Revista O Grito!

WMF Martins Fontes traz “Parafusos” ao Brasil

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O Transtorno Bipolar – antigamente chamado de Síndrome Maníaco-Depressiva – é caracterizado pela alternância de períodos de bom humor e excitação com outros de irritação e depressão. Estima-se que pelo menos 1% da população seja acometida da doença.

Alguns gênios das artes – Edgar A. Poe, Vicent van Gogh, Georgia O’Keeffe, William Styron e Sylvia Plath, por exemplo – sofriam de Transtorno Bipolar. Foi isso que a quadrinhista americana Ellen Forney descobriu quando, diagnosticada com a doença, começou a pesquisar o assunto.

Mais que isso: Ellen buscou neles a inspiração e o entendimento do conceito de “artista louco” para não ceder ao tratamento medicamentoso que poderia comprometer sua criatividade.

É essa história que a autora narra em Parafusos: mania, depressão, Michelangelo e eu, que a WMF Martins Fontes acaba de trazer para o Brasil. O livro trata de um tema árduo, muitas vezes mal compreendido, com bom humor e uma arte arrojada. Tem 256 páginas, formato 23 x 15,30 cm, capa colorida e miolo em preto e branco, e custa R$ 39,90.

Exclusivo: preview do novo “Almanaque Meteoro”

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Almanaque Meteoro é uma publicação independente do selo Guedes Manifesto, do pesquisador, tradutor e colaborador da revista Mundo dos Super-Heróis, Roberto Guedes.

Papo de Quadrinho teve acesso com exclusividade a duas páginas, ainda sem letreiramento, da quinta edição, que fica pronta no próximo mês.

A primeira (acima) tem arte do veterano A-Lima,; a outra, abaixo, é do talentoso estreante Daniel Alves.

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Almanaque Meteoro 5 vem com três histórias: duas do herói nacional Meteoro e outra de um personagem clássico dos quadrinhos brasileiros – ainda não revelada. Todas têm roteiro e edição de Guedes. A revista traz ainda pin-ups e artigos.

Mais informações por ocasião do lançamento.

Papo de Quadrinho viu: Star Wars Rebels

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Em respeito aos leitores do site, este texto não contém spoilers

Quando George Lucas vendeu sua criação para a Disney, seu desejo era que a franquia fosse renovada, porém sem perder a conexão com as raízes dos clássicos que fizeram de Star Wars a saga que revolucionou o cinema de entretenimento, e se tornou icônica na cultura pop.

Eis que a Disney lança seu primeiro grande projeto de Star Wars após a compra da Lucasfilm em 2012.

Star Wars Rebels, é uma animação em 3d que segue os moldes da animação anterior, Clone Wars, e conta com o mesmo produtor da série, Dave Filoni. Mas como fazer um novo Star Wars sem esbarrar nos deslizes da nova trilogia iniciada em 1999, que dividiu a opinião dos fãs?
Filoni declarou ao jornal inglês The Guardian “Nós temos que dar a cada nova geração, uma nova geração de personagens para elas gostarem”.

Rebels acerta nesse ponto: tem novos personagens, mas faz conexões com a trilogia clássica e prepara novos e antigos fãs para os filmes vindouros.

Criada para ser exibida no canal adolescente Disney XD para uma nova geração de fãs, Rebels quer preparar os filhos dos fãs que acompanharam a saga original e que talvez  mal conheçam a trilogia clássica criada em 1977. A história se passa entre episódios III e IV, o início da Rebelião Galática, antes de Luke Skywalker surgir como “uma nova esperança” contra o Império do mal.

Crew3_Fotor_CollageO primeiro episódio apresenta o garoto Ezra Bridger, um jovem órfão do planeta Lothal, que vive de pequenos furtos até que esbarra em um grupo de rebeldes que também querem se apropriar de alguns suprimentos do Império.
A tripulação é formada por personagens característicos em Star Wars: o alien fortão é Garazeb “Zeb” Orrelios, a piloto ousada, Hera Syndulla, a mandaloriana de cabelos coloridos, Sabine Wren e o dróide reclamão e meio pirado, Chopper. Até a nave dos rebeldes, a Fantasma, segue a linha das clássicas naves de Star Wars.

O grupo é liderado por Kanan Jarrus, um Jedi que sobreviveu a Ordem 66, que se você se lembra, destruiu os Jedi e a República e alçou ao poder o Imperador e seu pupilo, Darth Vader.

Na apresentação do primeiro capítulo, a amizade entre eles se fortalece e Ezra descobre que tem uma conexão com a Força. Os aventureiros aparentemente darão origem à futura Aliança Rebelde.
O desenho agrada com uma animação competente e todos os elementos que fizeram de Star Wars um sucesso estão ali: aventuras, combates, tiroteios, comédia, personagens com carisma e claro, sabres de luz.  Personagens clássicos participam eventualmente da animação e dão um tempero especial ao desenho. A trilha clássica do John Williams, também. Ela sempre emociona os fãs.

Um detalhe importante nesses novos produtos criados para Star Wars é que a partir de agora, todos os novos quadrinhos, animações, games e livros baseados em seu universo serão parte integrante de seu “cânone”. Já o antigo “Universo Expandido” que também explorava esses produtos, deixou de valer como “oficial”. Não significa que anos de produtos e personagens do UE sejam completamente descartados. Eventualmente, personagens e/ou ideias ainda poderão dar as caras nesta nova fase de produtos transmídia de Star Wars.

Vale a pena acompanhar essa animação,  que traz um bom aperitivo para os novos e aguardados filmes que serão lançados em 2015. O desenho já estreou no Brasil e o site oficial já está em português.

A Força vem ai, e poderosa ela é.

Graphic novels de Star Wars já chegaram a algumas capitais

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Desde 30 de setembro, leitores do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília já encontram nas bancas o primeiro volume de Comics Star Wars, lançada no Brasil pela editora Planeta DeAgostini.

A coleção completa tem 70 edições, sendo que até a 15ª a periodicidade é quinzenal e depois passa para semanal. O primeiro volume saiu com preço promocional de R$ 9,99 e o segundo, R$ 22,99. Depois disso a coleção segue com valor de R$ 34,99 cada volume.

Comics Star Wars reúne desde a fase clássica lançada pela Marvel entre 1977 e 1986 – com gente do calibre de Roy Thomas, Archie Goodwin, Carmine Infantino, Bob Wiacek, Terry Austin e Gene Day – até histórias do universo expandido. Alguns títulos são inéditos no Brasil.

Os volume vêm separados por  temas como Clássicos, Cavaleiros da Antiga República, Guerra dos Clones, Tempos Negros, Império, Rebelião, Invasão, Legado, Contos Jedi e outros. Cada volume vem em capa dura, impressão de alta qualidade e média de 200 páginas.

Para os leitores de outras regiões – em São Paulo, por exemplo, não há previsão de lançamento – resta aguardar ou fazer a assinatura

Veja os vencedores do Prêmio HQMix 2014

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Veja os vencedores do Prêmio HQMix 2014

A lista (confira abaixo) foi anunciada com exclusividade na manhã de hoje pelo Blog dos Quadrinhos, do jornalista Paulo Ramos, e contém tanto as categorias submetidas a voto, como também aquelas escolhidas por comissões internas.

Fica evidente o reconhecimento ao trabalho dos estúdios Mauricio de Sousa com o lançamento do selo Graphic MSP. Dois álbuns lançados no ano passado – Turma da Mônica: Laços e Piteco: Ingá – e seus autores abocanharam seis prêmios.

Destaque também para o mineiro Vitor Cafaggi, que vai sair da cerimônia com quatro troféus: três divididos com a irmã Lu por Turma da Mônica – Laços e um por seu trabalho na série de tiras Valente. Outro profissional que sai com as mãos cheias é Mario Cau, por conta de Dom Casmurro e Terapia.

A cerimônia de entrega acontece neste sábado (13), no SESC Pompeia, a partir das 17h. O troféu deste ano homenageia o quadrinhista Fernando Gonsales, com a imagem do seu personagem Níquel Náusea.

Veja a lista dos premiados no HQMix 2014:

ADAPTAÇÃO PARA OS QUADRINHOS: Dom Casmurro (Devir)

DESENHISTA DE HUMOR GRÁFICO: Alpino

DESENHISTA ESTRANGEIRO: Enki Bilal (Tetralogia Monstro)

DESENHISTA NACIONAL: Shiko (Piteco — Ingá e O Azul Indeferente do Céu)

DESTAQUE INTERNACIONAL: André Diniz (Duas Luas)

DESTAQUE LATINO-AMERICANO: El Viejo (Alceo e Matías Bergara, Uruguai)

DESTAQUE LÍNGUA PORTUGUESA: Banda Desenhada de Língua Portuguesa (DBDLP) — Olímpio de Sousa, Lindomar de Sousa, João Mascarenhas e outros (Portugal e Angola)

EDIÇÃO ESPECIAL ESTRANGEIRA: Pobre Marinheiro (Balão)

EDIÇÃO ESPECIAL NACIONAL: Turma da Mônica — Laços (Panini)

EDITORA DO ANO: Nemo

EVENTO: FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos

EXPOSIÇÃO: Ícones dos Quadrinhos (FIQ 2013)

GRANDE CONTRIBUIÇÃO; Catarse

GRANDE MESTRE: Angeli

HOMENAGEM ESPECIAL: Memória Gráfica Brasileira (MGB)

LIVRO TEÓRICO: Marvel Comics, A História Secreta (Leya)

NOVO TALENTO – DESENHISTA: Lu Cafaggi (Turma da Mônica — Laços)

NOVO TALENTO – ROTEIRISTA: Pedro Cobiaco (Harmatã)

PRODUÇÃO PARA OUTRAS LINGUAGENS: Cena HQ (Caixa Cultural)

PROJETO EDITORIAL: Coleção Moebius (Nemo)

PUBLICAÇÃO DE AVENTURA/TERROR/FICÇÃO: Piteco — Ingá (Panini)

PUBLICAÇÃO DE CLÁSSICO: Fradim (Henfil — Educação de Sustentabilidade)

PUBLICAÇÃO DE HUMOR GRÁFICO: Os Grandes Artistas da Mad: Sergio Aragonés (Panini)

PUBLICAÇÃO DE TIRA: Valente por Opção (Panini)

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE AUTOR: Beijo Adolescente 2 (Rafael Coutinho)

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE GRUPO: Café Espacial 12

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE EDIÇÃO ÚNICA: O Monstro (Fábio Coala)

PUBLICAÇÃO INFANTOJUVENIL: Turma da Mônica — Laços (Panini)

PUBLICAÇÃO MIX: Friquinique! (Independente)

ROTEIRISTA ESTRANGEIRO: Robert Kirkman (The Walking Dead)

ROTEIRISTA NACIONAL: Vitor e Lu Cafaggi (Turma da Mônica — Laços)

SALÃO E FESTIVAL: Bienal Internacional de Caricatura

TESE DE DOUTORADO: Carlos Manoel de Hollanda Cavalcanti — O reencantamento do mundo em quadrinhos: Uma análise de Promethea, de Alan Moore e J. H. Wiliams III

TESE DE MESTRADO: Tiago Canário — Entre álbum e leitor: traços da vida comum e do homem ordinário no movimento da nouvelle mangá.

TIRA NACIONAL: Manual do Minotauro (Laerte)

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC: Luiz Henrique Bezerra — A trajetória de Kamui Shirou: a representação da sociedade japonesa refletida  nos mangás

WEB QUADRINHO: Terapia (Mario Cau, Marina Kurcis e Rob Gordon)

WEB TIRA: Overdose Homeopática (Marco Oliveira)

 

“Morphine”: Dramas pessoais e experiências narrativas

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Conforme anunciado aqui, neste fim de semana aconteceu o lançamento oficial de Morphine, novo trabalho do quadrinhista Mario Cau, durante a Gibicon, em Curitiba.

O selo “Pieces apresenta” já diz tudo: o álbum nasceu como uma história estendida dos primeiros trabalhos do autor. Na mosca! Morphine não só marca a volta do Cau à produção independente, como também evidencia o que ele faz de melhor: expor o emocional de personagens jovens à procura de seu lugar no mundo. É também palco de experiências narrativas que vêm se tornando uma marca registrada do autor.

Para não restar dúvida, a tatuagem no braço da personagem Lara estampa a peça do quebra-cabeça que falta na capa da primeira edição de Pieces.

Morphine é uma banda de rock alternativo e, como não poderia deixar de ser, a HQ é embalada por várias canções – deste grupo e de outros. Morphine é também o nome da casa noturna da HQ, para qual convergem os protagonistas e todos seus dramas pessoais.

Há aqui um elemento novo e, até onde me lembro, inédito na obra de Mario Cau. A tecnologia e as redes sociais fazem parte da rotina dos protagonistas e em vários momentos viram recursos narrativos.

O que chama atenção, porém, é a crítica embutida. Na balada inaugural de Morphine, Alex observa o vazio dos frequentadores: “É só olhar para status atualizados, tweets e coisas do tipo… Todo mundo tem certeza. Todo mundo é crítico, e toda opinião proferida parece verdade absoluta”.

Mais atual e certeiro que isso, impossível.

Morphine tem 112 páginas, capa colorida, miolo em preto e branco, e preço de R$ 20. Vale o investimento.

Vale o investimento: “Aú, o Capoeirista, e o Fantasma do Farol”

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O baiano Flavio Luiz é um veterano dos quadrinhos. Com renome e talento para publicar por qualquer editora nacional, dá preferência à produção independente. É uma questão de zelo.

Foi assim com seus últimos trabalhos — Aú, o Capoeirista e O Cabra – e também com o mais recente lançamento, Aú, o Capoeirista e o Fantasma da Farol, todos lançados por sua própria editora, a Papel A2.

Nesta segunda aventura do seu personagem mais famoso, o autor recorreu ao financiamento coletivo por meio do Kickante, e arrecadou R$ 38.120,00, superando a meta de R$ 37.000,00.

Aú, o Capoeirista, e o Fantasma do Farol é uma aventura infantojuvenil da melhor qualidade. Desta vez, o herói vê-se envolvido numa trama que remonta aos tempos do Brasil Colônia e envolve um tesouro escondido.

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A história tem ação, mistério, humor, reviravoltas e belas locações em pontos históricos da Bahia. O traço cartunesco e a linguagem fluente de Flavio Luiz têm tudo para agradar aos jovens leitores, sem que os adultos deixem de apreciar o trabalho.

O livro tem produção caprichada, com capa dura e tamanho grande (29,5 x 21 cm), e preço de R$ 55. Vale o investimento.

Escolhido ator de Ra’s Al Ghul em “Arrow”

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Que Liam Neeson, que nada! Quem vai interpretar o vilão na série de TV do Arqueiro Verde é o australiano Matt Nable, que estrelou no ano passado o filme Riddick ao lado de Vin Diesel.

A estreia de Nable como Ra’s Al Ghul se dará no quarto episódio da terceira temporada de Arrow, The Magician, previsto para ir ao ar nos Estados Unidos no dia 29 de outubro. É também o episódio de número 50 da série.

Ghul é o grande vilão da temporada e deve se converter na maior ameaça já enfrentada pelo Arqueiro Verde. Ele foi citado várias vezes ao longo programa como o temido líder da Liga dos Assassinos, que treinou personagens como o Arqueiro Negro (Malcolm Merlyn) e Canário Negro (Sarah Lance).

O canal CW descreve assim o vilão: “Orgulhoso e impiedoso, Ra’s é um estrategista implacável, um mestre das artes marciais e um manipulador da história. Ele carrega a sabedoria das eras, e protege alguns dos seus maiores segredos”.

A terceira temporada de Arrow estreia no dia 8 de outubro nos Estados Unidos e no dia 17 no Brasil, pela Warner Channel.

Warner TV vai ter “pacote” de super-heróis

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A partir do final deste mês, a Warner passa a exibir algumas das séries mais aguardadas do ano: Gotham, The Flash e a terceira temporada de Arrow.

Os programas estreiam no canal, respectivamente, 29 de setembro, 16 e 17 de outubro. O hiato com relação aos Estados Unidos será, em torno de apenas uma semana.

Gotham é ambientada numa época anterior ao surgimento do Batman, e terá como protagonista o jovem tenente James Gordon. The Flash apresenta as aventuras do investigador forense Barry Allen depois que é atingido por um raio e ganha poderes de supervelocidade.

Arrow já consolidou sua imagem como uma das melhores adaptações de quadrinhos de super-heróis para a TV. O seriado vem num crescendo de qualidade e é alta a expectativa para a terceira temporada.

Guardiões da Galáxia detona e é o filme mais assistido do ano nos EUA

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A liderança já havia sido conquistada na sexta-feira. Agora, com a estimativa do fim de semana completo, o filme ultrapassou, e muito, Capitão América 2 – O Soldado Invernal: US$ 274,6 milhões contra US$ 259,7.

O extraordinário é que Guardiões da Galáxia alcançou em cinco semanas um resultado que Capitão levou 20. E não se está falando de um filme qualquer: para muitos fãs, a segunda aventura do Sentinela da Liberdade era o melhor filme da Marvel até então.

Leia nossa crítica de Guardiões da Galáxia aqui.

A decepção fica mais uma vez para Sin City 2 – A Dama Fatal. No segundo fim de semana, o filme baseado nas HQs de Frank Miller desabou 65%, fez só US$ 2 milhões na bilheteria e ficou em 14º lugar.

No Brasil, Sin City 2 foi adiado de 11 para 15 de setembro.