Revista O Grito!

“Guardiões da Galáxia” faz R$ 11,8 milhões na estreia brasileira

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O filme começou a ser exibido no País na quinta-feira, 31 de julho. Segundo a Disney, foram 850 mil espectadores. Apesar de ficar em primeiro lugar no fim de semana, está longe de ser uma boa estreia nos cinemas brasileiros.

Leia nossa crítica do filme aqui.

Na comparação com outras aberturas de 2014, Guardiões da Galáxia fica na 11º posição, atrás de (nessa ordem): Homem-Aranha 2: A Ameaça de Elektro, Noé, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, Rio 2, Planeta dos Macacos: O Confronto, Capitão América 2: O Soldado Invernal, Como Treinar seu Dragão 2, 300: A Ascensão do Império, Malévola e A Culpa é das Estrelas.

Bem diferente dos Estados Unidos: no mesmo final de semana, o filme faturou US$ 94 milhões e já é a terceira melhor estreia do ano.

Por outro lado, Guardiões da Galáxia teve melhor desempenho de estreia que Godizilla, Robocop e Transformers 4: A Era da Extinção.

Bilheteria EUA: “Guardiões da Galáxia” é a terceira maior estreia do ano

G2

Saiu há pouco a estimativa das bilheterias norte-americanas para o fim de semana de 1 a 3 de agosto. Guardiões da Galáxia faturou US$ 94 milhões e é a terceira maior abertura do ano, atrás apenas de Transformers 4: A Era da Extinção (US$ 100 milhões) e Capitão América 2: O Soldado Invernal (US$ 95 milhões).

Leia nossa crítica do filme aqui.

Com isso, o filme da pouco conhecida superequipe ficou à frente de franquias consagradas que ganharam sequências em 2014, como Godzilla (US$ 93,2 milhões), O Espetacular Homem-Aranha 2 (US$ 91,6 milhões) e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (US$ 90,8 milhões).

A estimativa é que Guardiões da Galáxia rendeu mais US$ 66,4 milhões na soma dos outros países que fizeram a estreia neste fim de semana. No total, o filme já estaria praticamente pago em apenas três dias (o investimento divulgado na produção é de US$ 170 milhões).

Crítica: Guardiões da Galáxia: O mundo pertence a quem se atreve

G1

Em respeito aos leitores do blog, este texto não contém spoilers

E não é que a Marvel conseguiu? Pegou uma equipe de super-heróis desconhecida até mesmo de boa parte dos leitores de quadrinhos; escalou um elenco em que os atores mais estrelados, Vin Diesel e Bradley Cooper, apenas emprestam a voz a dois personagens criados por computação gráfica; entregou roteiro e direção nas mãos de um diretor oriundo do cinema independente, James Gunn.

Chamar Guardiões da Galáxia, que estreou no dia 31 de julho no Brasil, de “aposta” é eufemismo. O termo correto é “risco”.

É claro que a Disney colocou sua máquina de propaganda para trabalhar. E a Marvel fez sua parte, voltando a lançar HQs da superequipe depois de pelo menos quatro anos.

Mas nem tanto dinheiro poderia comprar os elogios da crítica e dos exigentes fãs de quadrinhos. Nas redes sociais, é unânime a opinião favorável de quem já assistiu. No agregador de resenhas Rotten Tomatoes, o filme tem 92% de críticas profissionais positivas e 96% de aprovação da audiência.

Papo de Quadrinho faz coro à esmagadora maioria: Guardiões da Galáxia é inteligente, empolgante, divertido, (melo)dramático, cheio de referências. Um filmaço!

A trama

Peter Quill (Chris Pratt) é abduzido da Terra ainda garoto, logo após a morte de sua mãe, e se torna o ladrão espacial Senhor das Estrelas, menos notório do que ele imagina. Sem saber, acaba roubando um artefato desejado pelo ser mais poderoso do universo, Thanos (Josh Brolin).

Com uma mina de ouro na mochila e a cabeça a prêmio, começa mal seu relacionamento com a assassina Gamora (Zoe Saldana) e dois caçadores de recompensa: o guaxinim falante Rocky Raccoon (Cooper) e seu guarda-costas vegetal Groot (Diesel).

A confusão que aprontam em Xandar, planeta patrulhado pela Tropa Nova, leva todos para a cadeia, onde conhecem o irascível Drax, o Destruidor (Dave Bautista). Este inusitado grupo une-se para escapar da prisão levando consigo o artefato roubado. Mais tarde, eles descobrem o poder descomunal do objeto e compreendem por que Thanos, o rebelde kree Ronan (Lee Pace) e sua parceira Nebula (Karen Gillan) o desejam tanto.

Filme-homenagem

A história versa sobre a amizade, e como ela pode florescer nas situações mais improváveis. O fio que os une inicialmente – os propósitos egoístas – é substituído pelo que Senhor das Estrelas, Gamora, Drax, Rocky e Groot têm em comum: a dor da perda e uma sensação de não pertencerem a lugar nenhum.

O elenco afinadíssimo concorre para que essa premissa do roteiro funcione, e o destaque vai para o carisma de Bautista, ex-campeão de MMA e praticamente um estreante no cinema.

Guardiões da Galáxia é um filme-referência, ou melhor: um filme-homenagem. Aos 44 anos (a propósito, completados na próxima terça-feira, 5 de agosto), James Gunn espalhou pelo filme tudo aquilo que faz parte sua bagagem de cultura pop.

Há referências óbvias a Star Wars, em especial nas batalhas espaciais; a Os Suspeitos, na forma como os personagens principais são apresentados à audiência; a Indiana Jones, na “caça ao tesouro” e na cena em que Drax enfrenta Nebula; e também a De Volta para o Futuro e Footloose – uma piada recorrente da trama.

Mas é na trilha sonora que o diretor arrasa. A pretexto de mostrar a ligação de Peter Quill com a Terra, seu walkman (isso mesmo, aquele toca-fitas portátil) enche o filme com as músicas que sua mãe gravava para ele, todos hits dos anos 1970: de Marvin Gaye a Jackson 5.

Universo espacial

Guardiões da Galáxia é o último filme da chamada Fase 2, da Marvel, que vai culminar no segundo filme dos Vingadores no ano que vem. Como parte do coeso universo que o estúdio vem construindo no cinema, o filme dá sua contribuição de forma modesta.

Thanos, visto na cena pós-crédito de Os Vingadores em 2012, recebe mais atenção. O Titã Louco e seu papel no intrincado jogo de poder ficam cada vez mais eveidentes.

Mas a ligação com a mitologia cinematográfica da Marvel até então para por aí. Guardiões serve para inaugurar uma nova era, a era espacial. Comprova que o Universo Marvel, também nos cinemas, se expande além Terra, e que os asgardianos não são a única raça intergaláctica.

No entanto, o filme de Gunn é descompromissado, fechado em si mesmo. Não depende dos outros para existir e nem cria ganchos para as aventuras dos heróis de “primeira linha”. Como e quando estes mundos distintos irão colidir é o grande trunfo da Marvel para os próximos anos.

Senhor das emoções

Se Peter Quill é o Senhor das Estrelas, James Gunn é o Senhor das Emoções. Um diretor que arranca uma lágrima nos primeiros dois minutos de filme e um sorriso largo no terceiro merece toda a atenção.

Na primeira meia hora, Gunn já tem o coração do espectador nas mãos, e o coloca numa gangorra que vai do nó na garganta à gargalhada, tendo no meio a emoção da aventura.

Tudo o que era “risco” virou “acerto”: a equipe desconhecida, o elenco desconhecido, o diretor desconhecido. Como disse Chaplin, o mundo pertence a quem se atreve. Da última vez que a Marvel arriscou-se tanto, saiu o primeiro filme do Homem de Ferro (2008). O resultado daquela ousadia é mais do que conhecido.

8Inverso seleciona originais de quadrinhos e livros

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Tem um projeto de quadrinhos na gaveta? Confia no seu taco? Então esta pode ser sua oportunidade de publicar por uma editora que vem primando pela qualidade dos lançamentos.

A gaúcha 8Inverso (O Boxeador, Bourbon Street, Baby’s Black) está selecionando originais até o dia 31 de dezembro. A oportunidade está aberta para autores de quadrinhos e também de ensaios de humanidades, romances juvenis ou adultos e livros infantis, que precisam ter “ênfase histórica, biográfica ou social”. Os textos devem ser submetidos na íntegra, acompanhados de um parágrafo de sinopse e currículo do autor.

No caso dos quadrinhos, só valem graphic novels (história em edição única, não seriada). O autor precisa encaminhar o roteiro completo e algumas páginas desenhadas, além do currículo. Quem tiver portfólio com trabalhos anteriores publicados, mesmo que em blogs pessoais, deve enviar também, pois isso será levando em conta na seleção.

O endereço eletrônico para remessa do material é exclusivamente escritalegal@8inverso.com.br, em formato PDF.

Miniaturas “especiais” da Marvel e DC começam a chegar ao Brasil

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Conforme adiantado com exclusividade pelo jornalista e colecionador Eder Pegoraro na revista Mundo dos Super-Heróis 57 (nas bancas), a Eaglemoss está satisfeita com as vendas das coleções de figurines no país.

O próximo passo da editora britânica é lançar as chamadas figuras “especiais”, ou seja, aquelas que não fazem parte da coleção encontrada nas bancas: maiores (ou duplas), mais caras e vendidas exclusivamente na sua loja virtual.

Entre as novidades anunciadas estão, pela Marvel, Destroyer, Apocalipse, Mojo, Fanático, Arcanjo, Executor, Rino, Homem-Coisa, Ka-Zar, Manto e Adaga, Galactus e Sentinela – estas últimas com incríveis 20 cm de altura, o dobro de um figurine regular – e, pela DC, Apocalypse (anteriormente fornecido como brinde para assinantes), Darkseid, Antimonitor (também com 20 cm), Batman (com moto) e uma figura dourada do Superman.

A Eaglemoss já havia lançado por aqui duas figuras “especiais”: Hulk e Vigia. Das novidades anunciadas, algumas já se encontram à venda: Apocalypse, Destroyer e Sentinela. Cada uma custa aproximadamente R$ 60 (50% a mais que as regulares).

Veja as primeiras imagens da graphic novel “Bidu – Caminhos”

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Seguindo a tradição, o jornalista e coordenador Editorial da Mauricio de Sousa Produções, Sidney Gusman, divulgou na tarde desta quarta-feira (23) um preview da próxima Graphic MSP, Bidu – Caminhos (veja galeria abaixo — clique para ampliar).

A HQ foi produzida por Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho, do projeto Quadrinhos Rasos. O texto da quarta capa é do ilustrador e quadrinhista Lelis.

Bidu – Caminhos é o quinto volume da série em que autores nacionais criam histórias autorais a partir de personagens do universo de Mauricio de Sousa. Antes dele vieram Astronauta – Magnetar (Danilo Beyruth e Cris Peter), Turma da Mônica – Laços (Vitor e Lu Cafaggi), Chico Bento – Pavor Espaciar (Gustavo Duarte) e Piteco – Ingá (Shiko).

Em novembro passado, durante o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), Gusman anunciou as próximas graphic novels: Papa Capim (Marcela Godoy e Renato Guedes), Turma da Mata (Greg Tocchini, Davi Calil e Artur Fujita), Penadinho (Paulo Crumbim e Cristina Eiko), Astronauta 2 (Danilo Beyruth e Cris Peter) e Turma da Mônica 2 (Vitor e Lu Cafaggi) – além, claro, de Bidu.

Para esta nova HQ, foram mantidos os mesmos preços das anteriores: R$ 19,90 a versão com capa cartonada e R$ 29,90 com capa dura. Bidu – Caminhos chega às lojas e livrarias em agosto. O lançamento é da Panini.

Novos Transformers chegam às lojas

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Na esteira da estreia de Transformers: A Era da Extinção no último dia 17, a gigante mundial Hasbro colocou no mercado a nova linha de brinquedos relacionados ao filme.

O diferencial é que a transformação ficou mais rápida e fácil. Assim, além de possibilitar o manuseio por crianças mais novas, os brinquedos repetem a experiência das telas de cinema. Agora, os robôs podem ser convertidos em veículos e também em dinossauros.

A linha completa é formada por 13 itens, com preços que variam de R$ 69,99 (Transformers 4 One-Step Changers) a R$ 499,99 (Transformers 4 Grimlock Stomp and Chomp, uma figura gigante acompanhada de espada, que pode ser transformada em dinossauro com mandíbula móvel e olhos que acendem).

Aniversário

Não é só o novo filme que chama a atenção para os brinquedos da Hasbro. Em 2014, os Transformers completam 30 anos. As comemorações oficiais tiveram início em abril durante a Feira Brasileira de Brinquedos (Abrin) e com uma exposição no Shopping Anália Franco, em São Paulo.

Para este mês de julho, a fabricante preparou novas exposições – com réplicas de 3 metros de altura e movimentos reais dos personagens Bumblebee e Optimus Prime – nos eventos Youpix e Anime Friends, e em shoppings da capital. No mês que vem, as réplicas seguem a programação em parques da cidade.

Divulgação

A S2Publicom, agência que atende a Hasbro no Brasil, caprichou na divulgação. O kit enviado a jornalistas é composto de uma maleta com textura que imita metal; no interior, uma máscara da linha de brinquedos acompanha o texto com as informações.

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Patrocinada pelo ProAC, “Ronda Noturna” tem lançamento nesta semana

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A HQ reúne três histórias de terror, costuradas por um vigia noturno que as narra para um garoto durante um passeio pelo bairro. De acordo com os autores, trata-se de uma homenagem aos antigos quadrinhos do gênero, e também aos filmes B.

Ronda Noturna é uma sequência do trabalho desenvolvido pelos autores do selo independente O Contínuo no início dos anos 2000. Foram publicadas sete edições da publicação antes do cancelamento.

O oitava número foi convertido no projeto apresentando ao ProAC – programa de fomento à produção de quadrinhos do Governo de SP – e aprovado em 2012.

Ronda Noturna tem 128 páginas coloridas em preto e vermelho, formato 17 x 26 cm e preço de R$ 40. O roteiro é de Carlos Lemos, Dalts e Pedro Felício, e a arte de Alcimar Frazão, Dalts, F3D e Olavo Lima.

A distribuição ficou a cargo da editora Zarabatana Books, com evento de lançamento marcado para esta sexta-feira (25), às 18h30, na loja Geek do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073, São Paulo).

Super-herói brasileiro Solar ganha nova origem

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O personagem foi criado em 1994 pelo historiador e quadrinhista mineiro Wellington Srbek, que atualmente responde pela coordenação editorial da Nemo, divisão de quadrinhos do Grupo Autêntica. Teve publicação própria e estrelou a revista Caliban, todas independentes.

Quando completou dez anos, ganhou a primeira reformulação. Agora, no 20º aniversário, tem sua origem recontada e atualizada.

Solar: História de Origem mostra como o jovem Gabriel Nascimento adquiriu poderes xamanísticos ao tocar a pintura rupestre do Deus-Sol durante um passei com a mãe, a namorada e o melhor amigo.

Solar é considerado um herói atípico: não tem identidade secreta nem veste colante e capa coloridos. Suas aventuras são ambientadas na capital mineira, Belo Horizonte.

Como as antecessoras, História de Origem também está sendo lançada de forma independente pelo selo Mais Quadrinhos. O roteiro é de Srbek e a arte, de Abel Vasconcellos.

O coquetel de lançamento e sessão de autógrafos acontecem no próximo sábado (26), na Leitura Savassi (Av. Cristóvão Colombo, 167 — Belo Horizonte).

Solar: História de Origem tem 56 páginas coloridas, formato 19 x 28 cm e preço de R$ 19,90. Já está disponível para venda no site da Monkix.

“Morphine”, de Mario Cau, sai em setembro

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Depois da premiada adaptação de Dom Casmurro pela Devir e de Terapia, pela Novo Século (projeto financiado pelo Catarse), Mario Cau volta a publicar de forma independente.

Morphine, seu mais recente trabalho, tem lançamento previsto para o evento de quadrinhos Gibicon, de Curitiba, em setembro.

Pela sinopse, o autor mantém-se fiel ao estilo que o consagrou: as relações humanas. E levando em conta as páginas divulgadas (veja galeria abaixo), Cau continua explorando formas inovadoras de narrativa, a exemplo de Terapia.

A HQ explora os conflitos do início da fase adulta dos amigos Lennon, Bruno, Alex, Diana e Lara, tendo como pano de fundo a inauguração da casa noturna que dá título à obra.

Com roteiro e arte de Cau, Morphine tem 112 páginas, capa colorida e miolo em preto e branco. O preço não foi divulgado.

Para os mais afoitos (este editor entre eles), a HQ entra em pré-venda nesta segunda-feira (21), no site do autor, com preço especial e direito a brindes.