Revista O Grito!

Novos tênis com heróis vintage da Marvel

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A divisão de licenciamento da Disney está fazendo um trabalho muito bom com a fase clássica da Marvel. Alguns exemplos recentes são os adesivos de parede da RoomMate, os ímãs da Ímãs do Brasil e as camisetas da Riachuelo.

Agora, a fabricante de calçados Sugar Shoes lança a coleção Marvel Comics com imagens icônicas do Hulk, Thor, Capitão América e Homem de Ferro.

Os tênis têm cabedal de lona e duas versões, com cadarço e elástico. A numeração infantil vai do 23 ao 32 (R$ 89,90) e a adulta, do 33 ao 42 (R$ 99,90).

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As lojas começam a receber os calçados nesta semana, inclusive as onlines Dafiti, Tricae e Mundial Calçados.

Para mais informações, o SAC da Sugar Shoes é o 0800–6422600.

Crítica: No Limite do Amanhã – repetido e divertido

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Em respeito aos leitores do site, o texto a seguir não contém spoilers.

Demorou, mas saiu nossa crítica. Ofuscado pelo lançamento de X-Men, dias de um futuro esquecido e pela chegada ao Brasil do circo da Copa do Mundo de Futebol, o último filme de Tom Cruise, No Limite do Amanhã passou praticamente despercebido.

Depois do fiasco em Oblivion, Tom Cruise retorna com uma boa história de FC (ficção científica) que aborda viagem no tempo, com muita ação.

Em um futuro próximo, um grupo alienígena atinge a Terra com um ataque avassalador, impossível de ser rechaçado por qualquer unidade militar do mundo.
A criação de um exoesqueleto de batalha nivela os combates e a humanidade finalmente conquista uma vitória graças à bravura de Rita Vrataski (Emily Blunt), o “Anjo de Verdun”.

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A humanidade se prepara para um contra-ataque em larga escala e o major William Cage (Tom Cruise) – um publicitário que nunca combateu – é convocado para acompanhar e registrar a ofensiva humana. Ao se recusar entrar em ação, o Major é rebaixado e enviado para um regimento que fará a primeira incursão contra um inimigo mortal.

Um acidente faz com que Cage se veja inexplicavelmente preso em num túnel do tempo que o força a viver o mesmo dia de combate brutal, lutando e morrendo indefinidamente. Mas a cada renascimento, Cage sobrevive mais tempo e se torna capaz de derrotar mais inimigos. Ao lado da guerreira Rita Vrataski, ele assume a luta contra os aliens, e cada batalha aprendida e repetida, se torna uma oportunidade de encontrar um meio real para derrotar o inimigo.

O roteiro do filme é baseado na obra “All You Need Is Kill” de Hiroshi Sakurazaka, e assim como nos games atuais, onde partir de um save point é possível refazer melhor os combates e vencer, No Limite do Amanhã explora essa possibilidade.

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Tom Cruise tem uma boa atuação e conta com um bom elenco de coadjuvantes. Ele explora com maestria todos os sentimentos que o ex-Major vive por voltar no tempo: primeiro a surpresa, depois o horror de ser prisioneiro do tempo, e por fim, o cinismo diante das repetições ininterruptas. O ritmo da narrativa e as dúvidas constantes dos personagens prendem o espectador.
O desembarque das tropas, a crueza da batalha, relembra abertura do filme Resgate do Soldado Ryan.
As cenas de combate muito bem realizadas, já que o filme é dirigido por Doug Liman (de Identidade Bourne, e Sr. e Sra. Smith), um diretor que domina essa técnica narrativa com maestria.

Aprender, evoluir, morrer e voltar para tentar de novo, não é uma tarefa simples. Como agiríamos se fosse possível aprender a cada erro e tomar um caminho diferente?

Ainda que não seja espetacular, essa nova investida de Tom Cruise na FC é divertida, bem feita e o filme trás bons momentos, superando em muito a performance brasileira na Copa até aqui.

Vale conferir no seu filme on demand favorito.

Terceiro volume de “Game of Thrones” em quadrinhos chega às lojas

Guerra dos Tronos vol.3

A editora Casa da Palavra dá continuidade à série no Brasil e lança Guerra dos Tronos HQ – volume 3, encadernado que reúne as edições 13 a 18 publicadas mensalmente nos Estados Unidos pela Dynamite.

A série adapta diretamente os livros de George R.R. Martin, e não o seriado da HBO. Apesar da fidelidade de ambas, o que as torna bastante parecidas, a HQ permite um olhar diferente sobre a obra, em especial na caracterização dos personagens e na solução narrativa de algumas passagens.

Para quem quiser suportar a abstinência, agora que a quarta temporada na TV foi encerrada, Guerra dos Tronos HQ é uma boa pedida. E não é preciso se preocupar com spoilers: só agora a quadrinhização alcançou os acontecimentos revelados ao final da primeira temporada do seriado.

Guerra dos Tronos HQ – volume 3, escrita por Daniel Abraham e desenhada por Tommy Patterson, tem 224 páginas, capa e miolo coloridos e preço de R$ 39,90.

“Malcolm”: Entrevista em quadrinhos

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Os quadrinhos mantêm uma relação sinérgica e antiga com a música. Apesar de mais recente, o mesmo vale para o jornalismo. Mas jornalismo musical em quadrinhos não é algo que se vê todo dia, ainda mais numa produção nacional.

Pois foi isso que o “Reverendo” Fabio Massari fez em Malcolm, com suporte da arte de Luciano Thomé. O lançamento é da Edições Ideal, pelo selo Mondo Massari.

A HQ transcreve a entrevista que Massari fez meio de improviso com Malcolm McLaren em 1995, quando o agitador cultural e criador da banda punk Sex Pistols desembarcou na sede da MTV Brasil sem aviso prévio.

O material completo nunca foi levado ao ar pela emissora; portanto, Malcolm é o primeiro registro dos 50 minutos daquela conversa.

A chance da quadrinização de uma entrevista dar errado é grande. Não é o caso aqui. Massari e Thomé ilustram a fala de McLaren com imagens das cenas narradas e referências iconográficas, o que torna a leitura bastante agradável.

O produtor traça um panorama do cenário musical britânico nos anos 1970, detalha os mecanismos da indústria fonográfica e cultural, relembra as raízes da World Music. Tudo pela lente de sua personalidade ególatra, mas não por isso menos interessante.

Para dar vida à verborragia meio lisérgica de McLaren, Luciano Thomé tinha dois caminhos, e nenhum deles envolve a arte convencional: ou partia para um estilo delirante à Dave McKean e Bill Sienkiewicz ou para um traço minimalista, garranchoso. Optou pelo segundo, no que fez muito bem, pois conseguiu estabelecer um rico diálogo entre forma e conteúdo.

Malcolm é um livro que vale ser lido pela oportunidade de se conhecer em primeira pessoa o pensamento de um polêmico, porém importante, ícone da cultura pop; mas deve ser lido, sobretudo, pelo ineditismo da experiência de transpor uma entrevista para a arte sequencial.

O livro tem 64 páginas, capa dura colorida, miolo em preto e branco e preço de R$ 29,90. Vale muito o investimento.

Produzida com apoio do ProAC, “Aos Cuidados de Rafaela” tem lançamento no fim do mês

Aos cuidados de rafaela

O projeto, de autoria de Marcelo Saravá (1000 Palavras) e Marco Oliveira (Overdose Homeopática), foi aprovado pelo ProAC Quadrinhos 2012 e acaba de ser concluído.

O lançamento, em parceria com a editora Zarabatana Books, está agendado para o dia 27 de junho, a partir das 19h, na Blooks Livraria do Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 — Bela Vista — São Paulo).

De acordo com os autores, Aos Cuidados de Rafaela é um drama típico de Nelson Rodrigues: o quarentão Nicolas apaixona-se pela manipuladora cuidadora de sua mãe. Quando esta morre, Nicolas inventa uma doença grave para manter a jovem por perto, e passa a aceitar todo tipo de humilhação.

Por esta sinopse e pelo histórico dos autores, dá para esperar que vem coisa boa por aí.

Livro traça evolução dos quadrinhos nos últimos 50 anos

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Conforme antecipado pelo Papo de Quadrinho, a WMF Martins Fontes confirma para este mês o lançamento de Quadrinhos: História Moderna de uma Arte Global, de Dan Mazur e Alexander Danner.

A partir de movimento underground de 1968 nos Estados Unidos, o livro traça um panorama da evolução da nona arte em diversos países, o Brasil entre eles.

Abrange, portanto, os principais estilos, artistas e movimentos conhecidos: super-heróis, underground, mangás, bandes dessinées, fumetti, tebeos, historietas… até chegar aos atuais quadrinhos digitais, que vêm encurtando a distância entre artistas e leitores. Tudo isso embalado em 300 ilustrações em que foram mantidas as cores originais.

Por falar em artistas, são muitos os retratados em Quadrinhos: dos ilustres Jack Kirby, Hergé, Moebius, Katsuhiro Otomo, Neil Gaiman e Alan Moore até outros pouco conhecidos, como Andrea Pazienza e Fabrice Neaud.

Quadrinhos: História Moderna de uma Arte Global tem 320 páginas e preço de R$ 89. A revisão técnica é de Waldomiro Vergueiro, um dos maiores estudiosos do assunto no nosso país.

“Quem matou João Ninguém?”: Super-herói brasileiro e original

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A principal crítica que se faz à produção de quadrinhos de super-heróis no Brasil é a tentativa de emular a bem-sucedida fórmula norte-americana, em especial das majors Marvel e DC. De fato, o resultado nem sempre é o desejado.

Não é o caso de Quem Matou João Ninguém?, de Zé Wellington, Wagner Nogueira e vários artistas, que a editora Draco acaba de lançar com apoio da Secretaria de Cultura do Ceará.

Claro que é possível identificar alguns elementos conhecidos: o garoto transformado em herói após a morte, o espírito da vingança pessoal que se engaja numa causa maior, o reconhecimento paulatino da sua nova condição. Mas todas essas são questões arquetípicas e estão longe de soar como plágio ou mesmo inspiração.

Sujeito-Homem, o codinome assumido por João depois do seu misterioso assassinato, recebe da Morte uma segunda chance. Sua missão é enfrentar uma força maligna e supostamente sobrenatural que tomou conta do Morro de Santa Edivirges, onde ele e seus amigos convivem desde a infância.

Esta é a deixa para o roteiro de Wellington e Nogueira intercalarem fatos do presente com aqueles em flashback que levaram cada um dos garotos – João, Roberto, Sandro e Nina – a seguirem caminhos tão diferentes. A história tem uma estrutura não-linear em que os acontecimentos vão se justificando à medida que a leitura avança.

Apesar de guardar algumas surpresas (a identidade do vilão Tavão) e do final inconclusivo (João é mesmo um herói ou só um garoto viciado em gibis?), a última parte da história perde um pouco o fôlego. Mas não é nada que comprometa ou desmereça a narrativa como um todo.

Quem matou João Ninguém? é original em diversos sentidos: utiliza a estética mangá sem os excessos típicos do gênero; ambienta a ação num contexto de carência material, a favela; faz a transição competente entre o mundo lúdico das crianças e o mundo cão delas próprias, agora adultas; tem várias referências aos quadrinhos de super-heróis e usa, sem abusar, da metalinguagem (João é desenhista de HQs, estudos de personagem da obra vão parar em sua prancheta).

O mais importante é que esta HQ cria um novo super-herói nacional com enorme potencial de desenvolvimento. Tomara que os autores não venham a continuar dependendo de recursos públicos e possam dar continuidade ao trabalho. Superada a etapa de contar sua origem, Sujeito-Homem, parece, tem ainda muitas aventuras para viver – mesmo estando morto.

Quem matou João Ninguém? tem 120 páginas, capa colorida e miolo em preto e branco. Pode ser adquirida diretamente no site da editora Draco ou da livraria Saraiva por R$ 29,90. Em breve, será lançada a versão em digital por R$ 14,90. Vale o investimento.

Vale o investimento – “Draconian”: Vampiros descolados

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A trajetória de Draconian começou no final dos anos 1990, na extinta revista Dragão Brasil. Com adaptações e adição de histórias inéditas, a criação de Paulo Cesar Santos ganhou publicação própria, independente, em outubro de 2012.

Draconian reúne histórias curtas centradas num grupo de amigos vampiros. A exemplo dos modernos seriados de TV do gênero, eles têm aparência jovem, são descolados e convivem entre os vivos em harmonia e mais ou menos ocultos.

Tocam sua vida da mesma forma que os humanos, frequentam galerias de arte, baladas e trabalham. Uma das melhores frases vem de um atendente de loja: “Mano, nem todo vampiro tem um ‘conde’ antes do nome, tá ligado?”.

Como costuma acontecer nesse tipo de coletânea, o resultado é irregular. Alguns roteiros são mais consistentes e interessantes que outros. Por envolver o mesmo grupo de personagens, as histórias melhoram com a evolução da leitura na medida em que se dão as interligações e a troca de referências entre eles. Atenção para as muitas referências ao rock e à cultura pop.

O elemento que se mantém regular todo o tempo é o traço firme e elegante de Paulo Cesar. Seu estilo clássico faz bom uso do claro e escuro; a diagramação é arrojada e a narrativa, fluida. Destaque para a splash page da história Você deve se lembrar e sua reprodução da França ocupada pelos nazistas em 1941.

Para quem ainda não teve oportunidade de ler, vale a pena uma conferida nesta obra, que conta também com roteiros de André Farias.

Draconian é uma edição caprichada, com 128 páginas, capa colorida e miolo em preto e branco em papel couché. O preço é justo, R$ 20, e a HQ pode ser adquirida nas lojas físicas e virtuais da Gibiteria, Monkix e Comix, ou diretamente com o autor pelo e-mail draconianhq@gmail.com. Vale o investimento.

Vale o Investimento: A Iara, Uma lenda indígena em quadrinhos

 

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Inspirada nas narrativas indígenas brasileiras, a lenda de Iara, uma das mais interessantes do folclore brasileiro é recontada na HQ A Iara – Uma lenda indígena em quadrinhos, escrita e ilustrada pelo pernambucano Silvino.

A lenda é contada pelo pajé Kapot, um dos raros sobreviventes à atração da sereia, que fala dos perigos e encantos da exuberante Iara aos mais jovens, para alertá-los do poder de sedução da criatura. Mas a tragédia se torna eminente quando o jovem e ousado caçador Ngoi-Tumre desafia o poder do canto de Iara para tentar agradar sua noiva Moema.

Silvino se apropria da estética do cordel e faz uma narrativa competente, com técnica mista, colorida e bonita. O roteiro entrelaça aspectos folclóricos da história oral dos índios Mebemokré com o drama e a fantasia da lenda da Iara. O resultado é uma HQ que agrada todos os públicos, sobretudo as crianças.

A Iara –Uma lenda indígena em quadrinhos tem capa e miolo colorido, custa R$ 42,00 e vale o investimento.

Revista Mundo Nerd 3 está nas bancas

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Após o sucesso das edições anteriores, a revista Mundo Nerd 3 traz as curiosidades e os bastidores daquela que é considerada a melhor série de TV de todos os tempos. A reportagem conta como Vince Gilligan bolou a química dos personagens, explica as mensagens ocultas nos episódios e mostra incríveis e divertidas curiosidades dos bastidores

» E ainda na Mundo Nerd 3

Tudo sobre Game of Thrones
Uma reportagem de Jota Silvestre com os detalhes e a história por trás da série de TV mais bem-sucedida da atualidade. E o melhor: sem risco de spoilers.

Entrevista com Mark Gatiss
Em uma conversa exclusiva, o ator e roteirista de Sherlock e Doctor Who fala sobre sua paixão por filmes de terror e conta curiosidades sobre as duas séries.

De Volta para o Futuro
Descubra como foi criado o filme que encantou gerações, várias curiosidades sobre o elenco e os bastidores de produção.

Godzilla
A trajetória do monstro gigante nos cinemas e detalhes de seu retorno no novo filme.

Sandman
Conheça mais sobre a HQ que foi uma marco no mercado de quadrinhos adultos e transformou o inglês Neil Gaiman em um dos maiores nomes da fantasia.

Blade Runner
Descubra a trajetória complicada do filme mais cult da década de 1980.

Mestre dos pesadelos
A vida e a obra de H.P. Lovecraft, criador do mito de Cthulhu e um dos nomes mais influentes da fantasia e do terror.

Senhor da estratégia
Conheça o jogo de tabuleiro Guerra do Anel, que mistura a estratégia dos RPGs com o mundo fantástico criado por J.R.R. Tolkien.

Para…
Garimpamos várias dicas do que assistir, ler, ouvir e jogar até a próxima Mundo Nerd chegar. Társis Salvatore e um time de nerds dá dicas de livros de FC e Fantasia, bandas, jogos e HQs.

Serviço:
A Mundo Nerd 3 chega às bancas em 23/5 em São Paulo capital e Rio de Janeiro capital. No restante do país, a revista será lançada nos dias seguintes.
Para mais detalhes sobre nosso sistema de assinatura, ligue (11) 3038–5050 ou 0800 8888 508 ou acesse www.europanet.com.br/superheroi
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