Revista O Grito!

20º FestComix começa nesta quinta-feira (1)

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Depois de um ano de ausência – o estande da Comix na Festa do Livro da CCJ no ano passado não conta –, a maior feira de quadrinhos do Pais está de volta, agora em nova data e local.

O evento, tradicionalmente realizado em outubro no Espaço São Luiz, neste ano acontece em maio, de 1 a 4, no Centro de Convenções Imigrantes. São 15 mil metros quadrados de área que contemplam o salão da Comix Book Shop e estandes de lojas especializadas.

O 20º Fest Comix não só manteve, como também incrementou a programação paralela de palestras e sessões de autógrafos.

Os encontros acontecem todos os dias a partir das 13h e contam com nomes como Fabio Yabu, Joe Bennet, Danilo Beyruth, Vitor Cafaggi, Daniel Esteves, Gonçalo Jr., Estevão Ribeiro, Gustavo Duarte, Daniel HDR, Will Conrad, editores de quadrinhos (Panini, HQM, JBC, Mauricio de Sousa), e os gringos Shawn Martinbrough, Jim Krueger e Joshua Dysart (veja programação completa de palestras aqui e de sessões de autógrafos aqui).

Há também muitos lançamentos programados. Entre eles, a esperada conclusão de Yeshuah, de Laudo Ferreira e Omar Viñole, e o livro Humor Paulistano, de Toninho Mendes, sobre a Circo Editorial (mais lançamentos aqui).

Na programação paralela, as revistas Mundo dos Super-Heróis e Mundo Nerd, da Editora Europa, vão ocupar o Espaço Mundo, com bate-papo entre a equipe que faz as publicações e os leitores. Entre os temas estão adaptações históricas para os quadrinhos, os personagens da Marvel e DC no cinema e TV, animes, Doctor Who, Star Wars, financiamento coletivo e outros (programação completa aqui).

Outras atividades desta edição é o já famoso concurso de cosplayers, exposição de action figures e dois eventos simultâneos: X5 Game Arena e Mega Anime X.

Facada

Espaço maior, mais dias de evento, programação bacana, 500 mil gibis com descontos que vão de 20% a 80%…

Está tudo muito bom, mas o valor do ingresso a R$ 80 é quase proibitivo e pode espantar parte do público habituado a frequentar o Fest Comix.

Para fugir da facada, o visitante tem duas opções: pagar meia entrada se for estudante (R$ 40 ainda é um valor alto, convenha-se) ou comprar o ingresso antecipadamente ao preço de R$ 15 – mas esta opção é válida somente até hoje (28).

Quem for de carro ainda desembolsa R$ 30 de estacionamento.

SERVIÇO
20ª Fest Comix
De 1 a 4 de maio, das 10h às 20h
Centro de Convenções Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes 1ª – Cursino )
Traslado gratuito de ida e volta entre o metrô Jabaquara e o evento (das 9h30 às 21h)
Informações: www.festcomix.com.br

Capitão América 2 – O Soldado Invernal mantém liderança no Brasil

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No segundo fim de semana de exibição (18 a 20 de abril), o filme alcançou bilheteria de R$ 13,3 milhões nas telas brasileira (US$ 5,9 milhões) e ficou novamente em primeiro lugar.

A queda em relação ao fim de semana de estreia foi de apenas 12%, índice considerado baixo principalmente levando-se em conta o feriado nacional prolongado, quando muitas pessoas preferem viajar a ir ao cinema. Thor – O Mundo Sombrio, que teve estreia similar a O Soldado Invernal, por exemplo, caiu 35% entre o primeiro e o segundo finais de semana.

Até o momento, o mais novo filme do Capitão América acumula bilheteria de US$ 17,2 milhões no Brasil; no mundo todo, já ultrapassou US$ 600 milhões.

Novos tênis do Homem-Aranha

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A fabricante de calçados Sugar Shoes, de Picada Café/RS, acaba de lançar uma coleção de tênis estampa com o amigão da vizinhança.

Há modelos com elástico, cadarço, cano curto e longo (veja galeria abaixo). Todos vêm acompanhados de um frisbee.

Apesar de pegar carona na estreia do filme Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Elektro, dia 1º de maio, a coleção é licenciada do desenho animado Ultimate Homem-Aranha.

Os marmanjos, porém, ficarão na vontade. A numeração vai do 18 ao 36.

“Capitão América 2″ faz mais de R$ 15 milhões na estreia brasileira

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No final de semana de 11 a 13 de abril, a bilheteria do mais recente filme do super-herói da Marvel foi de R$ 15,1 milhões (US$ 6,8 milhões).

O resultado é bom, mas nada excepcional. No final de semana de estreia (29 a 31 de julho de 2011), Capitão América, — O Primeiro Vingador faturou os mesmos US$ 6,8 milhões. Em moeda brasileira, a bilheteria foi de R$ 10,6 milhões (o câmbio da época era R$ 1,15 por dólar, enquanto hoje é de R$ 2,20).

Em relação a Thor – O Mundo Sombrio, os filmes ficam praticamente empatados: o filme do Deus do Trovão fez R$ 15 milhões (US$ 6,6 milhões) no primeiro fim de semana no País (1 a 3 de novembro do ano passado).

Até o momento, Capitão América 2 – O Soldado Invernal acumula bilheteria mundial de US$ 480 milhões e já ultrapassou seu primeiro filme no cinema.

Evento gratuito de Transformers em São Paulo

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Em comemoração aos 30 anos da linha de brinquedos que se converteu numa das mais populares franquias do planeta, a fabricante Hasbro montou um espaço no Shopping Anália Franco, em São Paulo, para entreter os fãs dos Transformers e público em geral.

São 200 m2 com figuras gigantes, túnel do tempo com a história da marca, jogos interativos, um museu com a evolução do design dos robôs e brinquedoteca com várias atividades para crianças – tudo gratuito.

O espaço será aberto nesta quinta-feira (17) e segue até dia 4 de maio.

O shopping Anália Franco fica na Avenida Regente Feijó, 1.739, no bairro do Tatuapé, em São Paulo. Informações pelo telefone (11) 4003–4133.

Esta é a primeira ação, de uma série que vai acontecer ao longo do ano, para comemorar o aniversário da marca.

A propósito, a Hasbro apresentou em primeira mão na Feira Brasileira de Brinquedos (Abrin), no começo do mês, uma linha comemorativa dos 30 anos dos Transformers, com o mesmo visual dos anos 1980. O brinquedo deve chegar nos próximos meses às lojas.

Vale o Investimento: Snoopy está de volta!

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Snoopy: Volume 1
é o terceiro álbum lançado pela editora Nemo, uma coletânea de quadrinhos inédita,  misturando novas HQs com páginas dominicais originais de Charles Schulz.

A  Nemo já havia publicado os títulos Snoopy: A Felicidade é um Cobertor Quentinho! e Snoopy: Isto é Tóquio, Charlie Brown!, com aventuras completas dos personagens.

O volume 1 traz cem páginas de quadrinhos com Snoopy e sua turma, entre histórias novas e clássicas, com uma narrativa leve, mas recheada de humor inteligente e todo o carisma dos personagens que encantam geração após geração.

Temos Charlie Brown treinando sem sucesso seu time de beisebol para tentarem ganhar um jogo; Snoopy se disfarçando de “Maravilha Mascarada” para competir em um torneio de queda de braço; Lucy novamente se fazendo a psicóloga da turma; e algumas lições de como desenhar os personagens, ensinadas por eles mesmos.

Para completar, a edição ainda conta com uma galeria de capas originais, com a primeira aparição de Charlie Brown, Lucy, Linus e o próprio Snoopy.

Material imperdível para os fãs do beagle mais amado do mundo, a edição custa R$ 29,90 e vale o investimento.

“Fashion Beast”, de Alan Moore: a moda como bandeira política e cultural

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Alan Moore é um dos melhores roteiristas de quadrinhos da atualidade. Ponto!

Mais que isso, é um dos fundadores da atual Era Moderna dos quadrinhos, com obras seminais como Watchmen, V de Vingança e Monstro do Pântano, todas da década de 1980.

Fashion Beast – A Fera da Moda é deste período prolífico, um roteiro que a Avatar Press desengavetou em 2012 e que, felizmente, a Panini acaba de trazer para o Brasil.

Reza a lenda que se tratava originalmente de um filme a ser produzido por Malcolm McLaren, o polêmico produtor da banda punk Sex Pistols. O projeto não foi para frente e o roteiro ficou esquecido.

Fashion Beast usa o conto infantil A Bela e a Fera como metáfora para revelar a face nada glamorosa da alta moda. Se já era atual no início dos anos 1990, é ainda mais hoje, num tempo de culto aos estilistas-celebridades.

Jean-Claude Celestine é o estilista que vive recluso em sua torre, em torno da qual gira toda a vida de uma cidade não identificada, numa época também incerta – a única coisa que se sabe é que a humanidade está à beira de uma guerra nuclear.

Os protagonistas são Doll e Jonni, ambas figuras andróginas: ela, recepcionista de uma casa noturna, é uma garota que parece um homem que se veste de mulher; ele, estilista aspirante, um cara que mais parece uma garota vestida de homem.

Alan Moore parece dizer que num mundo que vive de aparências, os transgressores são os verdadeiros motores da história. A questão da aparência também afeta Jean-Claude (a Fera): um príncipe gentil sob um suposto corpo disforme.

Ao contrário do que pode parecer, Fashion Beast não é uma crítica ao mundo da moda. Moore enxerga esse mundo e seus bastidores como instrumento de expressão política e cultural.

Pelas palavras de Jonni, as roupas do povo nas ruas são “bandeiras, tudo que esperam da vida condensado num certo corte, numa certa cor”. Para o jovem, o elitismo decadente de Jean-Claude retrata sua própria repressão sexual: “Quanto mais cetim, menos pele; mais pano, menos carne”.

Jonni, que, ao contrário de Doll, não abandonou seu passado proletário, está destinado a promover a ruptura e demolir tudo que Jean-Claude construiu. Doll, a Bela, alçada ao posto de modelo principal da Celestine, no fundo não passa disso mesmo, uma “boneca” conduzida ao sabor dos acontecimentos.

A tradução do roteiro de cinema para quadrinhos ficou a cargo de Antony Johnston, que demonstra grande domínio de sua arte, em especial na sobreposição de camadas narrativas.

A arte de Fecundo Persio caiu sob medida, com o perdão do trocadilho, sobre o roteiro de Johnston. Ora realista ora caricato, o que mais impressiona no seu traço é a composição das expressões faciais e corporais dos personagens. As caras de Doll são impagáveis.

Fashion Beast tem a marca de Alan Moore gravada no DNA. Se não pelo tipo de história, ao menos pela profundidade e simbologia de cada cena, cada diálogo. Uma obra que merece ser lida e relida muitas vezes. Imperdível.

Ministério da Educação lança edital para compra de quadrinhos

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O Programa Nacional de Biblioteca da Escola (PNBE) é um projeto do Ministério da Educação que adquire livros diretamente das editoras, via licitação, para abastecer as bibliotecas públicas das redes federal, estadual e municipal.

Desde que incluiu as histórias em quadrinhos entre os livros adquiridos, em 2006, o programa fez crescer o interesse das editoras pelo gênero – e, por tabela, abriu mercado de trabalho para roteiristas e artistas nacionais.

O MEC, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), lançou nesta segunda-feira (7) o edital para o PNBE 2015.

O acervo será composto por 390 títulos, sendo 195 para os últimos anos do Ensino Fundamental e 195 o para Ensino Médio – em anos pares, as compras se destinam aos primeiros anos do Fundamental e à Educação de Jovens e Adultos.

Os gêneros elencados são poema, conto, crônica, novela e teatro, romance, memórias, diário e biografia, clássicos da literatura universal e, claro, quadrinhos.

Editoras interessadas em participar do pregão têm até o dia 26 para se inscrever. Uma semana depois, precisam apresentar toda a documentação e os exemplares para avaliação.

Diferentemente de anos anteriores, o edital para 2015 não sugere que dará preferência aos quadrinhos que façam adaptação de obras literárias ou períodos históricos.

Como critério de seleção, diz o edital: “No caso das histórias em quadrinhos será considerado como critério preponderante a relação entre texto e imagem e as possibilidades de leitura das narrativas visuais”.

Para baixar o edital, clique aqui

Crítica: Capitão América 2 – O Soldado Invernal

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Em respeito aos leitores deste blog, o texto a seguir não contém spoilers.

Quem leu a edição 53 da revista Mundo dos Super-Heróis ou alguma outra entrevista de Anthony e Joe Russo sabe que os irmãos diretores fizeram duas promessas.

A primeira é que Capitão América 2 – O Soldado Invernal, que estreia nesta quinta-feira (10) no Brasil, é um suspense político inspirado em clássicos dos anos 1970; a segunda, derivada dessa, garante que a densidade do roteiro não anula o que se espera de um bom filme de super-heróis: muita ação.

Os fãs podem comprar seus ingressos sossegados. Os Russos cumpriram a palavra, com louvor.

Capitão América – O Soldado Invernal é a melhor aventura solo do universo cinematográfico iniciado pela Marvel Studios em 2008. O filme tem roteiro mais bem elaborado, adulto e tenso que todos os anteriores, e as cenas de ação são de tirar o fôlego.

Conspiração

A trama se passa dois anos após os eventos vistos em Os Vingadores. Capitão América virou agente especial da SHIELD, tendo a Viúva Negra como sua companheira nas missões.

Chris Evans está perfeito no papel e soube transmitir a evolução de um personagem, que mantém a integridade moral, mas perdeu aquela inocência vista nas outras duas aparições no cinema – no primeiro filme e em Os Vingadores. Ele se recusa a aceitar os métodos de uma organização que tem no sigilo e na intriga suas principais funções.

Num dado momento, o filme passa a mesma sensação da minissérie em quadrinhos Guerra Civil. O herói se vê perseguido e enredado numa conspiração em que não pode confiar em ninguém.

As exceções são a Viúva Negra (Scarlett Johansson) – a personagem tem seu maior destaque nos filmes da Marvel, e a química com o Capitão funciona muito bem – e o Falcão (Anthony Mackie), uma ótima aquisição para o universo cinematográfico.

O Soldado Invernal/Buck Barnes (Sebastian Stan) tem papel relevante, mas não é, como sugere o título, o vilão mais importante da trama. O mercenário é apenas uma peça no intrincado e longevo quebra-cabeças que se instalou no coração da SHIELD.

Por falar em vilão, a reaparição de Arnin Zola, visto no primeiro filme do Capitão, é uma das grandes surpresas dessa sequência.

Muita ação

A perseguição ao carro de Nick Fury é de tirar o fôlego, e faz justiça a uma das referências cinematográficas citadas pelos Russos: Operação França, de 1971. Há muitos outros momentos de ação, todos empolgantes. Não importa se num espaço fechado – a já famosa “cena do elevador” – ou em cenários amplos, como as ruas de Washington.

As lutas são muito bem coreografadas. Evans treinou jiu-jitsu brasileiro, caratê, boxe, ginástica e parkour para atualizar o estilo de luta do Capitão América, e o resultado convence.

O uniforme também foi atualizado: retoma características militares e deixa para trás o visual espalhafatoso de Os Vingadores. O famoso escudo virou uma arma muito mais de ataque que de defesa.

O humor é bastante orgânico, sem piadas forçadas nem frequentes. Atenção ao bloco de notas em que o Capitão anota todos os artistas que “perdeu” nos setenta anos em que ficou congelado.

Futuro

Capitão América 2 – O Soldado Invernal dá origem a muitos elementos que podem ser aproveitados no futuro: o Falcão e o Soldado Invernal são os principais, mas há também Sharon Carter, e os vilões Batroc e Ossos Cruzados.

Mais que isso, o filme provoca uma ruptura no status quo do universo cinematográfico da Marvel, com consequências imprevisíveis. Os primeiros reflexos já se fizeram sentir na série de TV Agents of SHIELD, no episódio que foi ao ar em 1º de abril com o sugestivo nome End of the Beginning.

O filme representa um novo patamar da Marvel no cinema. Aposta no público novo, claro, mas mira principalmente naqueles que vêm amadurecendo junto com seu universo nos últimos seis anos.

É muito provável que o estúdio mantenha o caráter de entretenimento e fantasia que vem garantindo o sucesso de seus filmes – afinal, ainda se trata do gênero de super-heróis. Mas depois de Capitão América 2 – O Soldado Invernal, é de se esperar também uma nova abordagem: complexa, elaborada, que vai exigir dos fãs um conhecimento de mundo que vai além das HQs.

Capitão América 2 faz quase US$ 100 milhões na estreia americana

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Nos primeiros três dias (4 a 6), o filme fico em primeiro lugar e rendeu bilheteria estimada de US$ 96,2 milhões nos Estados Unidos – no Brasil, a estreia é nesta quinta-feira (10).

O resultado é 41% superior ao primeiro filme do herói (US$ 65 milhões), de 2011, e 13% maior que a estreia de Thor – O Mundo Sombrio naquele país (US$ 85 milhões).

Na comparação com todos os demais filmes da Marvel Studios, a abertura americana de Capitão América 2 – O Soldado Invernal fica bem atrás de Os Vingadores (US$ 207,4 milhões) e de toda a trilogia do Homem de Ferro (US$ 98,6 milhões, US$ 128 milhões e US$ 174 milhões, respectivamente).

Somada à bilheteria de países que vêm exibindo o filme desde o dia 26 de março, a mais recente aventura do herói americano faturou, até o momento, US$ 303,3 milhões.

Leia aqui nossa crítica de Capitão América 2 – O Soldado Invernal.