca mais saiu de moda. Nos quase 40 anos que separam os dias de hoje daquele lançamento, outros filmes e uma enorme quantidade de livros, quadrinhos, animações, videogames e produtos licenciados deram continuidade ou expandiram a saga espacial criada por George Lucas.

Com a estreia de Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força, em dezembro, mais lançamentos são anunciados a cada dia. Um deles é A Arte do Cinema: Star Wars (The Art of Film – Volume 1: Star Wars), que a Editora Europa traz ao Brasil com exclusividade.

O livro reúne as ilustrações de artistas de diferentes gerações que trabalharam com algum produto relacionado à franquia ou simplesmente colocaram seu talento a serviço do amor de fã. Entre eles estão desde os lendários Ralph McQuarrie e Greg Hildebrandt – criadores, respectivamente, da arte conceitual e do cartaz oficial do filme de 1977 – até Terry Dodson, desenhista de uma das atuais séries em quadrinhos de Star Wars.

O primeiro capítulo revela detalhes da exposição Identities, que já passou por vários países. A mostra reúne narrativas originais de George Lucas, mais de 200 adereços de roupas e cenas, e imagens em que artistas buscaram representar os principais personagens da saga por meio da junção de elementos que os representam.

A Arte do Cinema: Star Wars é mais que uma sequência de imagens. Cada capítulo é enriquecido por entrevistas com os autores, que contam sua relação pessoal e profissional com a saga em declarações muitas vezes desconhecidas até mesmo dos fãs.

McQuarrie, por exemplo, lembra que o icônico visual de Boba Fett foi criado por acaso, enquanto ele rascunhava em seu bloco de anotações durante uma reunião sobre O Império Contra-Ataca, segundo filme da trilogia original. “Quando terminamos, George Lucas olhou para ele e disse que poderia usá-lo como um caçador de recompensas”. Houve ocasiões em que Lucas utilizou pinturas de pré-produção feitas pelo artista para explicar no set como gostaria que as cenas fossem filmadas.

Greg Hildebrandt, que produziu o pôster original junto com o irmão gêmeo Tim em apenas quatro dias, tendo apenas algumas fotos como referência, relata algumas curiosidades: Lucas queria uma imagem que parecesse saída dos quadrinhos, então eles retrataram os personagens com proporções heroicas que os atores não tinham; e não puderam usar Mark Hammil (Luke Skywalker) e Carrie Fisher (Princesa Leia) como referência, porque se tratava de “atores desconhecidos”.

Mais de 30 anos depois, Greg foi contratado pela Marvel (Tim faleceu em 2006) para pintar três ilustrações que vão servir de capa para os encadernados das histórias em quadrinhos originais que a editora está relançando em formato de luxo.

O livro apresenta outras curiosidades, como o trabalho do artista Grant Gould, que criou milhares de cards de Star Wars; Iain McCaig, principal artista conceitual da trilogia moderna e criador do visual de Darth Maul; Randy Martinez, que coloca os personagens em situações bem-humoradas; o estilo art nouveau de Karen Hallion e o cartunesco de Bobby Pontillas; os cenários construídos com bonecos articulados de Stephen Hayford; e Chris Trevas, que com seu traço realista imaginou cenas omitidas dos filmes, como o assassinato dos tios de Luke Skywalker.

Em muitos casos, os artistas detalham as técnicas empregadas no trabalho, o que faz de A Arte do Cinema: Star Wars uma obra obrigatória não só para fãs e estudiosos, mas também para outros artistas que podem se inspirar em profissionais com anos de mercado.

A Arte do Cinema: Star Wars é uma publicação especial da conceituada revista inglesa ImagineFX. No Brasil, foi produzido pela mesma equipe que faz a revista Mundo Nerd, também da Editora Europa: Manoel de Souza (editor de texto e arte), Maurício Muniz, Gustavo Vícola e Paulo Ferreira (tradução).

SERVIÇO: A Arte do Cinema: Star Wars (The Art of Film – Volume 1: Star Wars) – Editora Europa

180 páginas coloridas – Formato: 18 x 30 cm – Preço: R$ 59,90

À venda em livrarias de todo o País, lojas especializadas e no site www.europanet.com.br.

“Archimedes Bar” faz crônica da esquina do universo

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Do Press-Release

Há um bar na esquina do universo e seu dono se chama Archimedes. Apesar da dura fiscalização imposta pelos brainizianos, do difícil acesso e da clientela alienígena, lá acontecem coisas dignas de qualquer boteco, de qualquer esquina, de qualquer cidade brasileira: contendas entre os frequentadores, discussões acaloradas sobre futebol, quebradeira.

É neste cenário que se desenrola a HQ Archimedes Bar (Zapata Edições, 32 páginas, R$ 10), produzida por professores e um ex-aluno, Danilo Pereira, da escola de quadrinhos HQ em FOCO, de Daniel Esteves, editor da Zapata Edições.

São três crônicas curtas que não têm ambição maior que divertir e servir de exercício narrativo do cotidiano. Intercalando as histórias, imagens apresentam alguns “clientes ilustres” do bar do Archimedes.

Archimedes Bar” será lançada no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), que acontece em Belo Horizonte, Minas Gerais, de 11 a 15 de novembro. Durante o evento, a Zapata Edições lança duas outras HQs: Por mais um dia com Zapata (136 páginas, R$ 25), sobre a trajetória de luta do revolucionário mexicano, e 147 (24 páginas, R$ 10), uma sátira sobre o discurso de ódio que infesta as redes sociais e destrói amizades.

Sobre os autores

Daniel Esteves: Roteirista e professor de histórias em quadrinhos na escola HQ em FOCO, é membro do coletivo de quadrinhos PETISCO e responsável pelo selo independente da Zapata Edições. Editou e escreveu diversos quadrinhos, entre eles: KM Blues, São Paulo dos Mortos, Nanquim Descartável. Sua produção independente foi contemplada com quatro Troféus HQ Mix, principal premiação do segmento. Publicou também pela Editora Nemo e ganhou o troféu Angelo Agostini em 2009 e 2012 como melhor Roteirista Nacional.

Alex Rodrigues: Desenhista e designer, atua há nove anos como ilustrador atendendo diversas editoras e agências de publicidade. Ministrou aulas, palestras e oficinas de desenho e quadrinhos durante quatro anos na escola HQ em FOCO. Como quadrinista colaborou para edições da HQ em FOCO, como Nanquim Descartável, Pelota: Futebol e Quadrinhos, São Paulo dos Mortos volumes 01 e 02, entre outros.

Al Stefano: Desde 1991, vem atuando em diversos ramos das artes gráficas: animação, criação de material promocional, design de produtos, ilustração para livros didáticos, paradidáticos e literários, criação de storyboards, personagens e embalagens para publicidade, e professor de ilustração. Trabalhou para diversas editoras e ilustrou textos de autores como Ruth Rocha, Wagner Costa, Walcyr Carrasco e outros. Nos quadrinhos participou da coletânea Metal Pesado, de séries como Nanquim Descartável e São Paulo dos Mortos, da coletânea Mônica(s) e de cards para a Marvel Comics.

Samuel Bono: Atua como ilustrador em agências de publicidade. Professor de desenho e quadrinhos na HQ em FOCO, criou as tiras do Bucha, um super-herói do bairro paulistano de Itaquera. Participou da revista Areia Hostil, das tiras do Homem Grilo, da revista Cometa e da série Nanquim Descartável. Mais recentemente publicou no álbum São Paulo dos Mortos e na revista Pelota.

Danilo Pereira: Formado em técnico de Desenho de Comunicação e Design Gráfico. Ex-aluno dos autores citados anteriormente, esta é a sua primeira incursão nos quadrinhos.

Archimedes Bar

Autores: Daniel Esteves, Alex Rodrigues, Al Stefano, Samuel Bono e Danilo Pereira. Capa: Wanderson de Souza

Editora: Zapata Edições – Páginas: 32 – Formato: 16 x 25 cm – Preço: R$ 10,00

Lançamento: Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), de 11 a 15 de novembro (Serraria Souza Pinto, Belo Horizonte – Minas Gerais).

Lançamento em São Paulo: 3 a 6 de dezembro, na CCXP 2015 (São Paulo Expo Exhibition & Convention Center)

Mais informações: www.zapataedicoes.com.br

Lançamentos da Stout Club no FIQ 2015

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Resultado de um projeto experimental idealizado pelo quadrinhista Rafael Albuquerque, o designer Rafael Scavone e a fotógrafa Deb Dorneles em julho do ano passado, a jovem editora Stout Club reservou dois lançamentos para o Festival Internacional de Quadrinhos, que começou hoje e vai até domingo, em Belo Horizonte.

Um deles é Open Bar, de Eduardo Medeiros (104 páginas, R$ 35), que acompanha o desafio de Barba e Leo, dois amigos inseparáveis, para fazer dar certo o bar herdado do pai de Barba. A história começou a ser publicada em 2014 no site da Stout Club e ganhou mais páginas e um desfecho antes de virar livro. O prefácio é assinado por Gabriel Bá (Daytripper).

O outro lançamento é Far South (72 páginas, R$ 38), de Rodolfo Santullo (roteiro) e Leandro Fernandez (arte). Toda ambientada num cenário que remonta aos tradicionais filmes de velho oeste, a trama fala de uma terra que poderia ser a Argentina, o Uruguai ou até mesmo o Brasil, onde personagens ganham vida até encontrarem a pessoa errada ou cruzarem o caminho dos poderosos locais. O prefácio é de Eduardo Risso (100 Balas).

Se você não vai ao FIQ, as HQs podem ser adquiridas no site da Stout Club.

Começa hoje (11), o FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos

fiq2015

Até domingo (15), Belo Horizonte se transforma na capital nacional de quadrinhos. De periodicidade bienal, o festival é hoje uma das principais plataformas para a produção nacional independente.

O espaço reservado a estes artistas vai contar com 123 mesas – eram 34 na edição anterior, em 2013. Somados aos convidados, o evento deve reunir cerca de 500 profissionais da nona arte, entre estreantes, veteranos e estrelas de renome internacional.

Na lista de convidados estão nomes como Marguerite Abouet (Costa do Marfim), Jeff Smith (EUA), Gail Simone (EUA), Cameron Stewart (Canadá), Amy Chu (EUA), Howard Chaykin (EUA) e os brasileiros Mauricio de Sousa, Vitor e Lu Caffagi, Laura Athayde, Duke, Lelis, Marcelo D’Salete, Shiko, Fernanda Nia e Bianca Pinheiro, entre muitos, muitos outros.

O homenageado desta edição é Antonio Cedraz, criador da Turma do Xaxado, que faleceu no ano passado.

A ampla programação inclui encontros, exposições, oficinas e um grande número de lançamentos. Confira:

EXPOSIÇÕES

Alves: Cerrado em quadrinhos

Um passeio pelas veredas, matas de galeria, campos e chapadas, do cerrado mineiro através das tiras e desenhos do quadrinista Evandro Alves. O público também pode conferir um painel, que será pintado, ao vivo, durante o evento, pelo artista.

Cedraz: mestre dos quadrinhos

Com curadoria de Lucas Pimenta, a mostra reúne as interpretações de dezenas de quadrinistas dos personagens criados pelo baiano.

Heróica

A imagem e vestuário de super-heroínas e vilãs clássicas dos quadrinhos, Mística, Feiticeira Escarlate, Psylocke, Elektra e Hera Venenosa, reinterpretadas por cinco quadrinistas brasileiras: Estúdio Seasons, Mariana Cagnin, Priscilla Tramontano, Pri Wi e Laura Athayde

A ciência dos super-heróis

Reúne alguns conceitos científicos atuais e tentar pensar alguns famosos heróis dos quadrinhos à luz da ciência e tecnologia plausível.

OUTRAS ATIVIDADES

Auditório Mateus Gandara: Ponto de encontro para bate-papos, debates e atividades interativas, com várias sessões ao longo de cada dia. No espaço também acontece a  abertura oficial do evento e o esperado encontro de Mauricio de Sousa com os fãs.

Gibiteca: Parte do acervo da Gibiteca Antônio Gobbo, da Biblioteca Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, estará disponível para leitura do público. São centenas de títulos dos mais variados gêneros

Oficinas: São dezenas de oficinas tanto básicas, voltadas para o público em geral, como as específicas, direcionadas aos profissionais de quadrinhos. As oficinas masters são ministradas por convidados do evento.

A programação completa está disponível no link: www.fiqbh.com.br/programacao

SERVIÇO

9º Festival Internacional de Quadrinhos

De 11 a 15 de novembro

Das 9h às 22h

Serraria Souza Pinto – Belo Horizonte / MG

Entrada gratuita

“147” satiriza discurso de ódio das redes sociais

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Do Press-Release

Num tempo de discursos polarizados e pouca tolerância com a opinião alheia, um ótimo remédio é o bom humor. É isso que fazem Daniel Esteves (roteiro) e Hugo Nanni (arte) na HQ “147” (Zapata Edições, 24 páginas, R$ 10).

O título é uma referência ao saudoso veículo Fiat modelo 147 em que dois amigos viajam para o que deveria ser um fim de semana de descanso na praia. Papo vai, papo vem, surge o tema da violência urbana e as divergências sobre como lidar com o problema logo ficam evidentes. Era uma vez uma amizade…

Os autores satirizam os clichês e a cultura de ódio que infestou especialmente as redes sociais e impedem o debate civilizado sobre questões sociais complexas. “147” será lançada no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), que acontece em Belo Horizonte, Minas Gerais, de 11 a 15 de novembro.

Durante o evento, a Zapata Edições, de Daniel Esteves, lança duas outras HQs: Por mais um dia com Zapata (136 páginas, R$ 25), sobre a trajetória de luta do revolucionário mexicano, e Archimedes Bar (32 páginas, R$ 10), coletânea de crônicas dos confins do universo produzidas por diferentes autores.

Sobre os autores

Daniel Esteves: Roteirista e professor de histórias em quadrinhos na escola HQ em FOCO, é membro do coletivo de quadrinhos PETISCO e responsável pelo selo independente da Zapata Edições. Editou e escreveu diversos quadrinhos, entre eles: KM Blues, São Paulo dos Mortos, Nanquim Descartável. Sua produção independente foi contemplada com quatro Troféus HQ Mix, principal premiação do segmento. Publicou também pela Editora Nemo e ganhou o troféu Angelo Agostini em 2009 e 2012 como melhor Roteirista Nacional.

Hugo Nanni: Publica quadrinhos desde 2007, ano em que estreou numa revista com o personagem Toninho do Diabo. Participou de vários coletivos, como o Quarto Mundo e o Jund Comics, publicando em diversas revistas e criando a série Clube da Voadora. Publica tiras e outras histórias em seu site (www.hugonanni.com), além de ministrar aula de Artes em escolas públicas.

SERVIÇO:

147 – Autores: Daniel Esteves e Hugo Nanni

Páginas: 24 – Formato: 15 x 22 cm – Preço: R$ 10,00 – Zapata Edições

Lançamento: Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), de 11 a 15 de novembro (Serraria Souza Pinto, Belo Horizonte – Minas Gerais).

Lançamento em São Paulo: 3 a 6 de dezembro, na CCXP 2015 (São Paulo Expo Exhibition & Convention Center)

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