Revista O Grito!

“Mundo Nerd” pode virar mensal até o final do ano

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Nesta quarta-feira (5), chega às bancas de todas as capitais brasileiras o segundo número da revista Mundo Nerd – em São Paulo e Rio de Janeiro, começou a ser distribuída no dia 28.

Produzida pela mesma equipe da Mundo dos Super-Heróis, que já ultrapassou as 50 edições, a nova publicação da Editora Europa vem atender à demanda de uma parcela crescente de leitores por uma revista especializada em cinema, TV, livros, quadrinhos, games e afins.

Segundo o editor Manoel de Souza, a partir deste segundo número a ideia é que a publicação se torne bimestral e, ainda em 2014, mensal.

Veja as principais matérias da Mundo Nerd 2:

Capa: Star Wars vs. Star Trek: a investigação do século. Argumentos e estatísticas definitivas para descobrir qual das franquias nerds é a melhor.

50 anos de Doctor Who

Detalhes e curiosidades da série de ficção científica exibida há mais tempo na TV e o que esperar da nova temporada.

O legado de Arquivo X: A série que se tornou referência para Breaking Bad, Supernatural, Buffy e muitas outras.

Inspirações de Tolkien: Os detalhes da vida do consagrado autor que influenciaram a trilogia O Senhor dos Anéis.

Game of Thrones: Fatos curiosos sobre a produção da série baseada nos livros de George R. R. Martin.

Tenha medo, muito medo: Alguns dos melhores quadrinhos de terror
da atualidade – muitos deles inéditos no Brasil.

Rastros de ódio: Um polêmico artigo sobre quem acusa The Bing Bang Theory de ridicularizar os verdadeiros nerds e criar uma legião de posers.

Yes, nós temos Comic–Con: Entrevista com Ivan Freitas, um dos responsáveis pela Comic-Con Experience.

Zumbis na mesa: Como funciona The Walking Dead – The Board Game, o jogo de tabuleiro.

DNA Nerd: Um teste avaliar os conhecimentos sobre cultura pop

Pop Up: As principais notícias da TV, cinema, literatura…

Para assistir, ler, jogar, comprar…: Seção de dicas sobre filmes, séries, HQs, ivros, games e apetrechos.

A revista custa R$ 11,90, tem 68 páginas e formato 20,5 x 27,5 cm.

Crítica: “Minutemen” é uma dos melhores HQs da série Antes de Watchmen

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Esta edição conclui a publicação Antes de Watchmen no Brasil. Pena que ficou para o final. Muitos leitores que abandonaram a coleção no meio do caminho podem não ter a oportunidade de chegar a um dos melhores volumes.

Pela mediocridade da série como um todo (com exceção do brilhante Doutor Manhattan), o trabalho de Darwyn Cooke se destaca. E não é só porque seu traço cartunesco encaixa-se perfeitamente em histórias de época (vide DC: A Nova Fronteira e The Spirit).

Antes de Watchmen: Minutemen é uma tentativa honesta e esforçada de criar a mitologia dos primeiros heróis mascarados do universo de Watchmen. A trama é narrada por Hollis Mason, o Coruja original, no que seria a primeira versão de seu livro “Sob o Capuz”.

O relato funciona como uma confissão dos pecados que Hollis acredita ter cometido. Expõe muito mais erros seus e de seus colegas do que é evidenciado em Watchmen.

A pressão dos amigos, a consciência de que pode prejudicar inocentes e a revelação de uma “verdade” por ele desconhecida faz com que mude de ideia e refaça seu livro, chegando à versão que ficou conhecida.

Cooke incorre no mesmo erro de seus colegas roteiristas: explica ou amplia fatos insinuados por Alan Moore e Dave Gibbons na obra original. Como dissemos lá atrás, na crítica de Antes de Watchmen: Coruja, explicar uma piada faz com que ela perca a graça.

A favor do autor conta seu esforço em criar um background completo e complexo dos Minutemen.

Conta, também, seu domínio da narrativa, com vários planos sequência, a repetição de elementos gráficos em diferentes quadrinhos – recurso bastante visto em Watchmen –, a narração simultânea de momentos distintos que convergem adiante, o uso de muitas técnicas de desenho para contar a história.

O problema é que, nessa tentativa, Cooke inventou situações que vão na contramão de Watchmen, como, por exemplo, a revelação do verdadeiro assassino do Justiça Encapuzada.

Antes de Watchmen: Minutemen também pode ser lido como uma metáfora da Era de Ouro dos quadrinhos. Por trás das páginas coloridas e heróis de colantes berrantes, havia toda uma indústria mentirosa e exploradora.

Por suas muitas qualidades e também pelos muitos defeitos dos anteriores, este último volume é um dos melhores da série – perde apenas para o já citado Doutor Manhattan, em que J.M. Straczynski pensou literalmente “fora da caixa”.

Leia as críticas anteriores:

Coruja

Espectral

Rorschach

Doutor Manhattan

Comediante

Ozymandias

Dollar Bill & Molloch

Primeira imagem do novo trabalho de Luciano Salles

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O autor do ótimo O Quarto Vivente (leia resenha aqui) e também da HQzine Luzcia, A Dona do Boteco, anuncia para novembro L’Amour 12 oz.

Diz a sinopse: “Ao abrir da contagem feita pelo juiz, os dez segundos são uma eternidade ensanguentada. Quando os olhares se encontram, as horas adquirem um comportamento volátil. É como um poderoso vírus mutante. De qualquer forma, o tempo castiga os eleitos que amam. É dessa maneira que L’Amour: 12 oz se conduz dentro das histórias de quatro personagens. O velho pugilista (M) nos orienta em tudo, do início ao fim”.

Luciano tem ilustrações publicadas nas coletâneas Ícones dos Quadrinhos e Mônica(s), e desenhou uma história escrita por Raphael Fernandes na independente Quatro Estações.

Quem quiser acompanhar o desenvolvimento de L’Amour 12 oz pode visitar o blog do autor.

Esquadrão Suicida em “Arrow”

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Atualmente em hiato nos Estados Unidos – os episódios inéditos voltam a ser exibidos na próxima semana (26) –, a série televisiva do Arqueiro Verde vem com novidades.

O site Comic Book Resources divulgou a estreia do Esquadrão Suicida no programa no episódio do dia 19 de março (Suicide Squad). A equipe de vilões será comandada por Amanda Waller (num visual semelhante ao da linha Novos 52 dos quadrinhos), Pistoleiro, Tigre de Bronze e Granada – todos já vistos em Arrow.

A surpresa fica por conta de Diggle, atual parceiro do Arqueiro, e Lyla Michaels, sua ex-esposa. A relação de Lyla com Amanda e a agência governamental A.R.GU.S. foi mostrada no episódio Keep Your Enemies Closer, da segunda temporada.

Segundo o produtor-executivo Andrew Kreisberg, Amanda recruta Diggle e Lyla para uma missão, e diz que ele vai precisar de um time: o Esquadrão Suicida.

Na TV, a equipe segue a mesma orientação dos quadrinhos: é formada por vilões condenados que aceitam trabalhar secretamente para o governo americano em troca de redução da pena.

No Brasil, a segunda temporada de Arrow não estreou e nem tem previsão.

O Jogo do Exterminador: Obra-prima da Ficção Científica

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O livro de Orson Scott Card foi publicado originalmente em 1985 e voltou a ganhar notoriedade com a recente adaptação para o cinema – uma produção milionária estrelada por Harrison Ford e Ben Kingsley.

O Jogo do Exterminador, relançado neste ano pela Devir, acompanha a formação de Ender Wiggin — uma criança superdotada entre tantas outras — no líder que a Humanidade espera para evitar a terceira invasão de uma raça alienígena apelidada de “abelhudos”.

Seus treinadores, em especial o Coronel Graff, vão não só aperfeiçoar seu talento nato para a estratégia e a guerra, mas também desenvolver seu potencial para a bondade, a morte, a autopreservação e a obsessão pela vitória. Para isso, Ender é isolado, humilhado, torturado, tem a vida colocada em risco.

Como uma boa ficção científica, o livro não se atém apenas aos aspectos tecnológicos – viagens espaciais, raças alienígenas, estações futuristas –, mas também ao aspecto humano, à psicologia do homem do futuro. Apesar da narração em terceira pessoa, o leitor está constantemente na cabeça de Ender e conhece suas motivações, dúvidas, raciocínio lógico.

O autor não se esqueceu geopolítica. Elaborou uma ordem mundial de nações unidas sob a Hegemonia após a primeira invasão. Manteve uma nação dentro de outra, chamada de Segundo Pacto de Varsóvia, liderada pelos russos – na época que o livro foi escrito ainda vigorava a Guerra Fria.

Como escritor e mestre em Língua Inglesa, Card dá grande importância à palavra. Muito antes do advento das redes sociais, demonstra como a escrita pode influenciar pessoas, garantir notoriedade, conquistar o poder e até criar uma nova religião.

Por todos estes atributos, O Jogo do Exterminador é uma obra-prima da ficção científica, premiada em vários países e um dos melhores livros do gênero que você lerá na vida.

Obscurantismo

No início do ano passado, Card e sua obra ganharam notoriedade, mas por vias tortas.

Contratado pela DC Comics para escrever o primeiro capítulo de uma série de quadrinhos digitais do Superman, passou a sofrer pressão do grupo de ativistas LGBT All-Out, que em petição online pedia o fim do seu contrato com a editora.

Card é diretor de um grupo que combate a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos.

Num primeiro momento, a DC saiu em sua defesa, dizendo em nota oficial que respeita a liberdade de expressão e que a opinião de seus contratados não reflete a da empresa.

Mas quando o artista Chris Sprouse abandonou o barco por “não se sentir confortável” com a repercussão, a DC aproveitou para engavetar o projeto.

Para ler a história completa, clique aqui

Por conta da intolerância com a opinião contrária, justamente de um grupo que prega a tolerância, perdemos todos.

Considerando a abordagem científica e humanista que Card imprime a sua ficção, era de se esperar que fizesse um excelente trabalho com o Superman.

Filme

A versão cinematográfica de O Jogo do Exterminador (Ender’s Game) se esforça para fazer uma adaptação honesta. Há vários cortes, saltos, atalhos e mudanças esperados nesse tipo de transição do livro para o cinema.

Apesar do esforço, o resultado é desanimador. Se por um lado é interessante ver a reprodução cheia de efeitos especiais da Sala de Combate e das batalhas especiais, por outro o filme mal arranha a superfície da obscura personalidade de Ender, sua conflituosa relação com a família e as maquinações do Coronel Graff. Para tanto, precisaria, no mínimo, o dobro dos seus 114 minutos.

Sem conseguir cativar os leitores da obra original nem conquistar os não-leitores, O Jogo do Exterminador amargou uma bilheteria mundial de US$ 112 milhões, pouco mais que os US$ milhões investidos na produção.

Em tempo: outro grupo, o Geeks Out, propôs boicote ao filme para atingir Card.

Gal Editora lança segundo volume de “Lôcas”

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Conforme anunciado pelo Papo de Quadrinho no início do ano, a editora acaba de fazer chegar às lojas especializadas, livrarias e sites de compras Lôcas: As Mulheres Perdidas e Outras Histórias, de Jaime Hernandez.

Nesta sequência, a mecânica Maggie é dada como morta ao se envolver no perigoso conflito de uma ilha que vive sob opressão. Agora, Hopey, Daffy, Izzy e Penny Century precisam a aprender como levar a vida sem sua melhor amiga. O encadernado apresenta também o passado das personagens e o encontro final entre Maggie e Rand Race.

A série Love and Rockets é considerada uma das mais importantes dos quadrinhos independentes, e influenciou toda uma geração de autores.

Lôcas: As Mulheres Perdidas e Outras Histórias, segundo volume da série, tem formato 21 x 26 cm, 136 páginas, capa colorida e miolo preto e branco, e preço de R$ 42.

“Life, In Pictures”: autobiografia de um mestre dos quadrinhos

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Num tempo em que qualquer obra mais caprichada é considerada “definitiva”, eis que surge uma que de fato merece o adjetivo.

A editora Criativo acaba de lançar Life, In Pictures (Vida, Em Quadrinhos), antologia de histórias do mestre Will Eisner.

Pelo caráter pessoal das histórias, o livro chega perto do que se pode chamar de autobiografia em quadrinhos. Por meio de personagens fictícios, Eisner revisita o nascimento da indústria norte-americana de comics, a relação com familiares, conhecidos, chefes e colegas de profissão, o cotidiano das comunidades judaicas de Nova York.

O livro, de peso – formato 21 x 28 cm, 500 páginas –, reúne cinco HQs: A Sunset in Sunshine City, O Sonhador, Ao Coração da Tempestade, O Nome do Jogo e The Day I Became a Professional.

Algumas delas já foram publicadas no Brasil, mas nunca haviam sido reunidas num único volume, de modo a se ligarem, interagirem e formarem um mosaico mais ou menos completo de um profissional com sete décadas de atuação.

Como extras, há um texto introdutório do quadrinhista Scott McCloud, notas do editor original Denis Kitchen e um conteúdo exclusivo da edição nacional: o relato do estudioso dos quadrinhos Álvaro de Moya sobre sua relação de amizade com Eisner.

Life, In Pictures é item obrigatório em qualquer coleção e vale quanto pesa: R$ 99. Pode ser encontrado apenas em pontos de venda selecionados: Comix, Art Camargo e Saraiva.

Vale o investimento: “Apocalipse Zumbi 2 – Inferno na Terra”

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A segunda parte da trilogia criada por Alexandre Callari dá sequência aos eventos que abalaram as estruturas físicas e emocionais dos sobreviventes do quartel Ctesifonte.

Manes, mais afetado que todos os demais, tenta substituir a dor e a culpa por uma utopia: reunir os poucos grupos organizados da Humanidade e retomar o planeta dos contaminados.

Mais uma vez, o líder abandona seus protegidos para seguir em missão suicida – agora rumo à Catedral, a maior e mais temida comunidade humana. Mesmo sem dizer o nome, fica claro que se trata do Santuário de Aparecida, no interior de São Paulo.

Ao mesmo tempo, um obscuro plano de vingança, engendrado por um dos sobreviventes mais cruéis do holocausto humano, é colocado em curso. Quando o Quartel fica às escuras, mais dois batedores valorosos expõem-se ao perigo para investigar as causas do blackout.

A partir deste ponto, a história se desenvolve a partir de três focos: a viagem de Manes, Espartano e Júnior rumo à Catedral; o trajeto curto e perigosíssimo percorrido por Cortez e Zenóbia até a subestação elétrica; e o ataque ao Ctesifonte.

Somado a isso, o autor mantém os flashbacks que ampliam a compreensão sobre os personagens já conhecidos e oferecem um background dos novos.

Ao intercalar os três núcleos com acontecimentos passados, o livro posterga o clímax e prende a atenção do leitor desde as primeiras páginas.

O domínio da narrativa é um dos méritos de Callari como escritor. Ele faz com que sua trama caminhe num ritmo que nem entrega demais nem deixa a leitura entediante.

Esta técnica funciona melhor nos dois primeiros terços do livro. Na parte final, quando aumenta a expectativa pela conclusão, os flashbacks ficam mais longos e quebram um pouco o ritmo.

Para piorar, o aguardado clímax não vem. Diferentemente do primeiro volume, este segundo não fecha o arco. Apesar de frustrante, a decisão editorial é compreensível, já que o desfecho torna obrigatória a leitura do terceiro volume.

Callari tem muitas qualidades como autor: texto envolvente, vocabulário rico e uma farta bagagem de cultura pop. Assim como no primeiro volume, o que não faltam são referências nesta sequência.

Há apenas um senão: a qualidade das ilustrações de Eduardo Costa não está à altura do texto. Todavia, da mesma forma que não fariam falta se não estivessem lá, também não chegam a atrapalhar.

Apocalipse Zumbi 2: Inferno na Terra é uma experiência agradável de leitura, recomendado para todos que gostam de literatura fantástica e, especialmente, do gênero consagrado por George Romero nos cinemas.

O livro é publicado pela editora Generale, tem 362 páginas, custa R$ 39,90, e vem acompanhado de um CD com a trilha sonora composta pelo próprio Callari. Vale o investimento.

Vale o Investimento: Wáluk

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“Hoje em dia, quando as mudanças climáticas já são uma realidade científica e as empresas de navegação de todo o mundo incluem rotas de verão no Ártico para seus barcos, enquanto os países da região lutam por recursos naturais como o gás e o petróleo, o mundo dos ursos desaparece e os vemos agarrarem-se a um pedacinho de gelo no meio do mar, esgotados de tanto nadar. Por isso, mais do que nunca devemos nos lembrar deles”, explica o roteirista de Wáluk, Emilio Ruiz já na introdução da HQ.

Wáluk é pequeno um urso polar que ao ser abandonado pela mãe segue faminto e desorientado até que conhece Esquimó, um velho urso sábio e paciente, que lhe ensinará como encarar os desafios da vida no Polo Norte. A partir daí, os dois viverão uma uma longa jornada em busca de alimento, enfrentando perigos, que para serem superados vão exigir coragem e amizade.

Waluk-Capa222A arte da ilustradora espanhola Ana Miralles é linda e dá leveza para a história. Além de quadrinhos Ana já desenhou para todas as mídias impressas, e ganhou destaque em 2009, quando recebeu o Grande Prêmio do Salão de Barcelona, em reconhecimento por sua profícua carreira no mundo dos quadrinhos.

Wáluk é uma HQ emotiva, que vai além da conscientização ecológica e toca em questões pessoais que afetam a todos nós: solidão, amizade e companheirismo. Recomendada para leitores de todas as idades, tem o preço camarada de R$ 34,00, o tratamento gráfico com aquele capricho já conhecido da Nemo e vale muito o investimento.

 

Resenha: Livro, Clássicos em HQs

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Uma edição primorosa da editora Peirópolis, apresenta no livro Clássicos em HQ, um panorama da produção de algumas adaptações importantes de clássicos da literatura para as HQs .

O livro reúne trechos de álbuns da Coleção Clássicos em HQ, textos sobre as obras literárias quadrinizadas e seus autores, com testemunhos dos artistas envolvidos, além de entrevistas com os quadrinistas e roteiristas, feitas especialmente para esta edição.

A introdução de Wilton José Marques, Por que ler os Clássicos, fala de forma clara e concisa da importância de conhecer e celebrar as mais importantes obras produzidas pelos ícones da literatura mundial e de como esse trabalho sobrevive ao tempo. Já na sequencia, Fabiano Azevedo Barroso, continua com Quadrinizar a Literatura ou Literatulizar o quadrinho, dando mais pistas sobre a importância de ambas as mídias e suas convergências.

O livro tem trechos comentados e públicados na compilação: Dom Quixote, por Caco Galhardo; Os Lusíadas, por Fido Nesti; O Corvo, por Luciano Irrthum; Demônios, por Guazzelli; Auto da Barca do inferno, por Laudo Ferreira; Conto de Escola, por Silvino; A Divina Comédia, por Piero e Giuseppe Bagnariol; Frankenstein, por Taisa Borges; I-Juca Pirama, por Silvino; Eu, Fernando Pessoa, por Susana Ventura e Guazzelli e A mão e a luva, por Alex Mir e Alex Genaro.

É um livro que deve constar na lista de leitura de estudiosos, educadores e pesquisadores do gênero. E o bacana é que o projeto pode ser baixado na íntegra e gratuitamente clicando aqui.