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Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

“Mundo” lança Coleção Super-Heróis

Coleção Mundo dos Super-Heróis

Do Press-Release

Em seus quase dez anos de existência, a Revista Mundo dos Super-Heróis ficou conhecida como a “revista dos grandes dossiês”, aquelas reportagens de capa extremamente aprofundadas que esmiúçam a carreira de personagens, artistas e editoras.

Pois agora uma boa parte desse valioso material (inclusive de edições já esgotadas) foi reeditado e ampliado para sair em sete volumes capa dura na Coleção Super-Heróis. O resultado é uma enciclopédia ímpar, que merece lugar de destaque na estante de todo fã de cultura pop.

Cada livro da Coleção Super-Heróis tem 100 páginas, formato 19,4 cm x 25,4 cm e é dividido entre um herói da Marvel e outro da DC. E, de cara, a coleção traz o Homem-Aranha e o Flash, dois dos mais cativantes personagens dos quadrinhos.

O Homem-Aranha é o ápice do estilo da Marvel de criar heróis falíveis e assolados por problemas do cotidiano, uma fórmula de sucesso que acompanha a editora há mais de cinco décadas. Já o Flash surgiu na Era de Ouro dos quadrinhos (1938 a 1945) e teve grande importância na recuperação do gênero super-heróis nos anos 1950. Hoje, é uma personalidade sempre em evidência nas tradicionais sagas da DC.

Esse é o conteúdo de toda a Coleção Super-Heróis:
> Volume 1: Homem-Aranha / Flash
> Volume 2: Batman / Homem de Ferro
> Volume 3: Capitão América / Lanterna Verde
> Volume 4: Superman / Thor
> Volume 5: Hulk / Aquaman
> Volume 6: Mulher-Maravilha / Wolverine
> Volume 7: Demolidor / Arqueiro Verde

A Coleção Super-Heróis está à venda nas bancas e livrarias a partir de abril, com periodicidade bimestral. Cada exemplar custa R$ 49 (a coleção toda sai por R$ 343). Mas é possível conseguir um belo desconto ao comprar diretamente na Editora Europa. Daí, a coleção sai por R$ 249 à vista (ou 12 parcelas de R$ 20,75). Assim, cada exemplar custa menos de R$ 36, e o frete é por conta da editora (válido só para endereços no Brasil).

Para adquirir a Coleção Super-Heróis, basta ligar para (11) 3038-5050 (Grande São Paulo) ou 0800 8888 508 (demais localidades). Quem preferir, pode também fazer a assinatura da coleção pelo site.

Coleção de miniaturas da Turma da Mônica pela Salvat

turmadamonicasalvat

Do Press-Release

Agora o público poderá curtir, em sua casa, a coleção completa dos personagens da Turma da Mônica, que será lançada no dia 28 de abril. Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Chico Bento e muitos outros ganharão réplicas nostálgicas, feitas para eternizar os bons momentos da infância e as lembranças dos antigos e novos leitores.

A coleção conta com 60 miniaturas, pintadas à mão, dos personagens da turminha mais querida do Brasil. O fascículo possui a ficha dos personagens, com suas principais características e a evolução do seu traço, divertidas histórias em quadrinhos com o personagem de cada edição, informações sobre Mauricio de Sousa, o processo da criação das histórias e dicas para desenhar.

A coleção chega quinzenalmente às bancas de SP, RJ e ES, sendo a primeira e segunda entregas a valores promocionais (R$ 9,90 e R$ 29,90, respetivamente) e a partir da terceira edição por R$ 49,90. Informações e novidades sobre a coleção e as miniaturas poderão ser acompanhadas na página da coleção.

“SPAM” reúne cinco mulheres quadrinistas para falar de lixo eletrônico e cotidiano

Capa SPAM

Do Press-Release

Fenômeno (ou catástrofe) da comunicação eletrônica, o spam – aquele monte de lixo e de propagandas não autorizadas que abarrotam as caixas de e-mail diariamente – não poupa ninguém.

Cinco mulheres quadrinistas foram convidadas para dar sua visão pessoal sobre o tema: Camila Torrano (de A Travessia), Cátia Ana (autora da webcomic O Diário de Virgínia), Cynthia B. (que teve tiras publicadas na Folha de S. Paulo e revista Piauí), Germana Viana (Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço) e Samanta Flôor (O Astronauta de Pijama).

Assim nasceu SPAM (Zarabatana Books, 80 páginas, R$ 44), que teve lançamento nos principais eventos de quadrinhos do ano passado: o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), em Belo Horizonte/MG, e a Comic Con Experience (CCXP), em São Paulo.

Do cotidiano de um grupo de amigos que trabalha na padaria à experiência transcendental que transforma a vida de uma senhora preconceituosa, passando pela noite apimentada que não dá certo, animais antropomórficos e uma intervenção alienígena, tudo cabe nos diferentes pontos de vista e estilos gráficos dessas autoras.

Como destaca a professora Sônia M. Bibe Lutyen em seu prefácio, “a personagem feminina construída e produzida no registro masculino não coincide com a mulher (…).Entra aí um discurso que permeia a idealização da mulher dentro dos papéis a ela atribuídos: ou há uma sublimação do objeto amado ou ela é execrada. Não é absolutamente o caso desta coletânea”.

Mais que algumas dezenas de páginas de diversão, SPAM ratifica o talento, a maturidade e a diversidade da atual produção nacional de quadrinhos.

As autoras

Camila Torrano é quadrinista, ilustradora e concept artist para games. Em 2012 publicou seu primeiro trabalho solo: A Travessia (Escrita Fina Edições). Atualmente trabalha com games, faz freelance e continua sua produção de quadrinhos e ilustrações autorais.

Cátia Ana é quadrinista e programadora visual na Universidade Federal de Goiás. Publicou de 2010 a 2015 a webcomic O Diário de Virgínia, que concorreu, em 2011 e 2015, ao troféu HQMix na categoria webquadrinhos. Participou das três últimas edições da exposição Batom, Lápis e TPM em Piracicaba, São Paulo.

Cynthia B. é cartunista formada em medicina. Já publicou na Folha de S. Paulo, revista Piauí e diversas em revistas independentes, inclusive nas duas edições da Golden Shower, que ela mesma editou. Atualmente está fazendo residência artística na Maison des Auteurs, em Angoulême, França.

Germana Viana é quadrinista, autora de Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço e integrante do coletivo de quadrinhos CBGibi. Trabalha também com ilustração, letreiramento e design.

Samanta Flôor é formada em Arquitetura pela UFPel (2004) e trabalha como ilustradora e cartunista freelancer para editoras e para publicidade. Participou do livro MSP Novos 50 (2011), lançou o álbum Toscomics pela Café Espacial/Marca de Fantasia (2013) e realizou uma exposição individual em Beja, Portugal. Em 2015 lançou seu segundo livro infantil: O Astronauta de Pijama (Marsupial) e participou do Guia Culinário do Falido (Balão Editorial).

Sobre a editora

Com sede em Campinas, no Estado de São Paulo, a Zarabatana Books publica livros e quadrinhos, nacionais e estrangeiros, que não costumam ter espaço nas demais editoras de quadrinhos brasileiras.  Em 2008, trouxe para o Brasil as tiras de Macanudo, do argentino Liniers, e desde então vem publicando regularmente a produção de quadrinhos daquele país, com destaque para a coletânea Fierro.

Publicou, entre muitas outras, obras premiadas como Bando de Dois, de Danilo Beyruth, e a série de graphic novels de Guy Delisle, narrando suas experiências vivendo em alguns dos países mais problemáticos do mundo: Shenzhen (China), Pyongyang (Coreia do Norte), Crônicas Birmanesas (Myanmar) e Crônicas de Jerusalém (Israel).

SPAM

Autoras: Camila Torrano, Cátia Ana, Cynthia B., Germana Viana e Samanta Flôor

Editora: Zaratana Books

Páginas: 80 (capa e miolo coloridos)

Formato: 16 x 23 cm

Preço: R$ 44,00

www.zarabatana.com.br

 

“O Jogo das Andorinhas” relembra história de solidariedade em meio à Guerra Civil Libanesa

Capa O Jogo das Andorinhas

A tragédia da guerra costuma esconder histórias de solidariedade. A Guerra Civil Libanesa (1975-1990) não é exceção. Na graphic novel O Jogo das Andorinhas – Morrer Partir Retornar (Zarabatana Books, 192 páginas, R$ 40), a autora Zeina Abirached relembra a noite em que seus pais saíram de casa para visitar a avó em outro ponto da capital, Beirute. Com a intensificação dos bombardeios, Zenia e seu irmão mais novo vivem o drama da ausência dos pais e da incerteza de seu retorno para casa.

É nesse momento que a força da união se faz presente. No pequeno cômodo que servia de abrigo para a família – o mais seguro do prédio – começam a desfilar diferentes tipos da comunidade libanesa: Anhala, a ex-governanta e ótima cozinheira; Chucri, o “faz-tudo” que perdeu o pai para a guerra; o letrado Ernest, apaixonado por Cyrano de Bergerac e que teve o irmão gêmeo alvejado por franco-atiradores anos antes; e muitos outros.

Juntos, eles formam uma rede de proteção emocional para as crianças, com suas receitas, jogos, brincadeiras, leituras e conversas do cotidiano.

Tão marcante quanto o relato daquela noite que parecia não ter fim é a técnica de Zeina, que dá vida aos elementos narrativos dos quadrinhos – balões, recordatórios, onomatopeias, transições entre os quadros – enquanto enche seus personagens de expressividade. A opção pelo branco e preto chapado, sem cinzas ou hachuras, parece dizer que a imbecilidade da guerra não aceita meios termos.

O prefácio é assinado por Trina Robbins, desenhista e escritora ícone do movimento underground entre os anos 1960/70.

A Guerra Civil Libanesa

O conflito dividiu o Líbano entre cristãos, do lado Oriental, e muçulmanos, do Ocidental. Os desentendimentos entre os dois grupos (e também os drusos) datam antes mesmo de o país se tornar independente da França, em 1943. Com a criação do Estado de Israel após a 2ª Guerra Mundial, a situação foi agravada pelo grande afluxo de refugiados palestinos que deixaram suas terras. A capital Beirute foi rasgada ao meio por muros de tijolos e sacos de areia. Bombardeios, franco-atiradores, atentados terroristas e a intervenção militar dos países vizinhos ceifaram milhares de vidas.

A autora

Zeina Abirached nasceu em Beirute em 1981, em uma família libanesa cristã, e tinha dez anos quando o conflito finalmente terminou. Estudou artes gráficas e design na Academia Libanesa de Belas Artes (ALBA). Em 2002, recebeu o prêmio principal do Festival Internacional de Histórias em Quadrinhos de Beirute por sua primeira graphic novel, Beyrouth-Catharsis. Mudou-se para Paris em 2004 para estudar na Escola Nacional de Artes Decorativas.

Sobre a editora

Com sede em Campinas, no Estado de São Paulo, a Zarabatana Books publica livros e quadrinhos, nacionais e estrangeiros, que não costumam ter espaço nas demais editoras de quadrinhos brasileiras.  Em 2008, trouxe para o Brasil as tiras de Macanudo, do argentino Liniers, e desde então vem publicando regularmente a produção de quadrinhos daquele país, com destaque para a coletânea Fierro.

Publicou, entre muitas outras, obras premiadas como Bando de Dois, de Danilo Beyruth, e a série de graphic novels de Guy Delisle, narrando suas experiências vivendo em alguns dos países mais problemáticos do mundo: Shenzhen (China), Pyongyang (Coreia do Norte), Crônicas Birmanesas (Myanmar) e Crônicas de Jerusalém (Israel).

Mais informações em www.zarabatana.com.br.

“Perigo no Circo Sombrio” resgata clima das HQs de antigamente

PerigoNoCircoSombrio

Do Press-Release

Houve um tempo em que as histórias eram centradas no homem comum, que perseguia seus sonhos movido pelo esforço próprio. Um tempo de pin-ups platinadas e valentões topetudos que esbanjavam virilidade montados em suas motocicletas. Foi nessa época que o quadrinhista Aluir Amancio buscou inspiração para criar Perigo no Circo Sombrio, álbum em quadrinhos que a Zarabatana Books acaba de lançar.

A HQ acompanha a trajetória do órfão Peri Perilo desde a misteriosa concepção e a vida difícil no orfanato, até encarar a dura rotina no Circo da Madame Charlotte. Lá, Peri encontra uma motivação para a vida, dá os primeiros passos em sua jornada para se tornar o herói Perigo (“o maior astro de filmes de ação do mundo”) e começa a manifestar poderes inexplicáveis.

Sua simplicidade e carisma, somados a doses cavalares de macarronada e exercícios físicos, conquistam a simpatia de todos, em especial da curvilínea Debora Estrela, ao mesmo em tempo que atiçam a competitividade do astro principal do picadeiro, Bono Velox.

Nas palavras do autor, Perigo no Circo Sombrio resgata o senso de nostalgia, humor, mistério, humor, inocência e romance cada vez mais raros atualmente. A HQ foi um dos projetos selecionados em 2013 pelo Programa de Ação Cultural – ProAC, da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Sobre o autor

Aluir Amancio começou sua carreira profissional com Mauricio de Sousa aos 10 anos de idade. Mais tarde trabalhou em diversos títulos para as editoras Abril (capas e quadrinhos de revistas Disney e revista Senninha) e Globo (Revista da Xuxa). Em 1991, sua criação Andrea, a Repórter foi publicada pela Editora Abril. A partir de 1995 começou a trabalhar para a DC Comics em títulos como Superman Adventures, o que lhe valeu um convite do desenhista e produtor Bruce Timm para integrar sua equipe de criação.

Desde 1998 produz storyboards para estúdios como Warner Bros., Walt Disney Animation, Sony, Cartoon Network e Universal. Seu nome pode ser visto nos créditos de grandes produções para TV: Superman Animated, Batman Beyond, Justice League, Tarzan, Buzz Lightyear, Angelina Ballerina, Care Bears, Ben 10: Ultimate Alien, Ben 10: Omnitrix, Stitch e de várias animações para vídeo de Scooby-Doo e Land Before Time XIV. Desenhou quatro edições de The Spirit, de Will Eisner, para a DC Comics.

Sobre a editora

Com sede em Campinas, no Estado de São Paulo, a Zarabatana Books publica livros e quadrinhos, nacionais e estrangeiros, que não costumam ter espaço nas demais editoras de quadrinhos brasileiras.  Em 2008, trouxe para o Brasil as tiras de Macanudo, do argentino Liniers, e desde então vem publicando regularmente a produção de quadrinhos daquele país, com destaque para a coletânea Fierro.

Publicou, entre muitas outras, obras premiadas como Bando de Dois, de Danilo Beyruth, e a série de graphic novels de Guy Delisle, narrando suas experiências vivendo em alguns dos países mais problemáticos do mundo: Shenzhen (China), Pyongyang (Coreia do Norte), Crônicas Birmanesas (Myanmar) e Crônicas de Jerusalém (Israel).

Mais informações em www.zarabatana.com.br.

Perigo no Circo Sombrio

Autor: Aluir Amancio

Editora: Zaratana Books

Páginas: 64 (capa e miolo coloridos)

Formato: 21 x 28 cm

Preço: R$ 36,00

“Rat Queens” chega ao Brasil pela Jambô. Confira o preview.

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Do Press-Release

A Jambô Editora está trazendo para o Brasil Rat Queens, série em quadrinhos da Image Comics, que reúne fantasia, ação e humor numa combinação de tirar o fôlego.

O título foi criado por Kurtis J. Wiebe (roteiros) e Roc Upchurc (arte), e chamou a atenção dos leitores norte-americanos pelo seu ritmo alucinado, histórias divertidas e protagonistas carismáticas e extraordinárias.

Rat Queens conta as desventuras de um grupo de quatro mercenárias insólitas, as Ratas Rainhas: Violet, anã guerreira que quebrou tabus do seu clã; Hannah, elfa maga com uma tendência a arroubos de violência e palavreado pesado; Betty, ladra de tendências hippies, viciada em doces, bebidas e festas, e Dee, clériga humana cujos pais cultuam um deus-polvo voador de outra dimensão.

Juntas, elas arranjam os piores trabalhos e missões do mundo, dando uma nova visão para o gênero de fantasia.

A série foi indicada em 2014 ao prêmio Eisner como Melhor Série Nova e ganhou o GLAAD Award (premiação da Gay & Lesbian Alliance Against Defamation, que homenageia representações justas da comunidade LGBT) de “Outstanding Comic Book” (Álbum de Quadrinhos de Destaque) em 2015.

Em sua primeira publicação no Brasil, Rat Queens recebe tratamento de luxo ao reunir as cinco primeiras edições do título, que contém o primeiro arco de histórias do grupo, e apresentar as personagens, seu mundo, seus amigos e seus palavrões preferidos.

Rat Queens — Vol. 1: Pancadaria & Feitiçaria é tem capa dura, com 128 páginas coloridas em papel couchê de alta qualidade, e preço sugerido de 59,90. O lançamento será no dia 15 de abril, na Bienal do Livro de Minas, em Belo Horizonte. O conteúdo é recomendado para maiores de 14 anos.

Para conhecer um pouco mais sobre as quatro Ratas Rainhas, visite o link.

Confira abaixo um preview do lançamento da Jambô (clique na imagem para ampliar):

Papo de Quadrinho viu: Batman Vs Superman – A Origem da Justiça

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ATENÇÃO, para fazermos essa resenha será necessário usar SPOILERS. Se você ainda não viu o filme, veja antes de ler nossa resenha.

Quando foi anunciado um filme conjunto entre Batman e Superman, os maiores super-heróis da DC Comics, e ícones mundiais da cultura pop, a expectativa se tornou imensa. Some-se a isso uma novidade importante: a introdução da Mulher Maravilha, terceira figura mais importante na trindade da editora e que ganhará filme solo. Como a Warner/DC apresentaria seus heróis sem usar o consagrado recurso transmídia da Marvel Studios?

Foi com essa e outras perguntas em mente que a ansiedade tomou conta dos fãs e da imprensa, seguido por um curioso clima de haterismo na medida em que imagens e informações sobre o filme  eram divulgadas, principalmente pela escolha do ator Ben Affleck para viver o novo-velho Batman. O diretor, Zack Snyder, que também conta com um respeitável fã clube de haters, foi alvo contante de críticas antes sequer de o filme estrear.

Aos poucos, trailers mostraram grandes cenas, ideias promissoras, mas a dúvida permaneceu por parte de muitos fãs e haters: será um bom filme?

A despeito de todas as dúvidas e críticas, a resposta é SIM, é um bom filme. Ainda que tenha complexidades inesperadas para o público acostumado às adaptações de super-heróis (mas nem tanto para os leitores habituais de gibis da DC), e ainda que sofra uma inevitável comparação com o bom e bem azeitado universo cinematográfico da Marvel, Batman vs Superman – A Origem da Justiça tem muitos acertos e, a sua maneira, vai montar o universo DC no cinema.

Um passo para a Liga da Justiça

Ao contrário da sua concorrente, a DC trilhou um caminho denso, adulto e referendado por obras clássicas das HQs da editora, como O Cavaleiro das Trevas (Frank Miller) e a Morte do Superman (Dan Jurgens), amarrando com a nova mitologia criada pelos Novos 52, de Geoff Johnsem que a DC Comics dá origem à Liga da Justiça a partir de um esforço para defender a Terra do maior vilão da editora, Darkseid (criação de Jack Kirby).

A paleta de cores escolhida para o filme é soturna. O Batman de Miller vivido por Ben Affleck é violento, capaz de usar uma arma. Um Batman pouco convencional. É um guerreiro amargurado, taciturno, que observa pesaroso uma armadura do Robin pixada com um desafio do Coringa, referência a Batman: A morte do Robin (Jim Starlin) e que vamos ter que esperar para saber mais no filme do Esquadrão Suicida. Um Batman repleto de perdas que percebe, após 20 anos combatendo o crime em Gotham, que seu trabalho é pequeno perto da ameaça representada pelo poderoso alien que atende por Superman (Henry Cavill) .

Visto ora como salvador ora como uma maldição, Superman é julgado por conta do espetáculo de destruição na luta contra o General Zod em O Homem de Aço, ainda que tenha salvado a Terra. O poder e o descontrole desses seres são questões levantadas pelo governo e por seu antagonista, Lex Luthor (Jesse Eisenberg), apresentado como um jovem gênio psicótico, mimado e típico dos nossos dias, ao mesmo tempo em que lembra um cientista louco clássico dos quadrinhos.

Lex Luthor é um homem temeroso quanto ao futuro da humanidade, mas sedento pelo controle sobre ela. Ele sabe que esses super-humanos – ou metahumanos – são como os antigos Deuses. Essa loucura atinge seu expoente quando ele usa tecnologia kryptoniana para criar o monstro Apocalypse e tem contato, ao que parece, com a caixa materna. Antes, para que seu controle seja total, Luthor manipula os heróis e os guia rumo a um confronto inevitável.

Descobertas como vida alienígena, tecnologia avançada e aparição dos deuses e super-seres parecem ter grande impacto na vida do homem comum no universo cinematográfico da DC. Essas descobertas geram medo e levantam suspeitas. E nesse clima de desconfiança e descobertas está a figura enigmática de Diana (‎Gal Gadot ) uma poderosa guerreira que só conheceremos melhor em seu filme solo

Há também a citação nos arquivos de Luthor sobre outros personagens poderosos: um homem submarino, um jovem velocista e um ciborgue humano  criado com o uso de um objeto confidencial encontrado nos anos 1980, que os iniciados reconhecem como a caixa materna.

BATMAN V SUPERMAN

Dessa forma, o filme sai do convencional quando mostra num misto de sonho e profecia, um Flash vindo de um futuro incerto, onde o Superman se tornou um mero agente local de um poder maior.

Eis os deslizes

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O ritmo da narrativa é muitas vezes quebrado, não funciona e arrasta o filme. E ainda que a narrativa de Snyder não obedeça a cartilha simples dos heróis Marvel, falta fluidez em diversos momentos.

A fluidez se perde, a grande quantidade de referências é um acerto que diante dos leigos, atrapalha. O público não iniciado tem problemas para entender referências da vinda de Darkseid, da Terra invadida por Apokolips, da caixa materna e dos parademônios. Acostumados à narrativa simplificada da Marvel, esse excesso de informações e referências são um problema para o filme, que eventualmente seria corrigido em uma versão estendida.

Nosso veredito

Se o filme não é perfeito por causa do ritmo e de tanta informação, as virtudes em Batman vs Superman – A Origem da Justiça estão na ousadia de tentar algo diferente para o gênero, sem apostar em soluções comuns e lineares que nos acostumamos a ver nos filmes da Marvel.

É um filme carregado de simbolismos, denso, soturno. Não é um filme infantil. Tem uma trilha sonora muito boa, atuações convincentes e surpreende o público ao tirar de cena um dos protagonistas, embora todo mundo que tenha lido quadrinhos sabe que ele vai voltar. A DC apontou um caminho interessante e diferente para seus filmes, que incluem um clima de tragédia para a humanidade, supostamente já condenada nas mãos de Darkseid.

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A forma como os outros filmes amarrarão essa narrativa é um novo mistério. Como apresentar os novos super-heróis sem usar a fórmula bem sucedida da Marvel?

A Warner/DC criou seu jeito de contar sua história. Às vezes confusa, às vezes pessimista, muitas vezes empolgante. Nada que um leitor de quadrinhos não conheça. Valeu também pela ousadia de trazer um clima sombrio aos filmes, de mostrar que antes de ser nossos salvadores, o super-heróis carregam um legado de destruição, morte e transformação para a humanidade. Que venham mais filmes de super-heróis sérios, mais destruição em massa e mais Deuses, mas sem perder a empolgação e a aventura.

A Ameaça do Barão Macaco introduz novo anti-herói das HQs nacionais

(do release)

O crime organizado toma conta da cidade grande, com envolvimento dos políticos e a apatia de uma polícia bem-intencionada, porém despreparada. É nessa hora que a sociedade abre espaço para os vigilantes, que buscam fazer justiça mesmo à margem da lei. Nesse ambiente de corrupção, tráfico e violência se desenvolve a trama de A Ameaça do Barão Macaco, mais um lançamento em quadrinhos da Zarabatana Books, desta vez em parceria com o coletivo de quadrinhos Fictícia. Hector Lima (roteiro), Milton Sobreiro (arte) e Felipe Sobreiro (capa e letras) constroem a gênese de um anti-herói urbano, que com sua máscara de macaco e mira certeira, ameaça as estruturas do crime.

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Mas quem é esse vigilante solitário que age nas sombras para fazer de sua cidade um lugar mais justo e seguro? Este é um mistério que a repórter Renata tenta desvendar, mesmo que isso coloque em risco sua carreira e sua vida. A Ameaça do Barão Macaco é um thriller urbano atual, surpreendente e cheio de reviravoltas, que faz justiça à qualidade da atual safra de histórias em quadrinhos nacionais.

Sobre os autores

Hector Lima: Autor de Zumbingo, o Major, colaborou nas coletâneas nacionais Front e Manticore, e na britânica Commercial Suicide, e organizou a coletânea de brasileiros Inkshot, pelo do selo americano Monkeybrain Comics entre outros.

Milton Sobreiro: Começou a trabalhar com HQs aos 70 anos, depois de uma carreira como ilustrador, pintor e diretor de arte em agências de publicidade. Teve histórias publicadas nas coletâneas norte-americanas Heavy Metal, colecionadas em Divergent Dimensions, Cthulhu Tales, Zombie Tales (Boom Studios), Popgun Vol. 1 (Image Comics) e Inkshot (MonkeyBrain Comics). Desenhou também Bestiarium Nocturna e La Santa (Ruptura Comics) e colaborou em Smoke / Ashes (Dark Horse Comics).

Felipe Sobreiro: Filho de Milton Sobreiro, desenhou The New Adventures Of Sigmund Freud (de Juan Arteaga) e outras histórias curtas como Cartilha Da Bala, para a coletânea Inkshot (MonkeyBrain Comics.Atua como colorista em HQs publicadas nos Estados Unidos, como na saga Luther Strode (Image Comics), a minissérie Polarity (Boom Studios), a revista mensal Spread (Image Comics), e produziu capas para títulos da Marvel e da DC Comics.

Sobre a editora

Com sede em Campinas, no Estado de São Paulo, a Zarabatana Books publica livros e quadrinhos, nacionais e estrangeiros, que não costumam ter espaço nas demais editoras de quadrinhos brasileiras.  Mais informações em www.zarabatana.com.br.

Congresso discute reflexos da realidade nos quadrinhos

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Do Press-Release

A tendência contemporânea de refletir a realidade nas histórias em quadrinhos será discutida em um congresso específico sobre o tema. O encontro acadêmico irá ocorrer nos dias 12 e 13 de julho no campus Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo.

A Jornada Temática de Histórias em Quadrinhos terá apresentações de trabalhos de pesquisadores e debates. As mesas irão abordar diferentes facetas que envolvem o assunto: dos limites do humor gráfico à representação histórica, das autobiografias ao jornalismo em quadrinhos.

A organização do congresso optou pelo tema por conta do crescente volume de publicações e projetos que tentam se pautar na realidade para a construção das histórias. Percebe-se essa tendência tanto no exterior quanto aqui no Brasil.

O envio de propostas de comunicações para serem apresentadas termina dia 11 de abril. As inscrições são feitas por meio do site do congresso.

Esta é a segunda edição da Jornada Temática de Histórias em Quadrinhos. Na primeira, realizada em 2013, o assunto debatido foram as adaptações literárias.

O encontro é organizado pelo Observatório de Histórias em Quadrinhos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e pelo Grupo de Pesquisa sobre Quadrinhos da Universidade Federal de São Paulo.

SERVIÇO

II Jornada Temática de História em Quadrinhos – Reflexos do Real

Quando: 12 e 13 de julho

Onde: campus Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo

Endereço: Estrada do Caminho Velho, 333, bairro dos Pimentas, Guarulhos (SP)

Inscrições: até 11 de abril

Festival Guia dos Quadrinhos muda de local e dobra de tamanho

Festival Guia dos Quadrinhos 2016

Do Press-Release

Criado em 2009, o Festival Guia dos Quadrinhos é único entre os eventos de cultura pop do Brasil. Só ele abre espaço para stands nos quais colecionadores podem trocar e vender quadrinhos raros e outros itens fora de linha que não são encontrados em nenhum outro lugar.

Nos últimos anos, o evento também abriu espaço para editoras, sebos e lojas especializados em produtos nerds e mangás, lojas de brinquedos e, principalmente, para artistas de quadrinhos brasileiros. Para sua edição de 2016, o Festival Guia dos Quadrinhos foi transferido para um novo espaço e dobrou a capacidade de seu Mercado de Pulgas.

A última edição do evento, em 2015, teve 35 expositores e 9 mesas de artistas. Mas, para este ano, o evento trará 70 expositores diversos e 28 mesas de artistas com o que há de mais atual na produção de quadrinhos nacional.

Artistas convidados

Pela primeira vez, o evento também terá quatro artistas convidados, que participarão de debates sobre quadrinhos, venderão seus trabalhos e autografarão suas obras para os fãs. São quatro profissionais que trabalham tanto para o mercado brasileiro quanto para editoras estrangeiras e são astros da nona arte: Ivan Reis (Liga da Justiça, Aquaman); Julia Bax (Daikiri, X-Men: Primeira Turma), Felipe Massafera (Lanterna Verde, Superman) e Danilo Beyruth (Astronauta: Magnetar, Gwenpool).

Exposições de arte

O evento terá duas exposições de arte. Uma apresentará artes originais do desenhista homenageado desta edição, o premiado Laudo Ferreira, autor de obras como Yeshuah e O Estranho Mundo de Zé do Caixão. A outra exposição homenageará o clássico seriado Batman, de 1966, com bastidores, curiosidades e fotos raras da série, além de artes criadas por artistas brasileiros especialmente para a ocasião.

Leilão Beneficente

Outra novidade desta edição do evento será um leilão beneficente de artes originais doadas por desenhistas de quadrinhos como Roger Cruz e Joe Bennett em prol do quadrinista Cadu Simões (criador do personagem Homem-Grilo), que enfrenta problemas de saúde. Esta é a chance de muitos fãs levarem para casa belíssimas peças de arte exclusivas e, de quebra, ainda ajudar em uma ótima causa.

Também fazem parte da programação dos dois dias do Festival Guia dos Quadrinhos 2016 outras atividades, como workshops para aspirantes a desenhistas; avaliação de portfolios; concurso de cosplay; debates e palestras sobre quadrinhos, cinema e TV e Quiz Nerd com prêmios para os acertadores.

Pelas atividades que proporciona a seus visitantes e pela interação que promove entre profissionais do entretenimento e o público, o Festival Guia dos Quadrinhos é chamado por muitos de “o evento nerd mais divertido de São Paulo” e é uma ótima pedida para adultos, jovens e crianças. Logo será divulgada a programação completa do evento.

É possível garantir presença no Festival Guia dos Quadrinhos 2016! Ingressos com desconto já estão à venda em www.guiadosquadrinhos.com/festival/page/ingressos, mas também estarão disponíveis para venda na porta, nos dois dias do evento.

Organizado por Edson Diogo, designer gráfico e criador do site Guia dos Quadrinhos (www.guiadosquadrinhos.com), e pelo jornalista Maurício Muniz, especializado em cultura pop, o Festival Guia dos Quadrinhos 2016 terá lugar no Club Homs (Avenida Paulista, 735) nos dias 09 e 10 de abril. Local de fácil acesso, próximo ao Metrô Brigadeiro, o Club Homs é um dos mais famosos centros de eventos de São Paulo.

Coleção de Cards

Em 2016, o Festival Guia dos Quadrinhos traz uma surpresa especial para seus visitantes: o evento dará início a uma coleção com dez cards que trarão capas e informações sobre as mais famosas revistas em quadrinhos lançadas no mercado brasileiro.

As revistas homenageadas neste ano serão: O Tico-Tico nº1 (Editora O Malho, 1905); Suplemente Juvenil nº1 (Editora GCSN, 1934); Gibi: Edição de São João (Editora O Globo, 1942); Raio Vermelho nº1 (Editora Abril, 1950); Pererê nº1 (Editora O Cruzeiro, 1960); Zé Carioca nº479 (Editora Abril, 1961); O Vigilante Rodoviário nº1 (Editora Outubro, 1962); Capitão América nº1 (Editora Abril, 1979); Chiclete com Banana nº1 (Editora Circo, 1985) e Akira nº1 (Editora Globo, 1990).

Todas essas revistas representam momentos históricos para o mercado de quadrinhos no Brasil e deram início a títulos de longa duração, que marcaram época. A coleção de cards trará detalhes e curiosidades sobre as revistas.

A coleção não será vendida, mas distribuída gratuitamente aos visitantes do Festival Guia dos Quadrinhos. Mas, atenção: as quantidades são limitadas! Apenas os primeiros visitantes a chegarem ao evento, nos dias 9 e 10 de abril, receberão os conjuntos completos com 10 cards. Os visitantes que comprarem ingressos antecipados para o evento garantirão seus conjuntos de cards, enquanto as quantidades durarem. O segundo lote de ingressos, já à venda, poderá ser comprado online até 25 de março pelo site www.guiadosquadrinhos.com/festival/ingressos.

Serviço:

Festival Guia dos Quadrinhos 2016
Quando: 9 e 10 de abril
Horário: das 11h às 21h (dia 9) e das 10h às 20h (dia 10)
Onde: Club Homs – Avenida Paulista, 735 (estação Brigadeiro do metrô)
Ingressos na porta: R$ 30,00
Ingressos com desconto: www.guiadosquadrinhos.com/festival/ingressos
Apoio: Editora Abril, Revista Mundo dos Super-Heróis, Editora Peirópolis, Castelo das Caixas, Papo de Quadrinho, Superbanca Superamigos, Edson Rossatto, O Pastel Nerd e Comics Cosplay BR
Contato da organização: festival@guiadosquadrinhos.com
Assessoria de Imprensa: (11) 98997-4865 / cida.candido@uol.com.br

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