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Mundo dos Super-Heróis destaca “Batman vs. Superman”

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Do Press-Release

Imperdível! A batalha do século será mostada em breve nos cinemas e a Mundo dos Super-Heróis 68 traz todos os detalhes para você se preparar para esse grande confronto. E mais: as novidades sobre o filme do Esquadrão Suicida e o futuro da DC no cinema.

Super-pôster: Batman e Superman: Uma impressionante imagem de 55 cm x 41 cm baseada no esperado filme dos heróis, acompanhado de uma linha do tempo com os encontros deles nos quadrinhos

Outras matérias desta edição:

Steve Englehart: Numa entrevista exclusiva, o autor de grandes HQs da Marvel revela detalhes de sua carreira e de seu processo de criação. Ele está prestes a visitar o Brasil na Fest Comix.

Charlton Comics: A imperdível história da editora que contou com o talento de Steve Ditko, Dick Giordano e outros profissionais, e criou heróis aclamados pelos fãs, como Besouro Azul, Capitão Átomo e Questão.

De volta ao básico: Os detalhes de Surpreendentes X-Men, a revista que apostou nos elementos tradicionais dos mutantes e se tornou um dos novos clássicos das HQs.

Surfista Prateado: Linha do tempo sobre o mais famoso herói cósmico da Marvel. Acompanhe os principais momentos do Surfista, desde sua estreia até sua atual série de sucesso.

Coleção dos Vingadores: As impressionantes estátuas baseadas no filme Era de Ultron produzidas pela empresa brasileira Iron Studios.

Peneira Pop: Supergirl, Flash, Legends of Tomorrow: um guia para você acompanhar as melhores séries de super-heróis do momento e saber quais são as maiores apostas dos estúdios. E mais: as principais notícias sobre o mundo das HQs e afins.

Homem-Cronologia: O mais sábio dos heróis explica a recente mudança dos poderes do Superman.

Universo Marvel/DC: A carreira de Jim Aparo, um dos mais importantes desenhistas das HQs do Batman e autor de vários outros trabalhos para a DC.

Etc & Tal: O editor Maurício Muniz conta as dores e os prazeres de lançar no Brasil As Aventuras da Liga Extraordinária, um dos mais cultuados trabalhos do roteirista Alan Moore.

Recebemos
Resenhas de HQs e uma seleção de trabalhos independentes.

Artista do pôster: Os bastidores da incrível imagem de Batman e Superman desenhada pelos brasileiros Allan Goldman e colorida por Rodrigo Fernandes.

Desafio dos heróis: Teste seus conhecimentos e descubra em que nível de poder nerdístico você se encontra.

A Mundo dos Super-Heróis 68 já está nas bancas em São Paulo e Rio de Janeiro e estará disponível em breve em todo país.

Papo de Quadrinho viu: Supergirl

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Pois é. O piloto da nova série baseada nos quadrinhos vazou na internet seis meses antes da estreia prevista nos Estados Unidos pelo canal CBS.

O curioso é que o vídeo foi disponibilizado em alta resolução (1080p) e sem a marca d’água que os estúdios vêm aplicando às cópias controladas para impedir a pirataria. Isso fez com que alguns sites gringos especulassem se não se trata de um “vazamento proposital”, uma espécie de “exibição teste” não declarada.

Qualquer que seja a explicação, o fato é que em menos de 24 horas o piloto de Supergirl já havia sido baixado por mais de 200 mil pessoas. Papo de Quadrinho (sorry, CBS!) foi uma delas, e gostou do que viu.

O piloto abre com a marca registrada dos criadores Andrew Kreisberg e Greg Berlanti, mesma dupla criativa de Arrow e The Flash: “Meu nome é Kara Zor-El”. Apresenta a origem da super-heroína desde a fuga de Krypton numa espaçonave minutos depois da partida de seu primo Kal-El e minutos antes da explosão do planeta.

Kara, então com 12 anos, foi enviada para proteger o bebê, mas sua nave ficou perdida na Zona Fantasma e ela só chegou à Terra quando Kal, agora o adulto Clark Kent, já era conhecido como o Superman.

Criada pela família Danvers, a garota aprendeu a controlar seus poderes, mas foi educada de modo a ocultá-los. Já adulta e trabalhando num conglomerado de comunicação, de repente se vê obrigada a exibir esses poderes e é levada a descobrir que os primos El não são os únicos alienígenas na Terra.

Melissa Beinost (Glee) é talentosa e está bastante à vontade no papel principal. O elenco como um todo, aliás, funciona muito bem, e Calista Flockhart como Cat Grant é a cereja do bolo.

Mehcad Brooks, no papel de James Olsen, vai além da mudança da etnia: o personagem agora é um fotógrafo respeitado, maduro e deve servir como elo entre Supergirl e Superman. Destaque para a belíssima homenagem com a escalação de Helen Slater (a Supergirl dos anos 80) e Dean Cain (o Superman dos anos 90) como os pais adotivos de Kara.

Supergirl cria um paradoxo interessante ao introduzir Superman não como mera citação, mas como uma presença constante na série, mesmo praticamente sem aparecer. A Warner já disse que seus universos da TV e cinema não têm relação, mas mesmo dentro do conjunto de seriados interligados – Arrow e The Flash – fica difícil entender como ninguém em Starling City ou Central City nunca ouviu falar de um super-herói tão poderoso e popular.

Em resumo, Supergirl começou muito bem, mas tem um longo caminho pela frente para provar seu valor dentro de um universo televisivo que tem agradado tanto fãs quanto críticos. E também para justificar o alto orçamento, porque se é que tem uma coisa que o piloto não economizou foram efeitos especiais.

Miniatura especial do Superman chega às bancas de SP (mas pode não ser o que você estava esperando)

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No final de março, a Eaglemoss, que comercializa as coleções de miniaturas da Marvel e DC no Brasil, anunciou em seu site a pré-venda de Superman Gold.

Integrante da série de figuras “especiais” da editora, essa miniatura de 15 cm de altura (contra os 9,5 cm das figuras regulares) representa uma estátua dourada do Superman com uma águia pousada no antebraço.

À medida que os consumidores começaram a receber a encomenda, acusaram a empresa de praticar “propaganda enganosa”. Na pré-venda, a peça foi anunciada como “miniatura de metal pintada à mão” – como, aliás, eram todas as demais da coleção até agora.

O que chegou à casa aos colecionadores, porém, foi uma figura mais leve, composta majoritariamente de resina. Pois é esta mesma versão que está à venda nas bancas de jornal de São Paulo desde a semana passada.

O comprador de banca pelo menos tem a vantagem de pegar a peça na mão e decidir se ela vale os R$ 75. Curiosamente, na revista que acompanha a miniatura, a Eaglemoss colou uma etiqueta sobre a informação original para ocultar que a peça seria de metal.

Superman Gold na comparação com a figura regular: maior e mais leve

Superman Gold na comparação com a figura regular: maior e mais leve

Justificativa

Às seguidas reclamações de quem embarcou na pré-venda pelo site, a Eaglemoss esclareceu por meio do seu SAC: “Informamos que todas as novas produções de especiais da DC Comics serão de material misto, com 20% de metal em sua composição. Essa é uma decisão global da DC Comics, que optou por materiais mais sustentáveis em suas miniaturas e todos os licenciados precisarão adequar sua produção a partir de agora”.

A decisão já vale para outras duas figuras especiais lançadas recentemente pela editora: Grodd e Bane, à venda no site.

A Eaglemoss colou uma etiqueta sobre a informação de que a peça seria feita de metal

A Eaglemoss colou uma etiqueta sobre a informação de que a peça seria feita de metal

Uma busca rápida no ReclameAqui indica que a Eaglemoss ofereceu duas soluções para o imbróglio do Superman Gold : a substituição da peça de resina por outra de metal ou a oferta de um vale-compras no valor de R$ 75 sem direito a troco, caso o consumidor opte por um produto de valor inferior.

Ao que tudo indica, as figuras regulares da Marvel e DC, e as especiais da Marvel, continuarão sendo fabricadas em metal, pelo menos até novo aviso em contrário – isto se a Eaglemoss avisar, já que, parece, a comunicação com os colecionadores não é o forte da empresa.

Sobre este assunto, vale a penar ler o artigo do colecionador Marcelo Fernandes.

Artigo: Cueca por baixo das calças

por Társis Salvatore, Editor do Papo de Quadrinho

Quando comecei a ler quadrinhos de super-heróis o mundo era bem diferente do que é hoje.

Sei que alguns vão achar que é mentira, mas não existia internet. Videogames, hoje a maior indústria de entretenimento mundial, mal haviam chegado ao Brasil em suas versões pixealizadas.
Restava para um jovem C.D.F (o termo “nerd” não era consolidado) como eu, comprar seu “gibizinho”, jogar bola ou taco na rua, e ver alguma série (dublada) de TV nos cinco ou seis canais de TV que haviam na época.
Era o início do ano de 1987 e eu tinha 12 anos.

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Adquiri o gibi Super-Homem nº 31 – sim, Superman é um termo recente – por módicos Cz$ 7,00, a moeda vigente da época, uma dentre as várias que tivemos antes do real. O amaldiçoado formatinho predominava nas bancas de jornal. O papel de revista de linha era ruim e as cores chapadas. O anúncio da penúltima página era do Rádio Orelinha com uma jovem modelo adolescente chamada Suzy Rêgo.

O gibi do Super-Homem em questão trazia uma novidade que era o novo Brainiac, uma renovação de visual que o deixava alinhado à segunda temporada do desenho dos Superamigos que passava na TV. O argumento da história era de Marv Wolfman e arte de Gil Kane. Na sequencia do gibi, havia a Legião dos Super-heróis com desenhos de Keith Giffen e Paul Levitz. Essa edição também anunciava o que seria um marco da editora, a maxissérie Crise nas Infinitas Terras, que acompanhei logo em seguida e consolidou minha paixão pelos personagens da DC.

Quando eu olho esse gibi na minha coleção e o comparo com o último que comprei esses dias, vejo como a indústria do entretenimento se transformou.

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Se você tem mais de 35 anos e olhar atentamente talvez tenha a mesma impressão.Vivemos um período profícuo e muito interessante nos quadrinhos de super-heróis, ainda que os pessimistas insistam no contrário. A renovação dos super-heróis da DC e da Marvel foram comercialmente bem sucedidas.

A cooptação destes heróis para o cinema e para os games funcionam e atraem cada dia mais fãs. O fenômeno transmídia nas séries de TV, os desenhos animados inspirados nos gibis e outras mudanças apostando no novo, conquistam um público que não se interessa naturalmente por gibis, porque são de uma geração com muitas outras opções: games, tablets, séries, internet como um todo.

Óbvio que nem sempre a indústria acerta. Erros são cometidos, deslizes acontecem. Vão de abordagens ruins, roteiros sem noção, passando pelas distorções exageradas nas concepções de super-heróis consagrados, e escorrem em outras mídias. E como era de se esperar num mundo onde todo mundo pode choramingar, esses problemas as vezes nublam a mente da galera que adora um mimimi. Ainda atrai a ira dos haters, que hoje contam com as mídias sociais para ecoarem sua raiva com a velocidade dos bytes.

Bom, só pra deixar mais dúvidas do que certezas, meu ponto é: quando os produtores devem abandonar o passado, ignorar de ideias consolidadas e começarem uma renovação de seus super-heróis?

Foi pensando nisso que vi que mudar o visual do Brainiac foi um indicativo interessante, deixando de ser um humanoide verde para virar um robô cabeçudo por causa do desenho dos Superamigos.
Essa mudança não me causou nenhuma comoção na época, eu gostava do visual de 1987. Talvez, eu por ter 12 anos. Talvez, por adorar robôs. E hoje, Brainiac voltou a ser um humanoide verde, porque nos quadrinhos – assim como aparentemente na vida – tudo é cíclico.

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Agora a DC anunciou que vai novamente mudar o visual do Superman e fiquei contrariado. Ele já sofreu mudanças recentes de visual. E mais uma vez, a mudança antecede uma nova maxissérie. Vi e achei feio, desnecessário. Daí, no auge da minha indignação nerd, me veio a ideia – mas será que não é uma boa mudar de novo? Será que não vai atrair público, esquentar debates e como quase sempre acontece, a DC vai voltar ao visual mais conhecido e consagrado na memória afetiva dos nerds, logo ali adiante?

Penso também com carinho no Super-Homem e como ele me divertiu, “virou” Superman, mudou de uniforme, de comportamento, morreu, voltou e está ai se renovando e atraindo milhões de fãs. E por algum mistério, mesmo com todas essas mudanças, o Azulão parece que nunca deixou de ser o mesmo.

É com mais dúvidas que certezas que vejo velocidade das mudanças do mundo atual e suas diferenças com 1987. Minha única certeza hoje é que Superman fica muito melhor sem a cueca vermelha por cima das calças.

2014: O que vem por aí pela Editora Évora

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A editora dedica o selo Generale para publicação de obras relacionadas à cultura pop. Os lançamentos não são histórias em quadrinhos, mas com certeza agradam aos leitores do gênero.

Para 2014, são duas novidades confirmadas. A primeira é Quadrinhos no Cinema Vol. 3. Nesta edição, o livro produzido pela turma do site Pipoca & Nanquim – Alexandre Callari, Bruno Zago e Daniel Lopes – concentra-se em mais alguns super-heróis que deram as caras recentemente na tela grande: Superman, Wolverine, Homem de Ferro e Motoqueiro Fantasma.

Em formato de almanaque, Quadrinhos no Cinema reúne informações fundamentais e muitas ilustrações sobre a trajetória dos personagens em várias mídias. É uma importante fonte de pesquisa tanto para fãs quanto para profissionais.

A outra novidade da Évora para 2014 é um livro de contos do aventureiro do sobrenatural: Salomão Kane, mais uma criação de Robert E. Howard que nasceu nos pulps e ganhou seu lugar nos quadrinhos e no cinema.

A tradução é de  Alexandre Callari. Quem leu o ótimo trabalho que ele fez com Conan, o Bárbaro, também pela Generale, sabe que vem coisa boa por aí.

Mundo dos Super-Heróis chega à 50ª edição

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A edição de dezembro da principal publicação brasileira sobre quadrinhos e outras mídias relacionadas ao gênero de super-heróis começa a chegar às bancas do País na próxima segunda-feira (23).

Para comemorar o marco de 50 edições, a capa apresenta 50 histórias (25 da editora Marvel e 25 da DC) escolhidas pela redação. Na seleção, os jornalistas optaram por HQs marcantes, mas pouco conhecidas. A capa foi ilustrada pelo artista brasileiro Caio Cacau.

A edição traz também um pôster central de 55 x 41 cm do filme O Homem de Aço; no verso, uma linha do tempo mostra a trajetória do Superman no cinema, seriados de TV e animações.

Outros destaques são: cobertura do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), realizado em novembro na capital mineira, e uma entrevista exclusiva feita durante o evento com o quadrinhista George Pérez; calendário com lançamentos para 2014 e matéria especial sobre a coleção de miniaturas do Batmóvel que a Eaglemoss trará para o Brasil; artigos sobre a série em quadrinhos Drácula, da Marvel, e o álbum Hicksville; a continuação da série de matérias sobre as grandes sagas da DC Comics; resenhas de lançamentos, cartas e desenhos dos leitores.

Mundo dos Super-Heróis 50 tem 64 páginas, capa e miolo coloridos, e preço de R$ 10,90. Compra de exemplares, assinatura e versão digital podem ser adquiridos no site da editora.

Superman: 75 anos em 2 minutos

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O vídeo vem circulando na internet desde o último domingo (13).

Produzido por Zack Snyder e Bruce Timm – dois nomes fortes ligados à mitologia recente do Superman – a animação de dois minutos homenageia o primeiro e maior super-herói de todos os tempos. Superman completou 75 anos de publicação em 2013.

A homenagem incluir numerosas referências. “A ideia foi começar com Siegel e Shuster e terminar com Henry Cavil, passando pelos pontos altos e momentos icônicos entre eles”, disse Timm ao site EW.

De fato, há de tudo um pouco: os desenhos animados dos estúdios Fleischer nos anos 1940, a encarnação de George Reeves e, claro, a de Christopher Reeve, o desenho Superamigos, a morte do Superman nos quadrinhos, a série Reino do Amanhã e a fase atual Novos 52.

As cenas são embaladas por uma fusão do tema clássico do Superman criado por John Williams para o filme de 1978 e a trilha sonora de O Homem de Aço, de Hans Zimmer.

Para os fãs, uma das diversões é justamente identificar esses momentos durante a animação. E também aqueles que faltam.

As versões live action de Brandon Routh e Dean Cain, por exemplo, ficaram de fora. “As pessoas vão se indagar sobre isso: por que isto está na animação e isto não?”, comentou Timm. “Tivemos um monte de reuniões para discutir o que tinha que ser incluído, e o que seria legal estar, mas não era absolutamente essencial”.

Mesmo com algumas ausências caras a parte dos fãs, uma coisa é fato: impossível não adorar e se emocionar com esta homenagem.

O curta animado será exibido hoje (16) no canal Cartoon Network americano e incluído no Blu-Ray de O Homem de Aço, a ser lançado em novembro.

Ben Affleck viverá Batman no cinema

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O anúncio foi feito na noite de ontem (22) e desde então só se fala nisso nas redes sociais.

Ben Affleck será o novo Batman no cinema e vai contracenar com Henry Cavill no próximo filme do Superman, com estréia prevista para 17 de julho de 2015. A notícia de que os dois heróis se encontrariam foi dada durante a San Diego Comic Con, em julho.

O diretor Zack Snyder adianta que a trama não será baseada na graphic novel O Retorno do Cavaleiro das Trevas, de Fank Miller, e justifica a escolha: “Ben oferece uma contraponto interessante ao Superman de Henry. Ele tem a capacidade dramática para criar um personagem que é mais velho e mais esperto que Clark Kent e carrega as cicatrizes de um combatente do crime experiente, mas mantém o charme que o mundo vê no bilionário Bruce Wayne”.

A grita entre os fãs não foi pequena, apesar de as opiniões parecerem divididas. As principais críticas em relação a Affleck são a canastrice demonstrada em alguns filmes e, principalmente, o fato de ter vivido o herói cego Demolidor no filme de 2003.

Affleck, convenhamos, é um ator limitado, mas a bronca dos fãs é mais contra o filme do que sua interpretação de Matt Murdock/Demolidor. E ele vem construindo uma carreira respeitável como roteirista e diretor.

O resultado dessa escolha só poderá ser conferido daqui a dois anos. Até lá, qualquer coisa que se diga, contra ou a favor, é exercício de adivinhação – algo que os fãs de quadrinhos adoram fazer.

Bilheteria de “O Homem de Aço” no Brasil mantém bom desempenho

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No segundo final de semana em exibição no País (19 a 21 de julho), o filme que reconta a origem do Superman faturou R$ 5,6 milhões.

Mais uma vez, ficou em segundo lugar, atrás de Meu Malvado Favorito 2 (R$ 7,5 milhões). A animação vem mantendo a primeira posição desde que estreou no Brasil, dia 5 de julho.

Mesmo assim, é possível dizer que O Homem de Aço manteve bom desempenho, uma vez que a queda da primeira para a segunda semana foi de apenas 37%.

Desde que começaram as pré-estreias, no final de junho, o filme rendeu mais de R$ 25 milhões nas bilheterias brasileiras. No mundo todo, O Homem de Aço acumula até o momento US$ 635,2 milhões.

Crítica: “O Homem de Aço” – Um Superman para os novos tempos

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Aviso de spoiler: o texto abaixo revela situações que podem estragar a surpresa de quem ainda não assistiu ao filme.

O Homem de Aço, que estreou no Brasil no último dia 12, tem tudo que um orçamento declarado de US$ 225 milhões pode comprar: renomados roteiristas (David Goyer e Christopher Nolan) e diretor (Zack Snyder), elenco estrelado (Russell Crowe, Kevin Costner, Laurence Fishburne) e efeitos especiais de primeira.

Os primeiros 18 minutos quebram qualquer resistência que se pode ter contra o filme. Ambientados no planeta Krypton, misturam ação, conspiração e a luta de um pai para salvar seu filho – sem contar o espetáculo visual.

A partir daí, O Homem de Aço caminha mais duas horas entre acertos, tropeços e exageros.

Entre os muitos acertos estão as cenas de luta, bem dosadas e coreografadas, e a discussão sobre o efeito que a existência de um extraterrestre teria sobre a humanidade. Daí deriva o cuidado extremo que o pai terrestre do Superman, Jonathan Kent (Kevin Costner), tem em manter ocultos os poderes do garoto – ao ponto de pagar com a vida essa convicção.

No capítulo dos erros estão algumas soluções simplistas do roteiro. A forma como Lois Lane encontra a nave kryptoniana é pueril; sua presença na nave de Zod, sem sentido; e a transição do jovem perturbado Kal-El num super-herói plenamente consciente de seus poderes (incluindo aí a aparição do uniforme) é um atropelo.

O Homem de Aço exagera nas cenas de destruição. Não me lembro de um filme-catástrofe que tenha sido mais catastrófico que a destruição de Metrópolis. Extrapola também na presença de Jor-El (Russell Crowe): sua “consciência” é mais que um registro holográfico, mais que um mentor do filho exilado; é um ser onisciente, uma entidade que interage e interfere na trama muito mais do que o aceitável. É uma muleta narrativa.

Mais importante, porém, que contar de forma competente uma boa história, o papel de O Homem de Aço para a indústria do entretenimento está em redefinir o primeiro e maior super-herói de todos os tempos.

Nisso, o filme tem uma vantagem. A última vez que a origem do Superman foi contada nos cinemas data mais de 30 anos. Assim, foi possível manter fidelidade à mitologia do personagem sem soar repetitivo. Os poucos ajustes não comprometem nem desvirtuam o conhecimento prévio dos fãs.

O Superman que surge ao final de O Homem de Aço não é muito diferente daquele que os fãs estão acostumados – com a exceção óbvia do novo visual. Henry Cavill conseguiu imprimir carisma, jovialidade e hombridade ao personagem – todos estes atributos arraigados à imagem construída ao longo de 75 anos. Construiu um Superman muito menos sisudo e sombrio do que davam a entender os trailers.

A questão de fundo está na batalha final. Muito bem arquitetada, convence a audiência que o herói não tinha outra opção a não ser matar o General Zod (o ótimo Michael Shannon). Porém, trata-se de uma quebra de paradigma que pode ou não influenciar o novo Superman nas próximas décadas.

Nos quadrinhos (pelo menos nas histórias significativas), quando Superman matou alguém ele saiu de cena: morreu (em A Morte do Superman) ou se aposentou (em O que aconteceu ao Homem de Aço).

No cinema, Superman reinicia a carreira já fazendo esta opção definitiva. Em entrevista exclusiva ao site Omelete, o diretor Zack Snyder é taxativo: “Ele tinha que matar porque o mundo não é mais o mesmo que era quando ele foi criado – ou quando o primeiro filme saiu. A inocência acabou“.

O pensamento de Snyder sintetiza o que vem acontecendo com os quadrinhos do gênero nas últimas décadas: super-heróis têm que ranger os dentes e fazer cara de mau para que sejam identificados como “reais”.

Há quem diga que é isto que os jovens leitores de hoje, mais informados e acostumados à violência, desejam. Se fosse verdade, o filme Os Vingadores não teria sido um retumbante sucesso, e HQs como Demolidor, de Mark Waid, não ganhariam prêmios.

O Homem de Aço pode não ter conquistado bilheterias estratosféricas, mas foram suficientes para animar a Warner a dar continuidade à franquia e, quem sabe, ao tão sonhado filme da Liga da Justiça.

Para o bem ou para o mal, este Superman veio para ficar. Este é o Superman dos novos tempos.

NOTA: 8

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