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Capacetes Star Wars chegam às bancas de SP e RJ

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Quem passou pelo estande da Planeta DeAgostini na CCXP 2015 pôde ver de perto a coleção que a editora vinha anunciando: Star Wars Capacetes de Coleção. Agora, os fascículos começam a chegar às bancas das capitais e regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. Para quem é de fora dessas localidades, a alternativa, no momento, é fazer a assinatura pelo site.

Como o nome diz, a coleção é composta de miniaturas de capacetes e máscaras dos personagens da saga espacial. Cada uma das 60 miniaturas previstas é feita em material ABS, na escala 1:5 (cerca de 6,5 cm de altura) e acabamento de primeira.

As miniaturas vêm dispostas numa base com o nome do personagem e embaladas numa caixa de acrílico. O primeiro número, Darth Vader, chega com preço promocional de R$ 14,99. O segundo, Boba Fett, também tem preço convidativo: R$ 29,99. A partir do terceiro, Stormtrooper, o valor passa a R$ 49,99.

Os demais personagens já anunciados no fôlder promocional da coleção são: Piloto Clone, Scout Trooper, Luke Skywalker (o capacete que ele usa para pilotar sua X-Wing), Guarda Imperial, Comandante Cody, Oficial da Estrela da Morte, C-3PO, Piloto de AT-AT e General Grievous. De acordo como folheto, a coleção vai incluir miniaturas relacionadas ao Episódio VII – O Despertar da Força.

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Os fascículos trazem a descrição detalhada dos capacetes

Normalmente descartáveis, os fascículos que acompanham esta coleção são bem interessantes. Tem os manjados textos sobre momentos importantes da saga e perfil dos personagens, mas traz um adicional curioso: a descrição detalhada do referido capacete, com todas suas partes e funções.

Por exemplo: você sabia que as lentes do elmo de Darth Vader são, na verdade, holoplacas de aço transparente que não só filtram a luz, mas também detectam raios infravermelhos e ultravioletas?

Pois é, com tanta coleção bacana nas bancas, Star Wars Capacetes é mais uma tentação ao bolso dos fãs. Os amantes da saga que têm uma folguinha no orçamento encontrarão dificuldade para resistir a essa aqui.

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Numa cortesia da Assessoria de Imprensa da Planeta DeAgostini, nós já garantimos nosso Darth Vader :)

 

2016: O que vem por aí, por Nestablo Ramos

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O artista gentilmente adiantou para o Papo de Quadrinho o lançamento de duas de suas obras (e as páginas acima), atualmente em produção com editoras diferentes. A previsão de lançamento é no final do ano, mas ainda sem confirmação. Confira as sinopses:

PET: Resgate no Ártico (LER Editora): Os Protetores estão preocupados com o degelo no Ártico e ao lado de suas Relações Públicas e bióloga, Regina Araujo, eles monitoram espécies em perigo de extinção. Mas alguma coisa está acontecendo na região mais fria da Terra, algo tão sinistro que nem os PET estarão preparados para combater.

Zoo 3: Involução (HQM Editora): Naiana finalmente revela sua verdadeira face e leva suas diferenças com Sabu ao limite. A quilômetros de distância, Sims desvenda o mistério por trás de Zoo; mas ele está preparado para lidar com a verdade? Voltar a Zoo pode não ser uma opção. A trilogia finalmente chega a seu final nessa emocionante aventura. Descubra o que é Zoo e prepara-se!

2016: O que vem por aí pela Quadrinhos na Cia

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Dos muitos lançamentos do selo de quadrinhos da Companhia das Letras para este ano, a editora adiantou dois para a prévia do Papo de Quadrinho. Em ambos os casos, trata-se de coletâneas de tiras.

O primeiro é Sopa de Salsicha – O Filme, que compila as tiras autobiográficas iniciadas por Eduardo Medeiros em 2007. O material da Quadrinhos na Cia será inédito, com quase 200 páginas. A previsão de lançamento é no final de março.

O outro, ainda sem previsão de lançamento, é Manual do Minotauro, de Laerte Coutinho.

Deadpool chega ao Brasil em livro antes da estreia do filme

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A Novo Século continua publicando por aqui a série de livros com personagens da Marvel. Sinal de que os fãs de super-heróis estão aceitando bem este formato, e isso é ótimo.

O mais recente título anunciado pela editora é Deadpool: Dog Park, que aproveita todo o barulho em torno da estreia do Mercenário Tagarela nos cinemas. Por aqui, o filme chega no dia 11 de fevereiro, um dia antes de nos Estados Unidos.

Segundo a sinopse, nessa trama inédita Deadpool precisa salvar a humanidade de filhotes de cachorro que se transformam em terríveis monstros. Pelo que consta, o autor Stefan Petrucha (das HQs Arquivo-X e Beowulf) transportou para o romance todas as características do anti-herói que conquistaram os fãs de quadrinhos: humor ácido, referências à cultura pop e quebra da quarta parede.

Deadpool: Dog Park tem 228 páginas, formato 16 x 23 cm, capa cartonada e preço de R$ 39,90.

Os livros da Marvel lançados pela Novo Século até o momento são: Guerra Civil, Homem-Aranha: Entre Trovões, X-Men: Espelho Negro, Homem de Ferro: Vírus, Vingadores: Todos Querem Dominar o Mundo, Homem-Formiga: Inimigo Natural; Guardiões da Galáxia: Rocket Raccoon & Groot e Guerras Secretas.

Planos para este ano e o próximo incluem romances protagonizados por Wolverine, Capitão América e Novos Vingadores.

2016: Os Independentes – O que vem por aí, por Marco Oliveira

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Depois do ótimo Aos Cuidados de Rafaela, em parceria com Marcelo Saravá, o desenhista Marco Oliveira anuncia para este ano sua nova graphic novel, Finório.

O projeto foi selecionado pelo ProAC Quadrinhos 2015 (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de SP) e, desta vez, Marco vai assumir sozinho roteiro e desenho. Será seu primeiro trabalho solo numa narrativa de mais fôlego – as publicações anteriores consistem nas coletâneas de tiras Overdose Homeopática e Mute.

De acordo com o autor, Finório acompanha a vida de César, um sujeito tímido e retraído, e sua convivência com a constante violência cotidiana. Do bullying na adolescência ao crime na idade adulta, César vai sendo moldado por cada acontecimento. As circunstâncias o obrigam a reagir com cada vez mais violência, punindo seus desafetos da única forma que sua natureza permite: escondido.

O lançamento está previsto para outubro e, até o momento, Marco não fechou com nenhuma editora. A página acima foi cedida com exclusividade pelo autor para o Papo de Quadrinho.

2016: O que vem por aí pela Rocco

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A editora tem um catálogo incrível de livros, e vez por outra se aventura no campo das histórias em quadrinhos. Quando isso acontece, a aposta costuma ser certeira, como é o caso de Coraline, de Neil Gaiman, e, mais recentemente, Entrevista com o Vampiro: A História de Claudia.

Para 2016, a Rocco tem pelo menos um título em quadrinhos programado: a aclamada graphic novel de Max Brooks (roteiro) e Canaan White (arte), The Harlem Hellfighters.

A HQ conta a história verídica do primeiro regimento da infantaria formado por afro-americanos que lutou na 1ª Guerra Mundial. Embora tenham acumulado numerosas vitórias no campo de batalha e retornado aos Estados Unidos como heróis, os membros desta unidade precisaram enfrentar outras guerras, desta vez dentro de seu próprio país, contra a discriminação.

The Harlem Hellfighters acompanha a trajetória destes bravos desde as filas de alistamento no bairro nova-iorquino do Harlem até o treinamento nos campos da Carolina do Sul e as trincheiras na França.

No formato original, a obra, lançada em 2014 pela Broadway Books, tem 272 páginas, capa colorida e miolo em preto e branco.

Papo de Quadrinho viu: “The X-Files” (primeiro episódio)

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Fenômeno nos anos 1990, The X-Files voltou para uma décima temporada de seis episódios pela Fox americana no último domingo (24). O segundo irá ao ar hoje (25).

No Brasil, ao final de uma maratona de 22 episódios das nove temporadas anteriores – especialmente selecionados pelo criador da série, Chris Carter – a Fox Brasil exibe o primeiro episódio à meia-noite de hoje.

O que se viu, ao menos nessa estreia, é, infelizmente, mais do mesmo. Os produtores flertam com a nostalgia dos fãs de primeira hora ao manter a abertura original e detalhes como o gerador de caracteres que indica os locais onde se dão os acontecimentos.

O problema é que todo o resto continua igual.

A trama começa com um popular e sensacionalista apresentador de TV, Ted O’Malley (Joel McHale), tentando convencer os agentes do FBI aposentados Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) de que ele realmente conhece a verdade por trás das aparições e abduções alienígenas.

A chave de seus argumentos é a jovem Sveta (Annet Mahendru), que teria sido abduzida dezenas de vezes, ficou grávida em todas elas e teve seus fetos roubados.

Agora, responda: você que, assim como nós, acompanhou as primeiras temporadas em meados dos anos 1990 pela Record e, mais tarde, pela Fox:

Quantas vezes não vimos Mulder acreditar numa espetacular teoria da conspiração e encarar o ceticismo de Sculluy?

Quantas vezes não vimos Scully ser vencida pelas evidências e abraçar as crenças de Mulder?

Quantas vezes não vimos Mulder desconfiar de que tudo em que acreditou foi uma farsa? De que ele foi manipulado a acreditar nos extraterrestres quando a verdade estava aqui mesmo, entre homens poderosos do nosso planeta?

Quantas vezes não vimos Mulder confrontar a idoneidade do diretor-assistente Skinner (Mitch Pileggi)?

E os próprios Arquivos-X, quantas vezes não foram ameaçados de serem fechados e reabertos, para arrepio de homens poderosos como o Canceroso (William B.Davis)?

Pois é esse mesmo cardápio com sabor de requentado que a nova temporada de The X-Files apresenta no primeiro episódio da nova temporada.

Pode ser apenas uma introdução, um resgate para relembrar aos fãs veteranos, e apresentar aos novatos, a dinâmica do programa. E que, nos cinco episódios restantes, The X-Files traga elementos novos e dignos da criatividade de Chris Carter. É nosso desejo e nossa esperança.

Só assim para a série retornar à grade da Fox e enfrentar a concorrência dos atuais seriados de ficção e suspense que, ironicamente, devem sua existência de forma direta ou indireta a The X-Files.

O fato é que, além do saudosismo, a série precisa entregar mais para sua base de fãs fiéis, que têm hoje um nível muito maior de exigência.

Ao mesmo tempo, precisa introduzir elementos para se conectar à nova geração de espectadores. Se conseguir isso, The X-Files voltará a ter, se não a mesma audiência do passado, pelo menos a mesma relevância.

Aguardem, pois voltaremos aqui ao final da temporada para ratificar ou não essa impressão inicial.

2016: O que vem por aí pela AVEC Editora

 

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Criada em 2014, a jovem editora de Artur Vecchi chama a atenção pela alta qualidade do catálogo, com atenção especial às HQs europeia. São elas os principais destaques entre os lançamentos deste ano, juntamente com títulos de autores nacionais. Confira:

January Jones: primeiro volume com as aventuras da personagem considerada sucessora de Tintin. January é uma aviadora que vive aventuras por todo o planeta no período entre as duas guerras do século XX.

A Guardiã: outro título franco-belga, conta em histórias curtas as aventuras da personagem na época vitoriana, quando luta contra forças sobrenaturais. Já tem dois álbuns lançados lá fora.

Alena: produção de terror sueca ao estilo do filme Carrie, a Estranha, em que amor, fantasmas e mortes se misturam dentro de um internato. A HQ virou filme que vem sendo exibido no circuito dos festivais.

As Aventuras de Ricardo Castillo: mais um lançamento em estilo “linha clara” europeia, traz as aventuras de Ricardo Castillo na Nova França, atual Canadá, no século XVIII.

Ember: a heroína chega diretamente das páginas de Storm, que já teve edições publicadas no Brasil. Trata-se de um prelúdio, situado antes de Ember conhecer Storm. O estilo das histórias lembra as da guerreira Sonja. A série estreou em 2014 na Europa e já tem dois álbuns lançados.

Contos do Cão Negro: versão impressa da série nacional online que vem sendo publicada no site Outros Quadrinhos, produzida por Cesar Alcázar e Fred Rubin. Conta as aventuras de um guerreiro na Irlanda do século V.

Le Chevalier e a Besta de Notre Dame: HQ nacional estrelada por Le Chevalier, que já uma aventura publicada em formato romance pela AVEC. O roteiro é de A.Z. Cordenonsi e arte, de Fred Rubin.

Alice in Badland: A HQ digital nacional chega ao terceiro volume. O plano da editora é partir para a versão impressa quando a série estiver concluída. O texto é de Alice Viana e Tamie Gadelha, e a arte, de Tamie Gadelha.

Clique nas miniaturas para ampliar 

2016: O que vem por aí pela Peirópolis

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Depois de um ano sem lançamentos (vamos combinar, 2015 não foi fácil pra ninguém!), a editora retoma a publicação de sua série Clássicos HQ que, como o nome diz, traduz para os quadrinhos aclamados clássicos da literatura brasileira e estrangeira. O legal é que todas as adaptações são feitas por roteiristas e desenhistas brasileiros.

A Peirópolis já abriu este ano com o anúncio de Macunaíma, clássico modernista de Mario de Andrade, traduzido para os quadrinhos por Angelo Abu e Dan X. O lançamento estava previsto inicialmente para março do ano passado.

Outros dois títulos finalmente devem ver a luz do dia, ambos de Goethe: O sofrimento do jovem Werther, por Daniel Gisé, e Fausto, por Rom Freire e Dinei. Ambos foram anunciados pela primeira vez em 2014.

A novidade na lista de lançamentos previstos pela Peirópolis para 2016 é Tio Vânia, de Tchekhov, levado aos quadrinhos pela arte característica de Caco Galhardo.

2016: Os Independentes – O que vem por aí, por Marcio Baraldi

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Não é quadrinho, mas é sobre quadrinho. Melhor ainda, trata-se de um resgate da trajetória dos grandes mestres do quadrinho brasileiro. Então, tá valendo!

Seguindo a boa recepção do documentário sobre Rodolfo Zalla, Ao Mestre com Carinho, de 2012, o cartunista Marcio Baraldi lança dois projetos em DVD em 2016.

A Era de Ouro do Quadrinho Brasileiro vai se concentrar no trabalho de editoras como Taika, Edrel, GEP, Jotaesse e outras, no período dos anos 1960 e 70.

Entre os entrevistados estão Zalla, Primmagio Mantovi, Rubens Cordeiro, Rubens Luchetti, Diamantino, Gonçalo Jr. Ota, Getúlio Delphim, Paulo Hamasaki, os irmãos Fukue e Fernando Ikoma.

O outro é Sobrou alguma coisa no tinteiro?, documentário sobre Eugenio Colonnese. Para este projeto, Baraldi ouviu nomes como Zalla, Alvaro de Moya, Gonçalo Jr., Franco de Rosa, amigos e familiares de Colonnese.

Um resgate histórico que vale a pena ser prestigiado.

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